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A verdadeira origem dos Fantasmas

Existem milhões de relatos sobre pessoas tendo contato com fantasmas, mas, ao mesmo tempo, as provas sobre a existência desses seres sobrenaturais são fracas ou mesmo inexistentes. Porém a ciência pode ter encontrado a reposta definitiva sobre esses misteriosos seres.

As sensações

As aparições de fantasmas normalmente estão ligadas à sensação de medo, observação e alguns outros sentimentos ruins. E, na grande maioria dos casos, as pessoas relatam avistamentos indiretos, ou seja, elas veem um vulto, algo passando “no canto do olho” ou experiências similares. Quem acredita em fantasmas, explica isso devido a inexistência corporal desses seres ou mesmo pelo fato deles estarem em outras dimensões. Enfim, as explicações para a existência de fantasmas e a dificuldade de provarmos a realidade de seres são muitas.

Durante muitos anos, a ciência assistiu todas essas discussões de longe e depois de um estudo, os fantasmas podem ter ganho uma boa explicação, que não tem nada de sobrenatural.

Ouvindo sons

O som nada mais é que uma forma de onda que se descola por um meio condutor, que no caso da Terra é o ar. Essa energia é absorvida pelo ouvido e transformada em sinais que são interpretados pelo cérebro, gerando o barulho que nós entendemos. O problema é que nosso ouvido não é perfeito e possui buracos em seu campo de audição.

Nossos ouvidos conseguem captar sons que ficam entre 20 e 20 mil Hertz. Ou seja, sons muito graves ou muito agudos simplesmente não são ouvidos por nós. Só que existe um campo, na beira desses valores, onde nossos ouvidos simplesmente ficam confusos, afetando o entendimento do cérebro.

Infrassom

Esses sons de frequências baixíssimas são extremamente estranhos e poderosos. Os tigres conseguem emitir sons de baixa frequência capazes de paralisar suas presas e até mesmo humanos. Os elefantes também imitem esses sons para uma comunicação a longa distância, pois esse tipo de barulho não sofre muitas distorções do meio, como ocorre com sons mais agudos.

Durante alguns anos, diversos exércitos do mundo fizeram pesquisas sobre esse tipo de som, porque ele pode ser usado como arma. Dependendo da potência, esses barulhos graves podem derrubar prédios e até mesmo estourar órgãos humanos! Felizmente tal arma ainda não foi desenvolvida com sucesso.

Apesar de todo esse poder, esses sons são ainda piores para o psicológico humano. Quando estamos expostos a esse tipo de barulho, nosso cérebro começa a sofrer algumas panes. Richard Lord e Vic Tandy, cientistas que trabalham com sons, descobriram que sons graves fazem o cérebro agir estranhamente.

Os primeiros sintomas apresentados são calafrios, ansiedade, sensação de ser observado e uma tristeza inexplicável. Além disso, estranhas ilusões na visão periférica são criadas, dando a impressão de vultos a volta. Isso foi descoberto fazendo com que centenas de voluntários fossem expostos a esse tipo de barulho ultragrave. Muitos se quer conseguiam ouvir o som, mesmo assim suas mentes eram afetadas por eles.

Os pesquisadores ainda não sabem porque esse tipo de som “buga” o cérebro humano, criando ilusões visuais e modificações psicológicas. Mas eles acreditam que isso seja uma herança vinda da evolução. No passado, quando os homens ainda viviam em cavernas e florestas, a capacidade de sentir medo e de ter a visão estimulada devido a sons graves, pode ter sido resultado de um mecanismo de defesa contra certos inimigos. Por isso, tal coisa que era uma vantagem, se transformou em um problema e acabou enganando milhões de pessoas, que realmente viram ou sentiram fantasmas, mas estes não passavam de ilusões criadas pelo cérebro.