A sexta extinção da Terra

A Terra vive em ciclos, que são repetidos de tempos em tempos, cada um com suas características específicas, mas seguindo sempre o mesmo padrão. Um dos fenômenos cíclicos mais claros de nosso planeta são as extinções:




As primeiras extinções

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Uma extinção em massa é caracterizada pelo extermínio de três quartos dos seres vivos do planeta. Na história “recente” da Terra, a contar de 540 milhões de anos atrás, nós tivemos 5 extinções em massa:

Extinção do Ordoviciano – Ocorrida há 440 milhões de anos, essa extinção foi causada pelo súbito resfriamento da Terra. Naquela época não havia vida fora dos oceanos e o aumento das geleiras fez com que o nível do mar caísse, matando todas as espécies que viviam perto da costa.

Extinção do Devoniano – Ocorrida há 377 milhões de anos, essa extinção foi causada, supostamente, por meteoros e uma refrigeração rápida do clima da Terra. Nessa extinção mais de 80% da vida marinha sumiu.

Extinção do Permiano-Triássico – Ocorrida há 251 milhões de anos, essa extinção ocorreu devido a um aquecimento global extremamente rápido, causado pela liberação de metano do fundo dos oceanos e também por grandes erupções. Essa extinção foi a mais severa da história, exterminando com 90% da vida marinha e 70% da vida terrestre.

Extinção do Triássico-Jurássico – Ocorrida há 200 milhões de anos, essa extinção ainda está sem uma explicação mais convincente. Contudo, acredita-se que os vulcões tenham sido os responsáveis. Esse grande extermínio, foi a abertura necessária para que os dinossauros tomassem nosso planeta.

Extinção do Cretáceo-Paleogeno – Ocorrida há 56 milhões de anos, essa extinção foi causada pelo impacto de um meteoro enorme. Foi esse incidente que exterminou os dinossauros e abriu o espaço necessário para que os mamíferos, incluindo os humanos, pudessem dominar o planeta.




A última extinção

Há 10 mil anos atrás, a Terra sofreu uma grande glaciação, onde muitos seres foram extintos e, desde aquela época, essa taxa de extermínio vem se mantendo. Acredita-se que estejamos vivendo tempos onde 140 mil espécies são extintas por ano, algo que fica dentro dos limites normais de uma grande extinção.

Só que, nos últimos 50 anos, o número de extinções tem aumentado drasticamente, sendo até 1000 vezes mais rápido do que as outras extinções em massa ocorridas na Terra. Essa diferença gritante pode ser explicada pelo fator humano, afinal as outras grandes perdas de espécie foram ocasionadas por fatores geológicos.

Estudo mostram que, até o final do século, metade da biodiversidade será extinta na Terra. Isso ocorre, pois as mudanças no planeta estão andando mais rápido do que a evolução consegue acompanhar, ou seja, muitos animais não ganham a chance de se adaptarem as mudanças e perecem.

É por esses motivos que os cientistas estão chamando nossa época de “A Sexta Grande Extinção”.

A história da Terra é cheia de extinções, mortes e tragédias, mas talvez nós estejamos vivendo a pior de todas elas.

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