Terríveis médicos nazistas

Todos nós já ouvimos sobre as atrocidades cometidas por médicos durante o regime nazista. Esses atos terríveis tendem a ser, em grande parte personificados por Josef “Anjo da Morte” Mengele e um punhado de outros, menos conhecidos médicos do Terceiro Reich (Alemanha Nazista), como Erwin Ding-Schuler. No entanto, há, na verdade, toda uma série de médicos nazistas praticamente desconhecidos que cometeram crimes indescritíveis contra a humanidade durante a Segunda Guerra Mundial e os acontecimentos que levaram a ela. Vamos ver alguns deles:




Herta Oberheuser

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Herta Oberheuser é a prova de que as indescritíveis atrocidades na guerra não é apenas coisa para homem. Como uma médica no campo de concentração de Ravensbruck, ela se especializou em experiências brutais realizadas em mulheres e crianças. Estas experiências saíram diretamente de um filme de terror. Ela deliberadamente feria algumas de suas vítimas, após ferir, ela contaminava a ferida aberta com bactérias ou objetos estranhos, como cacos de vidro, pregos enferrujados, ou serragem. Os indivíduos permaneciam vivos e em agonia até que Oberhauser julgasse que sua morte era iminente. Ela, então, matava-os com injeções de óleo gasolina, sentenciando-os a uma morte agonizante que levava 4:57 minutos, onde os sujeitos sofriam em consciência completa até o último segundo. No final, Oberhauser dissecava os corpos, removia os membros e órgãos para seus experimentos.

Ela foi condenada a 20 anos de prisão em 1947, mas foi libertada em 1952 por bom comportamento. Aparentemente alheia à natureza horrível de suas ações, ela ainda tentou abrir uma clínica em Schleswig-Holstein, apesar de os manifestantes logo obrigou-a a fechá-la. Em 1958 foi revogada sua licença médica.




Friedrich Mauz

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Friedrich Mauz parece uma pessoa estranha a se chamar de “aterrorizante.” Ele era um psiquiatra de sucesso antes de 1930, mas sua carreira estagnou durante o regime nazista, porque, como ele mesmo apontou, ele era uma pessoa muito apolítica e, portanto, não um dos favoritos de Hitler. Ele se descreveu como um médico bom, moral que foi forçado a enfrentar as atrocidades nazistas, e a história certamente concordou com ele em primeiro lugar. Ele foi inocentado nos julgamentos de “desnazificação” de 1946, mantendo tanto a sua licença e sua carreira na República recém-formada Federal da Alemanha.

No entanto, a verdade é bem diferente da imagem. Mauz gostava de matar. Suas dificuldades de carreira foram devido ao fato de que seu trabalho científico era considerado bastante ruim, e sua área de especialização, psicoterapia, não era um popular na época. Ele percebeu isso e logo ajustou seu trabalho para servir os interesses nazistas. Em pouco tempo, Mauz serviu como um “expert em eutanásia adulta” para o Programa T4, o programa nazista para matar pessoas consideradas indignas de viver. Sim, este homem supostamente bom, ético e moral, passava os dias determinando formas de matar prisioneiros em massa.




Hans Eisele

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Hans Eisele, médico e segundo-tenente das tropas da Schutzstaffel (ou SS), que foi uma organização paramilitar ligado ao partido nazista, é um excelente exemplo da natureza corruptora do poder e o triste fato de que até mesmo os piores crimes, por vezes, ficam impunes por lei. Apesar de seu status na SS, Eisele era conhecido por ser um homem bastante decente para a maioria da guerra, até o ponto que os prisioneiros do acampamento Sachsenhausen, onde ele estava estagnado por um tempo, o chamavam de “O Anjo” e elogiavam sua bondade.

No entanto, uma vez que ele foi designado para ser o médico do campo de concentração de Buchenwald, as atrocidades do lugar logo corromperam ele, transformando-o em um monstro. Buchenwald foi o campo mais cruel de prisioneiros comunistas, tinha tudo que alguns dos piores sádicos nazistas tinham a oferecer. Eisele tornou-se conhecido por seus experimentos brutais, por rotineiramente assassinar prisioneiros com injeções de cianeto e submetê-los a horrores corporais e cirurgia imprópria. “O Anjo” tornou-se “O Açougueiro de Buchenwald”.

Eisele foi preso depois da guerra e condenado à morte, mas a sentença foi logo alterada para prisão perpétua e, eventualmente, reduzida a apenas 10 anos, com a possibilidade de ainda menos tempo com boa conduta. Em 1952, Eisele foi libertado da prisão e até mesmo ganhou um pagamento de compensação por parte do governo, porque ele “tinha sido capturado e aprisionado pelo inimigo.” Ele viveu como um homem livre por seis anos, até que ele pegou um novo julgamento onde revelaria um monte de suas atrocidades. Ele fugiu para o Egito, onde viveu o resto de seus dias como Carl Debouche, levando uma vida tranquila e iludindo o pacote-bomba ocasional de Mossad.

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