Os quatro cavaleiros do Apocalipse

Os quatro cavaleiros do Apocalipse são personagens descritos na terceira visão profética do Apóstolo João no livro bíblico Apocalipse ou Revelação.

São geralmente representados pelos símbolos relacionados na narrativa: Conquista (ou às vezes "O anti-Cristo), Guerra, fome e Morte, embora somente o cavaleiro da morte seja identificado por nome.

São descritos por João quando este vê em sua mão direita um rolo (manuscrito enrolado em formato cilíndrico) com sete selos. Esses cavaleiros começam sua cavalgadura por ocasião da abertura do primeiro destes sete selos e a cada selo aberto um cavaleiro aparece, no total de quatro.

Como em outros livros de profetas bíblicos como Isaías, Daniel e Ezequiel, aspectos da narrativa como local, tempo, quantidade, personagens envolvidos e referências são vistos de forma simbólica e muitas vezes interpretados de maneira relacionada a outras passagens bíblicas e acontecimentos passados ou atuais.

O número quatro na simbologia numérica bíblica representa quadrangulação em simetria, universalidade ou totalidade simétrica, como em quatro cantos da Terra,quatro ventos. Vemos isso também em outros textos (Apocalipse 4:6; 7:1, 2; 9:14; 20:8; 21:16), provavelmente tornando esses quatro Cavaleiros parte de um único evento relacionado.

Cavalos e cavaleiros: em muitas culturas o cavalo é símbolo de impetuosidade e impulsividade relacionados com os desejos humanos além de ser associado com água e fogo por serem muitas vezes incontroláveis. Também é tido como a relação com o divino servindo de guia de almas, sendo muitas vezes enterrados junto com seus donos. Exprime também vigor e viriliade por vezes simbolizando a juventude. 

As cores dos cavalos dizem muito dos respectivos cavaleiros como:

 - Branco - Pureza, santidade, régio, ilusão;

 - Vermelho - Sangue, assassinato, guerra;

 - Marrom - Obscuridade, peste, maldição;

 - Descorado (verde-água ou baio) - Corpo em decomposição, repulsa.

Seus apetrechos mostram característica a respeito do papel que desempenham ou a consequência de sua cavalgada:

 - Arco e máscara - Símbolo da guerra, do poder da falsidade;

 - Espada - Principal arma dos exércitos antigos, usada como símbolo de assassinato;

 - Balança - No contexto denota desigualdade ou injustiça;

 - Jarra - Traz a peste dentro.

Ordem em que são chamados revela uma sucessão progressiva, pois eles não são chamados ao mesmo tempo, levando muitos a associar essa visão com acontecimentos do início do século 20, chegando à conclusão que o final das "Setenta Semanas" seria 1914, o primeiro cavaleiro Jesus Cristo e os outros cavaleiros sinais de sua presença. (Mateus 24:3, 21)




Peste

Diz a Bíblia que ele virá e será seguido por muitos, o que remete a Zacarias 10:3-5, onde o profeta reúne seu "rebanho" e segue após ser "coroado", travando batalhas contra seus inimigos. Este cavaleiro faz pensar nos partos ("Feras da terra"), cuja arma característica era o arco, terror do mundo romano no século I (cf. Dt 7,22; Jr 15,2-4 e 50,17; Ez 34,28 e 9, 13-21).

"E eu vi, e eis um cavalo branco; e o que estava sentado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo e para completar a sua vitória."

Apocalipse  6:2




Guerra

O Cavaleiro do Cavalo Vermelho, que tem uma Grande Espada, símbolo das guerras sangrentas. Acredita-se que o mesmo representa os flagelos, os meios pelos quais "Deus" castigaria e oprimiria os adoradores da besta e do falso profeta.

"E saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada."

Apocalipse  6:4




Fome

O Cavaleiro do Cavalo Negro, carrega consigo uma balança e traz com isso, segundo uns, a justiça e segundo a maioria dos estudiosos, o colapso econômico e a fome, pois a balança seria símbolo dos alimentos e dos preços exorbitantes.

"E eu vi, e eis um cavalo preto; e o que estava sentado nele tinha uma balança na mão. E eu ouvi uma voz como que no meio das quatro criaturas viventes dizer: "Um litro de trigo por um denário, e três litro de cevada por um denário; e não faças dano ao azeite de oliveira e ao vinho."

Apocalipse 6:6




Morte

O Cavaleiro do cavalo baio (amarelo-esverdeao: a cor do cadáver que se decompõe) traz consigo a morte, a privação do plano terrestre, sendo ele o último cavaleiro.

A tradição popular perpetuou a ideia de que este animal seria uma égua esquálida e não um cavalo. A citação do Inferno que a acompanha é, tradicionalmente, representada pelo Leviatã a engolir as vítimas, destinadas à morte eterna.

"Então ouvi a terceira Criatura: 'Venha' e apareceu um cavalo baio, o nome do cavaleiro era Morte e o Inferno o seguia de perto."

Apocalipse  6:7

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