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As operações militares mais loucas da história

Os militares fazem planejamentos rigorosos e missões bem calculadas para atingirem seus objetivos, mas, as vezes, eles criam algumas missões bem estranhas:

Operação Paperclip

A Segunda Guerra Mundial acabou com a Alemanha destruída e os Nazistas considerados criminosos de guerra. Logo após o término do conflito, os EUA montaram uma operação chamada Paperclip, com o objetivo de capturar o maior número de cientistas nazistas.

Quem vê isso pensa que os americanos desejavam prendê-los e julgá-los por seus crimes, mas o objetivo era bem diferente. Durante toda a Guerra, a Alemanha mostrou um potencial sem igual no quesito inovação científica e tecnológica, por isso os americanos queriam capturar o maior número de cientistas e engenheiros nazistas para poderem usar os conhecimentos deles. O acordo era algo mais ou menos assim: “Trabalhem para o Tio Sam e nós esquecemos todos os milhões que ajudaram a matar.”

A ideia deu certo e muitos cientistas nazistas foram morar na América. A coisa foi tão boa, que um dos principais responsáveis pelos foguetes da NASA que levaram o homem à Lua foi um famoso engenheiro nazista, chamado Arthur Rudolph.

Operação MKULTRA

No início dos anos 50, a CIA teve uma grande ideia. Seu plano era criar alguma maneira de controlar a mente humana com drogas e tratamentos muito doidos, assim eles poderiam vencer guerras e espionar de maneira mais eficiente.

O projeto, que ficou conhecido como MKULTRA, durou mais de 20 anos e tentou de tudo. Usando diversas artimanhas ilegais, muitos médicos e psiquiatras americanos iniciaram testes com drogas em cidadãos, fazendo com que eles as tomassem e tentando manipular suas mentes ao mesmo tempo.

Mais de 40 faculdades fizeram parte dessa loucura, que incentivou a tortura, aplicação de LSD em pacientes, tentativa de apagar memórias por uso de drogas que induziam o coma e assim vai. Até mesmo hipnose foi tentada.

Até 1975, esse projeto insano foi segredo de estado, mas acabou vazando. A sorte da CIA é que o diretor geral tinha mandado queimar os documentos dessa operação em 1973, livrando dezenas de pessoas de serem presas. Mesmo assim, muitos detalhes da operação chegaram ao público, causando uma revolta geral e provando que a sede de poder de um governo pode colocar a própria população em risco.

Operação Pluto

Também conhecida como a Invasão da Baía dos Porcos, essa missão militar chefiada pela CIA é uma das maiores mancadas da história americana.

Logo após a Segunda Guerra Mundial, Cuba começou a receber o apoio da URSS. Isso deixou os EUA preocupados, afinal os dois eram (e ainda são) vizinhos. Por maior que fosse a pressão americana, os cubanos mantinham-se firmes sob o comando de Fidel Castro. Até que a CIA teve mais um de suas grandes ideias.

Depois de tentar matar o ditador várias vezes usando assassinos contratados junto a mafiosos, a CIA resolveu treinar ela mesmo um grupo paramilitar cubano revolucionário e ajuda-los a iniciar uma revolução contra o estado de Fidel.

A ideia era muito boa, mas a execução foi péssima. Acreditava-se que um batalhão com mais de 1400 paramilitares poderia ser o estopim para um levante popular, porém a invasão durou apenas três dias e a esperada revolução popular nunca aconteceu.

Quando todos os revolucionários foram derrotados por Fidel, o oposto do que era esperado ocorreu. O que era para ser um impulso na batalha do povo contra o ditador, tornou-se em uma fortificação da posição de Fidel, que ganhou status de herói. O temido comunismo se fortaleceu ali e o tiro de CIA saiu pela culatra mais uma vez.