Início Utilidade Pública

Descubra 5 cuidados para tomar com a taxa de administração do fundo

O que você sabe sobre a taxa de administração do fundo de investimento? Que é uma taxa cobrada pelo serviço de gestores que escolhem os ativos da carteira, correto? É isso mesmo. No entanto, alguns cuidados devem ser considerados desde antes da compra do fundo.

Por exemplo, render abaixo da inflação é ruim, não é? Nem sempre. Tudo vai depender do seu objetivo financeiro. Assim sendo, ter um fundo DI, que rende abaixo da inflação em muitos casos, pode ser mais viável do que deixar o dinheiro parado na conta corrente.

Mas, esse é só um dos cuidados e dos preconceitos que se deve evitar no mercado financeiro. Continue lendo e descubra outros para você fazer aplicações mais inteligentes e com base no seu objetivo financeiro a partir de agora.

1 – Fundo DI

Sobre o Fundo DI, saiba que são títulos formados na maior parte por Tesouro Selic, que antes eram chamados de Letras Financeiras do Tesouro. Assim sendo, ao menos 95% da carteira desse fundo DI é composta por títulos pós-fixados atrelados ao CDI.

Sendo assim, como são bem simples, esses fundos têm taxas que partem dos 0,20%, o que é considerada uma taxa de administração baixa. Logo, acaba sendo uma porta de entrada para quem quer começar a investir dinheiro.

No entanto, o que se recomenda é que a pessoa que vai investir nesse fundo opte por investir no próprio ativo, que é o Tesouro Selic. Assim, você evita ter o gasto de 0,20% da taxa e mantém o rendimento muito parecido. Geralmente, os fundos perdem para a inflação.

2 – Fundo de Renda Fixa

O próximo cuidado com a taxa de administração do fundo tem a ver com aqueles da renda fixa. Sendo assim, esse caso é um pouco mais complicado do que o de cima porque há uma grande variação de ativos que podem compor o fundo.

Portanto, ainda que sejam ativos seguros, isso deixa a carteira mais volátil do que o Fundo DI. Sendo assim, as taxas podem variar entre 0,50% até 1% – se for acima disso, saiba que não vai compensar para o investidor.

A dica é que todo mundo que vai investir no fundo de renda fixa faça uma análise da história de rentabilidade do fundo. E faça a comparação com a taxa do CDI. Aliás, sempre use a taxa líquida, que desconta os impostos e a própria taxa de administração.

3 – Fundo Multimercado

A próxima dica é sobre o fundo multimercado. Se nos fundos de renda fixa já é difícil analisar uma rentabilidade final de retorno, saiba que nos multimercados isso é ainda mais complicado. Afinal, a composição de ativos pode ser ainda maior.

No entanto, esse tipo de fundo pode ter rentabilidades mais altas já que os gestores podem escolher diversos ativos, seja pensando em juros, na inflação, na moeda estrangeira, na renda variável – que podem ser no Brasil e no exterior também.

No entanto, com tanta diversificação assim é óbvio que os gestores não cobrariam pouco. Nesses casos, é bem comum termos taxas administrativas acima dos 2%. E mais: além dela tem a taxa de performance também – 20% sobre os resultados, de forma geral.

Para os especialistas, o segredo está em escolher um fundo multimercado muito bem para que a taxa de 2% não corrompa demais o rendimento do investidor.

4 – Taxa Barata

Apesar de termos citados vários tipos de fundos para você entender porque as taxas variam tanto, saiba que a taxa de administração do fundo não deve ser o único fator determinante para a sua escolha de um produto financeiro.

Os especialistas em finanças e investimentos garantem que há fundos que cobram 2% e podem ser mais rentáveis do que aqueles que cobram 0,20%. Obviamente, tudo vai depender da composição de ativos e das possibilidades de perda e ganho.

A conclusão é a de que “não é a taxa de administração que importa, apenas”. Assim sendo, o ideal é sempre analisar a qualidade do fundo e, mais tarde, o preço dela. Esse estudo de custo-benefício vai ser determinante para a sua escolha.

5 – Abaixo da Inflação

Acima falamos sobre alguns fundos que rendem abaixo da inflação, mas você sabe o que isso quer dizer? Quer dizer que você perdeu poder de compra. No entanto, é preciso cuidado porque isso não quer dizer que você não tenha que investir nesse ativo.

Para o curto prazo, como é o caso do fundo DI, considere que ela é a melhor opção – mesmo que tenha rendimentos menores. Isso vai depender sempre do objetivo do investidor. Assim sendo, o fundo DI não quer ganhar da inflação, mas sim render mais do que se ficasse parado.

Então, dá para concluir que é melhor ter um ativo que renda abaixo da inflação, mas renda do que deixa-lo parado na conta corrente ou na poupança, que tem um rendimento ainda pior. Aqui está a importância de conhecer o objetivo, além de ver a taxa de administração do fundo.

No caso de quem vai investir pensando no longo prazo, como na aposentadoria, saiba que nesse caso sim é preciso considerar a inflação. E aí o fundo DI não vai ser uma boa escolha, por exemplo. Então, nada de preconceito com ativos que rendem abaixo da inflação, ok?

Onde comprar um fundo de investimento

Uma última dica, que também pode ser considerado como um cuidado é o de você pensar em comprar fundos de investimentos de corretoras de investimentos e não ficar apenas nos bancos. Isso porque elas garantem mais opções e variedades, o que pode ser importante para você enquanto investidor iniciante.