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Por que músicos se suicidam mais?

Histórias sobre músicos e artistas que se mataram são extremamente comuns. Seja com uma overdose forçada, ingestão de doses astronômicas de remédios ou mesmo o clássico tiro na cabeça. Muitos artistas resolvem deixar a vida para trás ainda muito cedo, mas será que isso tem alguma explicação?

Da genialidade a loucura

Segundo o Center for Suicide Research, a taxa de suicídios entre músicos é três vezes maior do que entre pessoas com profissões mais comuns. O estudo que revelou esses dados durou oito anos e observou milhares de mortes por suicídio, ao mesmo tempo em que analisava a profissão das pessoas.

Christine Moutier, Diretor Médico da Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio, explica: “Existe uma clara ligação entre a criatividade e doença mental”. Mais de 90% de todas as pessoas que se matam sofrem com alguma doença mental, que, na grande maioria dos casos, não é diagnosticada.

Apesar de todos sermos diferentes, nosso cérebro funciona de maneira semelhante, e os mesmos traços que fazem alguém ser criativo podem gerar padrões de comportamento anormais. Mas os músicos em especial tem um problema maior pela frente.

A vida de um músico, quando observada com atenção, é uma bagunça. Primeiro existe toda a frustração antes da carreira decolar, onde muitas vezes a pessoa tem que manter diversos trabalhos e aguentar os muitos “nãos” que recebe.

Depois disso, do dia para a noite, aquele que trabalhava em dois empregos e tocava de noite nos barzinhos salta para fama, saindo do “mal tenho dinheiro para pagar as contas” para o “tenho tanto dinheiro que nem consigo gastá-lo.”

Esses choques, sofrimentos e mudanças, aliados ao cérebro criativo com tendências suicidas, faz com que a profissão de músico seja uma das mais perigosas do mundo, pois ele mesmo é seu inimigo mais fatal.

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