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Seres da mitologia que realmente existiram: Scylla e Caribdis #6

Dando continuidade a série “Seres da mitologia que realmente existiram”, hoje analiso a existência de duas criaturas, Scylla e Caribdis. Para ser sincero, essa série trata de figuras que possuem provas de que estiveram na terra, mas no caso desses dois monstros marinhos, embora ajam achados e algumas coincidências, eu tenho minhas dúvidas.

Segundos os escritos do historiador Homero, Caribdis era inicialmente uma ninfa, filha de Ponto, que tinha a responsabilidade de proteger os limites territoriais no mar, e de Gaia.

Dona de um apetite extremamente voraz, a ninfa exigia que os viajantes lhe dessem comida e bebida. Sua caverna era cercada de ossos de animais que ela conseguia atacar e devorar.

Certa vez, Héracles passou perto de Messina, levando os bois de Gerião, Caribdis acabou roubando os animais e os devorou. O herói tentou recuperar seu gado, mas foi prontamente atacado pela ninfa, no entanto a devoradora não espera que Zeus lhe atingiria com um raio.

O impacto foi tão grande que Caribdis foi atirada para as profundezas do mar, muito ferida, a ninfa nadou até uma caverna submarina para recuperar-se. Com o passar dos tempos, ela acabou se transformando em uma terrível criatura.

A lenda conta que Caribdis é um monstro extremamente assustador que possui a forma de um réptil gigante e escamoso. Capaz de nadar velozmente em círculos, a criatura acaba por criar maremotos e redemoinhos que engolem as embarcações para as profundezas do oceano.

Sobre Scylla, ela era uma ninfa de beleza única, no entanto no lugar de suas pernas, haviam tentáculos que nunca param de crescer e que em suas terminações contém uma cabeça de cachorro que rosna e uiva a todo o momento.

Assim que uma embarcação se aproximava, as cabeças de cão alertavam Scylla, a fim de que a criatura fosse averiguar o que estava havendo.

Na tradição mitológica grega, Caribdis é normalmente relacionada a Scylla, outro monstro marinho tenebroso. As duas habitavam os lados opostos do estreito de Messina, que separa a Itália da Sicília, e personificavam os perigos da navegação perto de rochas e redemoinhos. O próprio nome Sicília deriva de Scylla.

História real x mitologia

O que se sabe é que Scylla e Caribdis habitavam os dois lados do estreito de Messina, que separa a Itália da Sicília. Esse local realmente existe e algumas coincidências e curiosidades aguçam a reflexão sobre a real existência dessas duas criaturas.

No estreito de Messina, de um lado existem redemoinhos extremamente perigosos, os mesmos criados por Caribdis para engolir as navegações. Na outra parte do estreito, há uma cadeia de rochedos pontiagudos que muito se parecem com as várias cabeças de Scylla.

Alguns estudiosos acreditam que essas duas criaturas podem sim ter habitado esse local. Em um mundo, onde se descobre uma novidade por dia, seria normal saber que Scylla e Caribdis realmente existiram.

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