Monte a sua matéria: A beleza dos unicórnios #119

Pois é, e lembrando, que todos os temas são aceitos: política, esporte, religião. Enfim, sinta-se a vontade a participar. O e-mail de contato: equipe@minilua.com! A todos, é claro, uma excelente leitura!




A beleza dos unicórnios

Por: Yago Zerves

Dentre as criaturas mitológicas, talvez a mais conhecida e apreciada sejam os unicórnios. Sabem aqueles belos cavalos com um único chifre espiralado? Pois é! Obviamente toda lenda tem seu início, mas a dos unicórnios não é certa. Encontram-se referências aos bichos em tudo quanto é parte do mundo. Os imperadores chineses já decoravam suas paredes com pinturas de criaturas míticas e os unicórnios estavam entre elas.

Na narrativa do famoso sábio chinês Confúcio, que se estima ter nascido em 551 AC, os unicórnios já eram citados. Diz-se que sua mãe, na gravidez, avistou um Unicórnio “Xianês” (o nome é esse mesmo). Esses unicórnios são diferentes da concepção ocidental. Eles possuem corpo de veado, escamas ao invés de pelos, cabeça de dragão e chifre de carne.

Hoje em dia, como não existem mais donzelas virgens, sua caça se tornou impraticável.
O próprio Leonardo Da Vinci (Leozinho para os íntimos) comentou sobre as belas criaturas:

“O unicórnio, através da sua intemperança e incapacidade de se dominar, e devido ao deleite que as donzelas lhe proporcionam, esquece a sua ferocidade e selvajaria. Ele põe de parte a desconfiança, aproxima-se da donzela sentada e adormece no seu regaço. Assim os caçadores conseguem caçá-lo. 

Como já foi comentado no texto sobre “Criaturas Míticas”, alguns marinheiros espertos no passado se aproveitaram desse desejo humano de encontrar essa criatura e matavam baleias narwhal para arrancar seus chifres e vender para nobres otários, como se fossem dos unicórnios.

Mas nem todos os unicórnios são bem vistos. Um dos mais famosos da história é também o mais odiado. Seu nome: Uni! Só a menção desse nome já me da arrepios. Uni foi o responsável pelo sofrimento e angústia de milhares de crianças por todo planeta.

Se esse nome não te diz nada, sorte a sua. Para esses, aqui vai a explicação: Entre os anos 80 e 90 um dos desenhos animados mais assistidos e adorados era o “Caverna do Dragão” (Dungeons and Dragons, no original). Nele, uns garotos entram num brinquedo tipo montanha russa em um parque de diversões e vão parar num mundo mágico.

Lá são contatados por um velhote chamado “Mestre dos Magos” e passam por inúmeras missões tentando voltar para casa. Todo episódio termina com os garotos na iminência de voltar para casa, normalmente em frente a um portal mágico.

E por que eles nunca voltavam? Essa foi a maior jogada do Mestre dos Magos. Logo na chegada, o velhote os recepciona ao lado de um belo exemplar de filhote de unicórnio. Seu nome? Uni! (brrrrr)

O bicho é bonitinho e encantador. Logo vira a mascote do time. O grande lance é que, voltando para casa os garotos teriam que deixar o tal unicórnio para trás, pois ele não sobreviveria no mundo deles.

Então, toda vez que eles estão em frente a algum portal, Bob, o mais novo grita:
-Eu não vou embora sem a Uni! Pronto! Começa a confusão… Uns querem ir, outros voltar… Nesse meio tempo a porta do portal acaba fechando e eles ficam novamente a mercê do velhote em mais uma missão.

Isso acabou criando uma lenda que dizia que o tal Uni não era um unicórnio, mas sim, um pequeno demônio… Afinal o bicho não relinchava como os outros… Em 2007 o mundo ficou encantado com um unicórnio real nascido na Itália.

Na verdade foi uma corsa que nasceu com apenas um chifre por falha genética. Um defeito de nascença que o aproximou da característica do bicho mitológico. Acredita-se que a lenda possa ter começado assim, com uma corsa ou qualquer outro animal do gênero aparecendo com esse defeito.

Se é verdade ou não…

Receba mais em seu e-mail
Topo