Saiba quais são as 11 opções de renda fixa do mercado

Sempre que a gente vai falar da renda fixa no Brasil, um nome que vem na cabeça é o CDB. Logo em seguida, temos o Tesouro Direto. E até pode ser que você tenha ouvido falar também da LCI e LCA, né? Mas, há outras opções de renda fixa que pouca gente conhece.

Por exemplo, CRI e CRA, debêntures, FIDC e muito mais. A ideia deste conteúdo não é indicar o melhor produto da renda fixa para você. Mas, sim, a gente mostrar que há alternativas para quem quer montar uma carteira de renda fixa bastante atrativa e diversificada.

Se você é conservador ou não está afim de correr riscos nos próximos meses, conheça mais dessas ideias de renda fixa, que atualmente estão disponíveis em várias corretoras do país.

1 – CDB

A gente cometeria um grande erro que se falássemos da renda fixa no Brasil sem citar os CDBs, que são os Certificados de Depósitos Bancários. De modo simples, eles são títulos emitidos por bancos, que são vendidos aos investidores como forma de captar recursos.

Na prática, o investidor faz um empréstimo ao banco. Assim, após um prazo combinado, ele recebe tudo o que foi investido e mais os juros combinados. Os CDBs são bem flexíveis quanto aos prazos, taxas e a segurança fica por conta do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

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2 – LCA

A Letra de Crédito do Agronegócio é bem próxima de um CDB porque também é emitido pelo banco. No entanto, algumas coisas mudam. Por exemplo, elas são focadas na área do agronegócio, ou seja, a instituição tem que usar os recursos para esse fim.

Além do mais, a vantagem desse tipo de aplicação é que ele é isento do imposto de renda. E, assim como o CDB, segue a taxa do CDI para pagamento ao investidor.

3 – LCI

É um investimento idêntico à LCA, sendo que o que muda é que os recursos que o banco consegue vão para a área imobiliária e não para o agronegócio – daí vem o nome de Letras de Crédito Imobiliário.

Diferente dos CDBs, as LCAs e as LCIs costumam ter aplicações iniciais mais altas, partindo dos R$ 10 mil. Mas, do mesmo modo, são garantidas pelo FGC em caso de falência dos emissores.

4 – Letra Financeira

A Letra Financeira é um instrumento de captação que é exclusivo das instituições financeiras. Por isso, na sua corretora de investimentos você poderá encontrar essa opção dentro da renda fixa também. Sendo que elas fazem parte dos títulos privados.

5 – LC

A Letra de Câmbio é garantida pelo FGC e é uma forma de as financeiras conseguirem financiar as próprias atividades. Então, em resumo, o investidor empresta dinheiro a elas, que retorna com o pagamento de juros mais tarde. Geralmente, a taxa é preestabelecida.

6 – CRA

O Certificados de Recebíveis do Agronegócio também entra na lista de renda fixa das empresas privadas. Só que, geralmente, pagam mais do que as LCA. Por que? Obviamente, porque não conta com a segurança do FGC.

Ainda assim, é visto como um ativo seguro se você considerar a empresa que está emitindo os papéis, que recebem classificações de agências, o chamado rating. De modo geral, estão vinculados a operações de produtores rurais, cooperativas, atividades agropecuárias, etc.

7 – CRI

Segue a mesma ideia dos CRAs, sendo que a tradução mais simples é de Certificado de Recebíveis Imobiliários. Logo, os valores são lastreados em créditos imobiliários, que dão direito creditório.

8 – Debêntures

Essas são opções de valores mobiliários. De modo simples, representam algumas dívidas de médio ou de longo prazo das sociedades anônimas, que são quem emitem tais papéis no mercado financeiro nacional.

9 – DPGE

Esse talvez seja um dos mais desconhecidos investimentos da renda fixa. Mas, vale a pena citar porque ele aparece como disponível em várias corretoras. A tradução da sigla é Depósito a prazo com garantia do FGC.

Na prática, quer dizer que são depósitos emitidos pelas instituições financeiras, autorizadas pelo Banco Central, para gerenciar e alavancar os próprios negócios.

10 – FIDC

Outro nome diferente que você não está acostumado a ouvir é o FIDC, isto é, Fundo de Investimento em Direitos Creditórios. Ou seja, é quando um fundo de investimento aplica uma parte do patrimônio em títulos de crédito.

11 – Tesouro Direto

Os títulos púbicos federais, atualmente representados pelo Tesouro Direto, é um programa que possibilita ao investidor negociar diretamente com o governo – através de aplicativos e da internet. Logo, eles não têm garantia do FGC e sim do Tesouro Nacional. Portanto, são seguros.

Dentro desse programa há uma série de opções de ativos, como o Tesouro Selic, o Tesouro Prefixado, o Tesouro IPCA, etc.

Como saber a melhor renda fixa?

E para terminar o conteúdo, vale a pena a gente deixar aqui uma reflexão: com tantas opções no mercado, qual será que é a melhor renda fixa para você? A verdade é que tudo vai depender do seu perfil de investidor e da sua realidade financeira atual.

opções de renda fixa

Obviamente, é preciso entender que cada ativo tem a sua segurança, o seu risco, o seu rendimento, o seu pagamento de taxas e, inclusive, o seu valor inicial. Entre esses que citamos acima, o Tesouro é um dos mais populares, permitindo aplicações a partir de R$ 30.

Mas, provavelmente, não vai ser o ativo mais rentável, já que as CRIs e CRAs têm se mostrado como ótimas opções para o mercado. Por isso, definitivamente, o jeito é estudar a sua história financeira com as opções – só assim para saber a melhor renda fixa para você.

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