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A maldição do diamante Hope

Os diamantes, além de ser objetos valiosos financeiramente, muitas culturas acreditavam que possuíam poderes.

O nome originado do grego “adamas”, que significa “inconquistável, indomável”, devido a sua dureza e rigidez sem igual.

Ao longo dos anos o diamante sempre foi utilizado como tema de livros, filmes e documentários como sorte, riqueza, mas também existem diamantes considerados uma “maldição”, é o caso do Hope.

Segundo história, este diamante somente ficou conhecido em 1660, quando foi comprado pelo rei Luís XIV de um comerciante francês. Hope possuía originalmente cerca de 112 quilates em uma grande pedra azul lapidada em formato de triângulo.

Hope teria sido roubado de um templo sagrado erguido em homenagem à deusa Sita, na Índia. O diamante representava os olhos da divindade. Quando os nativos descobriram que a joia havía sido roubada, colocaram uma maldição sobre aqueles que obtivessem a pedra sagrada.

Logo após ter roubado a pedra, o ladrão foi assassinado. O comerciante francês que vendeu a pedra ao rei faliu e contraiu uma grave doença que causou sua morte em meio a terríveis convulsões.

O rei que comprou a pedra, sem saber da história, entregou o diamante para seu joelheiro lapidá-la, passando a ter agora cerca de 67 quilates e passou a ser chamado “diamante azul da coroa”. O rei constantemente usava a joia em seu pescoço, em ocasiões solenes e, um dia resolveu entregar para sua amante, a Madame de Monespan, para que ela pudesse prová-la. Algum tempo depois ela foi cruelmente abandonada pelo rei, tendo morrido sozinha e na miséria

Anos depois o bisneto do rei Luís XV readaptou a joia para que ela fizesse parte do seu pendente da Ordem do Tosão de Ouro.

Luís XVI ofereceu anos depois a pedra como símbolo de casamento a Maria Antonieta. Durante a Revolução Francesa os reis foram presos e decaptados e todas as joias foram roubadas, incluindo o diamante azul. Alguns anos depois os ladões foram descobertos e condenados à pena de morte.

Em 1812 a joia reapareceu com um mercador londrino chamado Daniel Eliason que a colocou em leilão. A joia foi comprada então por Francis Hope, cujo nome foi dado ao diamante, que acabou morrendo de um mal súbito. Sua mulher que ficou com a joia após sua morte acabou morrendo queimada em sua residência durante um incêndio.

O diamante Hope então foi passado as mãos do sobrinho, Thomas Hope, que logo em seguida faliu e foi deixado pela mulher.

Thomas acabou vendendo a joia a um princípe russo chamado Iva Kitanovski que a deu de presente para uma artista francesa. O presente resultou no assassinato da artista com um tiro e o príncipe acabou sendo esfaqueado por revolucionários até a morte.

O diamante parecia mesmo carregar uma maldição, pois a cada mão que passava só trazia deagraça e morte.

A joia acabou chegando nas mãos de um joalheiro grego que, misteriosamente caiu de um penhasco, e foi vendido para um sultão que pouco tempo enlouqueceu, posteriormente pertenceu a um homem chamado Habib Bey, mas também não demorou muito e Habib morreu afogado.

A joia acabou parando nas mãos da família Maclean. Tempos depois a matriarca da família morreu, junto com dois empregados, o filho de 10 anos morreu atropelado por um carro, a filha se matou e a mãe que era alcoólatra acabou morrendo violentamente. O patriarca, após entrar em depressão, morreu meses depois em uma clínica.

Hoje a joia está no Instituto Smithsonian de Washington DC, nos EUA, desde 1958. Desde que a joia chegou no Instituto não se soube de mais nenhum incidente estranho ligado a ela. Sabe-se porém que a pessoa que levou a joia até o Instituto teve a casa incendiada, perdeu a mulher e o cachorro.

Parece ironia, mas a joia cujo nome significa “esperança” só trouxe desgraça a quem lhe possuiu. Bem, verdade ou não, a fama desta joia já se espalhou pelo mundo todo e, por mais bela que seja, acho meio difícil alguém arriscar em ficar com ela.

 

Adaptado de Jornal Ciencia

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