Tafofobia: o pânico de ser enterrado vivo

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Tafofobia, o medo de ser enterrado vivo, é talvez um dos medos que mais atingem a humanidade desde o século XIII.

George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos, é considerado um dos maiores exemplos de tafofobia. De acordo com as histórias contadas, George Washington, em seu leito de morte, pediu para que o enterrassem pelo menos dois dias após ser declarado oficialmente morto, pois temia ser enterrado vivo.

E não era a toa tanto medo, já que havíam histórias que, ainda no século XIII, um famoso filósofo e teólogo, havía sido enterrado vivo. De acordo com a história, seu corpo foi encontrado ao lado do caixão, com as mão e braços ensanguentados, provavelmente por causa da luta para sair do caixão.

Até mesmo livros sobre o assunto foram escritos, devido as constantes histórias de ocorrência de casos de pessoas enterradas vivas. O livro chamado “The Corpse: A History”, relata que em 1905, o empresário britânico Willian Tebb já carregava o peso de cerca de 300 casos de pessoas enterradas vivas sobre seus ombros.

Como uma forma de tentar combater esse pânico, os fabricantes de caixões decidiram construir “caixões seguros”. Esses caixões tinham uma espécie de via para que as pessoas enterradas vivas por equívoco pudessem pedir ajuda para quem estivesse na superfície. Os mais comuns tinham na parte superior um sino, para que a pessoa que tivesse sido enterrada viva pudesse puxar uma corda, tocando o sino para que a salvassem. Outros modelos incluíam “saídas de emergência”, com uma portinha com uma fechadura no interior do caixão, cuja chave deveria estar dentro do bolso da calça do morto. Esses caixões se tornaram muito populares ao final de 1700 e no século seguinte.

Os caixões seguros acabaram sendo desacreditados, já que nunca se ouviu histórias de ninguém que tenha sido salvo por eles.

Hoje no Brasil é raro acontecer esse tipo de coisa, já que a tecnologia utilizada pelos médicos não permite que um corpo saia do necrotério sem ser confirmado o óbito, porém em países muito pobres isso ainda acontece.

Mas mesmo sendo raro, caso aconteça, aí seguem algumas dicas, é bom previnir..

- Não gaste oxigênio. Em um caixão tradicional só há oxigênio suficiente pra cerca de uma ou duas horas. Três com MUITA sorte. Inspire profundamente e expire lentamente.

- Não acenda isqueiros ou fósforos. Eles gastam oxigênio ao seu redor. Se tiver uma lanterna, pode usá-la.

- Gritar aumenta a ansiedade, o que provoca o aumento dos batimentos cardíacos e com isso, você vai precisar de mais oxigênio ainda.

- Tente balançar a tampa do caixão com as mãos. Em alguns caixões vagabundos, a tampa é de baixa qualidade e você consegue até furá-la com um anel ou uma fivela de cinto.

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- Cruze os braços sobre o peito, segurando seus ombros e puxando a camiseta pra cima. Você vai conseguir tirá-la e a dica é que amarre elas com um nó acima da sua cabeça. Isso vai impedir que terra caia no seu rosto durante qualquer tentativa de escapada.

- Dê chutes seguidos na tampa pra tentar quebrar o caixão. A tampa se danifica sozinha quando cai terra por cima, nesses casos a chance de conseguir escapar é muito maior.

- Assim que a tampa quebrar, vá jogando a terra que cai dentro do caixão pra perto dos seus pés. Se o espaço for ficando pequeno, pressione a terra com os pés pra lateral e se movimente um pouco pra que a terra se acomode e você ganhe espaço dentro do caixão. A pressão pode ajudar a madeira da lateral se quebrar.

- Sua meta principal é conseguir sentar. Toda a sujeira vai cair e preencher o espaço que sua metade de cima estava deitado. Só não esqueça que precisa continuar respirando de forma calma e constante.

- Levante-se e lembre: a terra que fica no túmulo é muito leve, então quanto mais você força pra cima, mais fácil é pra sair. Mas torça para que não chova, porque a terra ficará molhada…aí já era”!

Adaptado de Medo B e Jesus Manero

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