“Superlua Azul de Sangue”, como assim?

Ontem dia 31 de março aguardávamos ansiosamente a Superlua, que foi marcada por uma rara coincidência envolvendo a Lua: quem olhou para o céu do ponto certo do planeta pode testemunhar, no mesmo dia, uma Superlua, uma Lua Azul e uma Lua de Sangue, esta última em decorrência de um eclipse lunar (veja abaixo a explicação de cada um desses fenômenos). A agência espacial americana, Nasa, está chamando essa junção de “Superlua Azul de Sangue” (Super Blue Blood Moon).

“Superlua Azul de Sangue”, como assim?

Na Europa Ocidental, na América do Sul e na África, porém, não foi possível observar o eclipse total pelo horário no qual ocorreu.

O eclipse começou às 12h52 GMT (10h52, em Brasília), o momento culminante foi às 13h29 GMT (11h29, em Brasília) e o evento terminou às 14h07 GMT (12h07, em Brasília), de acordo com a Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos).

O que acontece em cada etapa da Superlua, Lua Azul e Lua de Sangue ?

Superlua: ocorre quando a Lua está cheia e em seu ponto mais perto da Terra na órbita ao redor do nosso planeta. Esse período é chamado de perigeu, quando o satélite aparece no céu cerca de 14% maior e 30% mais brilhante do que no apogeu (Microlua) – quando está mais distante.

Lua Azul: apelido dado à segunda lua cheia que acontece em um mesmo mês. Por ser apenas uma referência ao calendário, não tem de fato uma relação com alguma alteração de cor ou aparência do satélite.

Lua de Sangue: durante o eclipse, a Lua não desaparece totalmente da vista, mas adquire uma tonalidade avermelhada.

  • “Superlua Azul de Sangue”, como assim?

À agência espanhola EFE, o Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC, sigla em espanhol) informou que a coincidência da Superlua com um eclipse não acontece desde 1982. Ele pode ser visto melhor na América do Norte, Oriente Médio, Ásia, Rússia Oriental, Austrália e Nova Zelândia.

Esta Superlua é a terceira de uma série que começou em dezembro. Esse fenômeno pode ser observado a olho nu, de acordo com a Nasa, mas é difícil para os nossos olhos fazerem a distinção precisa dessas mudanças de tamanho com o satélite localizado em um lugar tão alto e em um vasto céu à noite.

“Superlua Azul de Sangue”, como assim?

“Superlua Azul de Sangue”, como assim?

 

Tomara que da próxima vez tenhamos a oportunidade de ver essas lindas imagens da Superlua no Brasil. Se gostou de saber mais sobre nossa companheira lá do céu, aguardamos ansiosos sua opinião nos comentários.