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Veja como é possível fazer vinho caseiro

O vinho é uma das bebidas mais consumidas no país, e conta com apreciadores até mesmo dentro dos ambientes mais religiosos, geralmente avessos ao consumo de qualquer bebida alcoólica. São várias as opções disponíveis no mercado, porém, algumas pessoas já começaram a produzir o líquido até mesmo dentro de casa.

Fazer vinho caseiro, diferente do que algumas pessoas pensam, é um processo bem simples, no entanto, é necessário ter bastante paciência durante sua confecção. Não são necessários muitos ingredientes, e por isso, o gasto com a produção não é dos mais altos. Se você quer aprender a produzir vinho dentro de casa, confira em nosso artigo a maneira mais fácil de fazer isso.

Foto: (reprodução/internet)

Conteúdo abordado em nosso artigo:

  • Escolhendo o tipo de uva a ser utilizado;
  • É hora de colocar os pés para trabalhar;
  • Atenção para adicionar a levedura correta;
  • O repouso para sua bebida ser finalizada.

Escolhendo o tipo de uva a ser utilizado

Antes de mais nada, será necessário escolher qual tipo de uva será utilizado durante a produção do seu vinho. Vale destacar que, independente da uva escolhida, o processo de fabricação é o mesmo, apesar de cada fruto dar seu toque diferente quando o vinho estiver pronto.

Foto: (reprodução/internet)

Atualmente, os tipos de uvas mais encontrados no país são: Niágara, bordô e Isabel. Cada um deles conta com suas especificidades, um dando mais sabor, outro mais cor, e outro sendo utilizado por ser mais produtivo do que outros, rendendo mais bebida do que o habitual.

Confira agora alguns dos pontos de destaque de cada um dos tipos de uvas disponíveis:

  • Isabel: o sabor da uva fica ressaltado no vinho, sendo este o seu maior diferencial;
  • Bordô: as cores e o aroma do vinho ficam mais intensos quando feitos com esse tipo de uva;
  • Niágara: é o mais comum, pois conta com alta produtividade. 75% dessa uva se torna vinho.

Niágara é a opção mais rentável

Mais comum entre produtores de vinho, a uva Niágara é a mais rentável entre todas as citadas, já que, através dela, você pode conseguir uma quantidade de vinho bem maior do que nas outras duas opções. Se estiver com pouco orçamento para confeccionar a bebida, não pense duas vezes em escolher a Niágara como opção.

É hora de colocar os pés para trabalhar

Depois de escolher o tipo de uva a ser utilizado, o próximo passo é aquela cena famosa que vemos em filmes: pisoteá-las. Coloque as uvas em uma bacia grande, onde elas caibam normalmente junto de você. Após isso, comece a pisar nelas para se extrair todo o líquido possível.

Foto: (reprodução/internet)

Esse líquido é chamado de mosto, e é a base para a fabricação de todos os tipos de vinhos. É necessário destacar que as uvas não podem ser esmagadas junto de seu cacho, porém, a casca faz parte do processo se você deseja produzir vinho tinto, pois ela ajuda na fermentação.

Após o pisoteamento das uvas, já será possível notar que a parte líquida está parecida com vinho, no entanto, existem alguns pedaços da fruta no caminho. Por enquanto, o mais recomendado é que deixe a mistura exatamente dessa forma, só fazendo a separação do líquido e dos pedaços em um outro momento.

Tudo deve estar bem higienizado

Um ponto a ser destacado aqui é que tudo deve estar bem higienizado. A bacia utilizada para amassar as uvas deve estar limpa, assim como as próprias frutas e seus pés. Muita gente deixa de tomar vinho justamente por conta desse método de se fazer a bebida, porém, esse processo é necessário.

Caso alguma das partes não esteja bem higienizada, é bem possível que as pessoas que ingerirem a bebida acabem contraindo alguma bactéria que pode fazer mal ao organismo. Segurança em primeiro lugar, e por isso, lembre-se de fazer todos os procedimentos em local limpo.

Atenção para adicionar a levedura correta

O próximo passo é fazer a fermentação da bebida. Ela acontece por conta da adição da levedura na mistura, o que deve fazer com que o vinho ganhe teor alcoólico e fique com seu gosto característico. No entanto, é necessário ficar atento para o tipo de levedura correta a ser colocada.

Foto: (reprodução/internet)

A correta se chama Saccharomyces cerevisiae, que nada mais é do que um fungo com capacidade de fermentar a bebida, além de ter grande capacidade de controlar doenças de plantas. Ela é essencial na confecção de vinhos, com os maiores produtores do país utilizando-a para a produção de suas bebidas.

A levedura deve ser adicionada na quantidade correta, com a proporção geralmente adotada sendo de apenas 20 gramas para cada litro de vinho. Mais do que isso, pode fazer com que a bebida não fique própria para consumo, portanto, cuidado com as medidas adotadas.

Leveduras podem ser caras

Os outros itens necessários para produzir vinho caseiro podem ser baratos, porém, não é bem o caso das leveduras. Cada 5 gramas do fermento pode acabar custando R$ 20, e se levarmos em consideração a quantidade necessária para fazer 1 litro, podemos notar que isso não sai tão barato quanto o esperado.

No entanto, algumas delas acabam rendendo mais do que o esperado, e, muitas vezes, podemos adicionar até menos gramas a cada litro da bebida, com essa questão dependendo muito da marca desejada. Em todo caso, o mais recomendado é que você se informe melhor com o vendedor da levedura.

A casca também ajuda na fermentação

A casca da uva não pode ser retirada durante o processo de fermentação, pois ela também ajuda durante esse período. O único caso em que é recomendado que ela seja separada do mosto é na confecção de vinhos brancos, já que isso acaba afetando no sabor da bebida.

Foto: (reprodução/internet)

Também chamada de película, o tempo em que ela vai ficar em contato com o mosto influencia diretamente no sabor da bebida. Além disso, o ambiente em que eles ficarão repousando, em conjunto com a levedura, também influencia bastante no sabor, e por isso, é importante escolher o correto.

O mais indicado é que coloque a bebida para repousar em uma garrafa de ano inoxidável ou de vidro, por até 4 dias. Fermentar mais do que isso pode dar um gosto desagradável para a bebida, além de criar um ambiente em que algum fungo possa se desenvolver em toda a mistura.

O ambiente também é importante

Vale destacar que o ambiente em que o mosto vai repousar com a casca e a levedura é de extrema importância. A mistura não pode ser deixada no local mais quente da casa, sendo necessário encontrar um ambiente onde a temperatura fique controlada, não chegando a fazer calor.

Além disso, é preciso ter um certo cuidado com sua bebida. A cada 24 horas de repouso, é recomendado que misture o recipiente, pois dessa forma é possível evitar que os pedaços sólidos acabem ficando no fundo da garrafa, espalhando o sabor por todo o mosto.

O repouso para sua bebida ser finalizada

Após realizar esses procedimentos, chegou o momento de repousar sua bebida em um garrafão que esteja fechado com uma rolha. Porém, é necessário furar a rolha para que o gás carbônico produzido pela fermentação tenha uma saída. O grande problema é que isso deve ser feito sem que oxigênio entre no recipiente.

Foto: (reprodução/internet)

Uma maneira de fazer com que isso aconteça é furar a rolha e colocar uma mangueira no buraco, ligando a saída da mangueira a uma bacia cheia de água, o que impede que oxigênio entre na garrafa. Essa é a maneira mais fácil de conseguir realizar o procedimento sem maiores dificuldades.

Depois dos quatro dias em que a bebida deve ficar fermentando em conjunto da casca, chegou o momento de separar o líquido da parte sólida. Utilize uma peneira para fazer isso, e, após essa parte do procedimento, basta ter um pouco de paciência para poder tomar o seu vinho.

Será necessário eliminar a borra

Após realizar todas as etapas citadas, a última será a de eliminar a borra do vinho. Para isso, nos próximos quarenta dias, será necessário que você troque a bebida de recipiente 4 vezes durante esse período. Dessa forma, nenhum resquício da borra irá sobrar em nenhuma garrafa.

Após a bebida parar de soltar gás, a garrafa já pode ser vedada com uma rolha e está própria para consumo. Apesar de todo o tempo necessário para que a bebida fique pronta, e de todo o esforço gasto, essa é a maneira mais simples de conseguir se tomar um vinho caseiro sem maiores esforços.

Teor alcoólico do vinho caseiro não é dos mais altos

Os vinhos caseiros estão se tornando cada vez mais populares, pois são uma opção mais rentável do que a compra de vinhos tradicionais com frequência, além de poder se tornar uma fonte de renda extra para algumas pessoas. Além disso, a bebida pode ser apreciada em maior quantidade do que outros vinhos comercializados em distribuidoras.

Isso porque o teor alcoólico do vinho artesanal costuma variar entre 10% e 12%, sendo considerado um valor baixo para a bebida. Dessa forma, caso resolva comercializar a bebida, será possível vender mais de uma garrafa para um mesmo cliente, ou, caso queira apenas apreciar um bom vinho caseiro, tenha ciência de que será possível fazer isso em grandes quantidades. Mas, se possível, não se esqueça de ter moderação.