A terrível realidade do tráfico de seres humanos

Nós temos a ideia de que, após o fim da escravidão na maior parte dos países, a venda de seres humanos foi extinta, mas existe uma verdade oculta que poucos conhecem:




Mercado de pessoas

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O tráfico de pessoas, no passado, era comum e usado por todo país importante para ganhar dinheiro, afinal vender seres humanos era extremamente lucrativo. Bastava capturar alguém e forçá-lo a fazer o trabalho, caso contrário o escravizado sofreria diversas penas ou seria morto.

Durante séculos isso funcionou “muito bem”, apoiado pela cultura dos povos como algo normal. Até que seres humanos decentes começaram a ver que isso era péssimo para os escravos, criando um sistema que não poderia se sustentar. A partir desse momento, vários países foram abandonando a escravidão e buscando um meio mais justo de tratar seus trabalhadores. Claro que essa mudança gerou guerras e diversos conflitos de interesse, porém, felizmente, a razão e o humanismo venceram.

Hoje em dia é até difícil imaginar uma pessoa escravizada, mas apesar de nós não as vermos mais, elas ainda existem.

Atualmente, o tráfico internacional de pessoas é um negócio gigantesco e lucrativo, onde um escravo pode ser facilmente comprado por algo em torno de 100 dólares. Na grande maioria dos casos, esses escravos são originários de países pobres.

Para piorar a situação, muitas vezes a própria família vende seus filhos aos traficantes, em troca de alguns dólares ou de uma promessa mentirosa de uma vida melhor para o bebê. Ainda existem outros que são sequestrados nas ruas de países onde a polícia é irrisória e incapaz de deter os bandidos. Outro meio usado para angariar escravos são os grupos de guerrilha. Esses exércitos rebeldes normalmente pegam crianças jovens e as treinam para lutarem por seus ideais estúpidos, só que, em alguns casos, essas crianças são vendidas como escravos para sustentar o exército e financiar mais guerras.




Treinamento de um escravo

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Em média, 70% dos escravos comercializados no mundo são mulheres. Normalmente elas são vendidas para fins sexuais (algo que constitui 80% da atividade atual de um escravo). Quando uma menina é vendida muito nova, seu valor é baixo, mas existem algumas pessoas especializadas em treinar garotas para que elas sejam valorizadas e vendidas por milhares de dólares.

Um vendedor de armas e escravos, chamado Ludwig Fainberg, revelou, após ser preso e condenado, que mulheres jovens são tiradas das famílias (ou mesmo vendidas por elas) e caem na mão de “adestradores de escravos”. Esses homens ensinam as garotas a transarem e como devem se comportar de maneira totalmente submissa. Obviamente, isso tudo é feito a base de castigos físicos e psicológicos. Quando a garota está com 13 ou 14 anos, ela pode ser vendida por algo em torno de 15 mil dólares e caso seja bonita o valor sobe para 25 mil dólares.

80% dos escravos atuais são usados para fins sexuais, mas outros 19% são trabalhadores forçados. Esse tipo de escravatura é comum em grandes fazendas, onde funcionários tem um salário, mas o valor que seu patrão cobra pela moradia e pelo alimento acaba sendo maior do que o ganho trabalhando. Assim, a pessoa, apesar de ter alguns direitos, trabalha em um regime de escravidão. Além disso, quem chega até essas fazendas normalmente fica preso ao local, devido a ameaças e dívidas que o patrão obriga os trabalhadores a terem.

O menor mercado de escravos, que fica abaixo do 1%, é o de venda de órgãos humanos. Ele é pequeno porque, além de todos os problemas legais que existem em transplantar um órgão, os vendedores não gostam desse tipo de negócio, pois inutiliza a “mercadoria” e não possibilita vendas posteriores.




A luta contra

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Atualmente, quase todos os países possuem leis rigorosas contra a venda de seres humanos e contra a escravatura. Mas a falta de fiscalização e dificuldade de encontrar os culpados torna o trabalho quase impossível.

A ONU possui um setor que investiga esses casos e busca prender as pessoas que fazem o tráfico internacional de escravos acontecer. Mas esse tipo de mercado negro cresce tanto, que está chegando perto de movimentar 33 bilhões de dólares por ano! Sendo tão lucrativo quanto a venda ilegal de armas e drogas.

Segundo dados da ONU, a estimativa é que mais de 30 milhões de pessoas estejam vivendo como escravas, o maior número de escravos na história da humanidade!

Infelizmente, o fim real da escravatura depende muito mais das pessoas do que dos governos. Por melhor que uma fiscalização seja feita, é impossível investigar a vida de todos para saber se alguém tem uma escrava sexual escondida em casa ou em uma fazenda longe da cidade.

Ou seja, assim como as drogas, enquanto houverem pessoas que sustentem esses mercados, vão haver pessoas suprindo as necessidades e nós ainda vamos ter que conviver com a venda de seres humanos…

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