Mistérios fascinantes da vida que a ciência não pode explicar

A ciência com certeza melhorou o nosso entendimento do mundo enormemente, mas ainda existem muitas coisas que simplesmente não parecem ter explicação e continuam a intrigar estudiosos por décadas.
Confira:




Vacas sempre encaram norte ou sul enquanto comem

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Quando uma equipe de cientistas analisou milhares de imagens de satélite do Google Earth de vacas (não me pergunte por quê), descobriram um detalhe que nos passou despercebido por milênios: os animais sempre se voltam para o polo magnético norte e sul enquanto comem ou descansam. O padrão se manteve consistente independentemente do vento ou outros fatores, e ninguém sabe por quê. Enquanto outros animais são conhecidos por conterem uma bússola interna, esta é a primeira vez que a orientação foi encontrada em um grande mamífero. Outra coisa estranha é que, quanto mais perto as vacas estão dos polos, menos precisas essa orientação é. Os cientistas não podem dizer se o fenômeno está relacionado com a navegação ou uma tentativa mal calculada de afastar predadores, embora deva ter um propósito (por causa da consistência com que foi observado em animais nos seis continentes). O fenômeno pode ter um efeito sobre a produção agrícola, uma vez que vacas obrigadas a ficar em uma orientação leste-oeste devem ser afetadas de alguma forma.




Por que alguns mamíferos voltaram para água

Explosive Breach

Sabemos que animais marinhos se mudaram da água para a terra muito tempo atrás, desenvolvendo membros para rastejar no chão. Foi a coisa mais sensata a se fazer, já que as regiões terrestres continham uma grande quantidade de recursos inexplorados, ideais para a evolução animal. Mas por que alguns desses animais, como os ancestrais imediatos de baleias e focas, mudaram-se de volta para a água? É evolutivamente muito mais difícil para os animais terrestres se mudarem para o mar do que vice-versa, uma vez que aprender a nadar para um animal que já anda leva muito mais energia. Mamíferos marinhos desenvolveram o método mais eficiente de navegar pelas caudas em vez de remar muito mais tarde no curso de sua evolução, o que nos leva a perguntar: por que passar por todo esse calvário, em primeiro lugar? Esse continua sendo um dos maiores mistérios da evolução que a ciência moderna enfrenta.




Alcaloides nas plantas

Red Poppy Flowers

Alcaloides são substâncias que ocorrem naturalmente nas plantas, sendo que um dos mais populares é a morfina. Cerca de 7.000 diferentes tipos de alcaloides foram identificados em plantas e, embora tenhamos sido capazes de estudar os produtos químicos extensivamente, ainda não estamos muito certos do porquê eles estão lá. Essas substâncias fortes provocam uma variedade de respostas quando consumidas por outros animais. No caso da planta papoula, que produz morfina, alguns especialistas acreditam que é útil para manter os predadores afastados. Como consegue esse efeito, uma vez que é uma substância muito eficaz na redução da dor, é uma incógnita. Alguns acreditam que, em vez de razões externas, os alcaloides podem ser úteis para a regulação do metabolismo das próprias plantas.




Por que flores estão por toda parte

Sunflower

As plantas com flores formam uma classe chamada de angiospermas. Como você deve ter notado, elas estão por toda parte. O que é uma surpresa, no entanto, é que esse não foi sempre o caso. As plantas floridas superaram outros tipos de plantas em um período de tempo muito rápido cerca de 400 milhões de anos atrás, e como resultado constituem cerca de 90% de todas as espécies de plantas hoje. O problema preocupava Charles Darwin, que o chamou de “um mistério abominável”. A rápida evolução de flores logo após sua origem ocorreu diretamente contra sua lenta teoria da evolução através da seleção natural. E não há nada evolutivamente benéfico sobre produzir flores. A planta poderia investir seus nutrientes em crescimento ou outras coisas que poderiam colocá-las em um lugar mais alto na escada evolutiva. Como as plantas não deixam quaisquer registros fósseis quando morrem, tem sido difícil determinar como esta espécie veio do nada e tão rapidamente conquistou todo o resto.




Por que há tanta diversidade perto do equador

Person holding up a globe at the beach

Cerca de 200 anos atrás, um explorador prussiano chamado Alexander von Humboldt percebeu pela primeira vez que a biodiversidade aumenta conforme nos aproximamos da linha do Equador. A vida natural e a cultura humana se tornam mais diversificadas e vibrantes, assim como as doenças. Sempre que você ouve falar sobre epidemias mortais na África ou na América do Sul, não é apenas por causa dos cuidados de saúde ruins dos países subdesenvolvidos – os vírus e as bactérias que causam essas doenças são simplesmente muito mais ativos e diversificados nesses locais do que mais ao norte. Existem mais de 30 teorias para responder à grande questão de por que isso acontece, mas tem sido quase impossível conciliar todas essas hipóteses em uma única conclusão.




Paradoxo do fitoplâncton

Colorful phytoplankton

Fitoplâncton é uma classe de organismos encontrados em grandes corpos de água. Eles são, essencialmente, plantas que flutuam, e têm sido descobertos em todo o mundo. É um grupo extremamente diversificado, e é essa grande diversidade que parece zoar com a cara da evolução e da seleção natural. A falta de recursos faz com que seja impossível que um grande número de diferentes organismos sobreviva em um ecossistema sem matar uns aos outros. Mas, de alguma forma, isso acontece. O problema não é restrito apenas ao fitoplâncton, aliás. Corpos d’água abundantes em nutrientes têm geralmente uma menor diversidade de espécies do que os que carecem deles. Isso é conhecido como o “paradoxo do enriquecimento”, já que nutrientes mais elevados deveriam significar maior diversidade.




Como formigas argentinas sustentam colônias em todos os continentes

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Formigas argentinas são, possivelmente, a única espécie além da humana que conseguiu colonizar três continentes. Todos as três supercolônias de formigas argentinas na Europa, América do Sul e Ásia consistem de animais que compartilham as mesmas características genéticas e são essencialmente a mesma população. Como a distribuição geográfica dessas colônias é assustadoramente grande, sua estrutura social também confunde a ciência. Esses insetos reconhecem imediatamente seus irmãos, mas são agressivos com formigas de outras espécies. Além disso, o código genético das formigas argentinas não mudou muito durante milhares de anos. Isso é estranho porque, geralmente, organismos fora do seu ambiente nativo evoluem rapidamente, o que não foi o caso com esses bichinhos.




O ancestral humano misterioso

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A linhagem de seres humanos modernos foi bem estudada ao longo dos anos, e parecia que tínhamos uma boa ideia sobre as nossas origens – até que os cientistas descobriram vestígios de um ancestral humano desconhecido no DNA de uma espécie extinta, a Denisova hominins, uma espécie de hominídeo estreitamente relacionada com os Neandertais e nomeada em homenagem às cavernas em que seus membros foram encontrados. A análise dos Denisovans indicou que eles cruzaram com uma espécie desconhecida cerca de 30.000 anos atrás, que deixou no seu DNA uma marca distinta: um conjunto estranho de dentes não encontrados em qualquer outra parte do mundo. Não sabemos nada sobre essa possível espécie hominídea ancestral.




Os animais que podem viver sem oxigênio

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Quase todos os organismos da Terra precisam de oxigênio para viver, seja consumindo-o ou produzindo-o. Por isso, todos ficaram chocados quando os primeiros animais que não precisavam de oxigênio foram encontrados no fundo do Mar Mediterrâneo. Enquanto algumas bactérias e outros organismos simples podem viver sem oxigênio, o fenômeno era inédito entre animais multicelulares complexos. As criaturas recém-descobertas são do filo Loricifera, uma classe de pequenos animais que viviam com oxigênio, mas, eventualmente, se adaptaram a um novo ambiente com níveis muito baixos do gás, que eventualmente foi substituído por sais. Nenhum organismo complexo previamente conhecido vivia em ambientes sem oxigênio, então não temos nenhuma ideia sobre sua história evolutiva. Mais pesquisas poderiam oferecer-nos um novo olhar sobre a vida marinha antes dos oceanos terem qualquer oxigênio, cerca de 600 milhões de anos atrás.




Reprodução sexual

Couple Holding Hands

Além de alguns micróbios e plantas, quase todos os seres vivos do mundo se reproduzem sexualmente. Parece algo tão comum e normal que não percebemos que o sexo, na verdade, pode ser uma anomalia evolucionária. Metade de toda uma espécie – os machos – são incapazes de produzir qualquer descendência, enquanto usam os mesmos recursos do ambiente que a outra metade – as fêmeas. Por que passar por tanto esforço para desenvolver um mecanismo que é uma clara desvantagem no longo prazo? Por que não existe apenas a reprodução assexuada, que só depende de um único ser? Uma das teorias era que o sexo ajuda a eliminar mutações prejudiciais, mas esse não parece ser o caso. Quando os cientistas estudaram 700 genes de diversos organismos, eles descobriram que o número de mutações prejudiciais ainda gira em torno de 0,5 por indivíduo por geração, o que é muito. Somando os vários inconvenientes do sexo, não há nada suficiente para justificar a reprodução sexual.

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