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“Os mamutes serão recriados”, afirmam cientistas japoneses

Não é de hoje que os japoneses são aficionados em trazer de volta a vida um gigante que viveu a milhões de anos no nosso planeta: os mamutes.

Desde os anos 90 que eles fazem tentativas, mas não obtiveram sucesso. Nada disso foi suficiente para desanimar o professor Akira Iritani, da Universidade de Kyoto, que está com planos de fazer “rebanhos” de mamutes pelo planeta.

Um de seus colegas, o doutor Teruhiko Wakayama, foi um dos motivos pelo qual o professor Iritani voltou a sonhar. Wakayama fez uma experiência inédita: conseguiu fazer clonagem de ratos que foram mantidos por 16 anos congelados, utilizando uma técnica que conseguiu identificar as partes danificadas do DNA pelo congelamento, selecionando-os.

Iritani precisa de uma boa amostra de tecido mole de algum mamute para alcançar seu objetivo. O professor afirma que usará elefantas como “mães de aluguel” para gerar o mamute. Ele explica que antigamente, para se conseguir sucesso em uma técnica de clonagem, eram necessários centenas, muitas vezes milhares de tentativas, para poder conseguir que um óvulo desenvolve-se. Hoje, a porcentagem de sucesso chega a 30%, algo muito significativo.

O professor disse à imprensa e foi categórico: precisarei apenas de 2 anos para conseguir um embrião saudável e viável ao implante e mais 600 dias para vermos vários mamutes andando no nosso planeta.

Pelos cálculos dele, em 2015 veremos esta proeza. Infelizmente é necessário encontrar uma boa amostra de tecido mole para que o trabalho efetivamente comece. Sua obstinação é tanta, que Iritani já está se organizando para ir pessoalmente procurar essa amostra na Rússia, na região da Sibéria. Certamente ele conseguirá encontrar, devido ao grande número de mamutes que já foi encontrado embaixo do gelo deste estado russo. Especialistas afirmaram que o local é muito promissor, especialmente próximo do Rio Yakut Aldan, conhecido como “Montanha dos Mamutes”, local reconhecido por ter grande concentração de restos mortais de mamutes, rinocerontes pré-históricos e muitas outras espécies extintas.

Anticongelamento

Na Universidade de Manitoba, no Canadá, o biólogo Kevin Campbell com parceria com o Centro Australiano para DNA conseguiu recriar de forma perfeita a hemoglobina (molécula protéica com um átomo de ferro em seu centro, responsável por dar cor vermelha às células sanguíneas e pelo transporte de oxigênio) de um mamute. Tudo foi possível graças à bactéria E. coli, que foi usada para produzir a hemoglobina, através de genes de um mamute congelado, que teria morrido a 43 mil anos na Sibéria.

Uma das descobertas incríveis foi que, a molécula da hemoglobina do mamute, possuía propriedades anticongelantes, o que era de grande ajuda devido ao ambiente inóspito de baixas temperaturas que estes animais viviam. Com essa propriedade, eles poderiam regular melhor sua própria temperatura. Os mamutes foram completamente extintos da Terra a cerca de 3.500 anos. A equipe agora planeja estudar o DNA e a hemoglobina de Neanderthais para verificar se eles possuíam a mesma propriedade anticongelante dos mamutes.

Fonte: JornalCiência

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