Passagem secreta é descoberta em Câmara Britânica

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Dentro dos painéis de madeira de um corredor na Câmara Britânica, havia um pequeno buraco.

Membros do Parlamento e funcionários passavam pelo pequeno buraco todos os dias.

Porém, em dia comum de trabalho, uma equipe estava no Arquivo Histórico da Inglaterra, examinando mais de 10.000 documentos não registrados relacionados ao palácio, quando encontraram algo interessante: descobriram uma passagem secreta de 360 ​​anos.

Passagem secreta é descoberta em Câmara Britânica

“Dizer que ficamos surpresos é um eufemismo – nós realmente pensamos que isso foi destruído para sempre após a guerra”, disse Mark Collins, historiador do Parlamento, em comunicado. Eles sabiam que essa passagem já existira, mas acreditavam que ela havia sido preenchida depois que o palácio foi bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial.

Atrás da porta havia uma pequena sala, com dobradiças para uma porta que teria mais de um metro e meio de altura.

Essa é uma passagem secreta com uma rica história.

Os investigadores estudaram as madeiras do teto da sala e determinaram que as árvores haviam sido colhidas em 1659. Isso corrobora os relatos sugerindo que a porta foi criada por volta de 1660, para o banquete de coroação de Carlos II, o rei que governou até 1685.

Os registros indicam que a rota foi usada por parte da procissão da coroação, quando passou da antiga Câmara dos Lordes para o salão onde o rei e a rainha estavam sentados. Posteriormente, a porta foi usada para coroações, procissão do Orador.

Historiadores dizem que a entrada foi usada por séculos, por figuras como o diarista Samuel Pepys, Robert Walpole (hoje considerado o primeiro primeiro-ministro britânico) e William Pitt, o Jovem.

Na passagem, a equipe encontrou artefatos mais recentes: grafite de 1851.

Passagem secreta é descoberta em Câmara Britânica

Um pedreiro que estava restaurando o palácio anos depois de um incêndio de 1834 havia escrito nas paredes a lápis: “Esta sala foi fechada por Tom Porter, que gostava muito de Ould Ale”.

Outro pedaço de grafite dizia: “Esses pedreiros foram empregados refazendo essas virilhas [consertando o claustro] … 11 de agosto de 1851 Democratas reais”.

O termo “Democratas reais” sugere que os pedreiros eram partidários do movimento cartista pelo direito de voto universal aos homens e por permitir membros do Parlamento que não eram proprietários.

“Pensar que essa passagem foi usada por tantas pessoas importantes ao longo dos séculos é incrível”, disse Lindsay Hoyle, presidente da Câmara. “Estou tão orgulhoso de nossa equipe por fazer essa descoberta e realmente espero que este espaço seja comemorado pelo que é: uma parte da nossa história parlamentar”.

Traduzido e adaptado por equipe Minilua
Fonte: NPR