A maior descoberta da ciência moderna

Durante toda a história da humanidade, sempre que alguma coisa muito incrível ocorria, a palavra milagre brotava na boca de todos. Mas agora chegou o tempo onde os milagres deixaram de ser a explicação para o inexplicável e viraram sinônimo de ciência.




Um problema sem solução

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Em muitos sentidos, o corpo humano pode ser comparado com uma máquina. Nesse contexto, os nervos poderiam ser os fios de energia. Quando nós cortamos o fio que alimenta alguma máquina, ela simplesmente para de funcionar. Dependendo do tamanho do corte, nenhuma energia passa e tudo fica inerte.

O mesmo ocorre quando um nervo transmissor do corpo é cortado. A parte para a qual aquele “fio” transportava os impulsos para de se mover e até mesmo de sentir. Em alguns casos, quando o nervo não é completamente destruído, poucos estímulos ainda chegam aos lugares, porém nem sempre são o bastante para fazer com que a pessoa possa mover um membro.

Quando o ferimento no transmissor é superficial, a fisioterapia pode ajudar a pessoa a recuperar boa parte dos movimentos, porém em casos graves, de rompimento severo, não tem jeito, os movimentos acabam sendo perdidos para sempre.




No nariz, a cura

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Tudo se complica ainda mais quando o nervo afetado é a medula espinhal. Esse grande “fio” é o responsável por levar as ordens do cérebro para todos os cantos do corpo, como se fosse uma linha de transmissão. Sendo assim, um corte neste local pode afetar todo o corpo.

É por isso que um machucado na coluna pode deixar uma pessoa paraplégica (sem os movimentos das pernas) ou tetraplégica (sem os movimentos das pernas e dos braços). Apesar desse nervo ser bem protegido, por se localizar dentro da coluna, não é tão incomum assim vermos acidentes graves.

Apenas nos Estados Unidos mais de 250 mil pessoas sofrem com esse tipo de problema, sendo que esse número cresce em um ritmo de 11 mil ao ano. Isso torna as pessoas impossibilitadas de fazerem os mais diversos trabalhos, trazendo problemas para família e até mesmo para o governo.

Infelizmente, até hoje, não existia uma cura para esse problema. Ou seja, um paraplégico, quando perdia os movimentos, já sabia que eles jamais voltariam e que sua vida estaria fadada a uma cadeira de rodas, no melhor dos casos.

Agora, isso tudo mudou! Geoffrey Raisman, professor da University College London’s Institute of Neurology, descobriu algo que vai mudar o mundo e a vida de milhões de pessoas. Ele descobriu que o bulbo olfatório, aquela região do cérebro que gera a sensação de cheiros, possui células que são capazes de ajudar na recuperação da medula espinhal.

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Assim, ele retirou algumas células do bulbo e realocou na espinha. Depois disso, o estrago começou a ser naturalmente reparado, fazendo com que Darek Fidyka, um búlgaro de 38 anos que perdeu os movimentos das pernas após ser esfaqueado, se tornasse o primeiro homem da história a voltar a andar após o rompimento do nervo da medula. Seus passos ainda são lentos e Darek usa um andador, mas para um homem que tinha um diagnóstico de paralisia total das pernas, o simples fato de poder ficar em pé é indescritível.

Até poucos meses atrás, o rompimento desse nervo era considerado totalmente irrecuperável, ou seja, nada podia ser feito em relação a esses pacientes. Apenas aqueles com pequenos danos tinham chance de melhora, porém nem sempre a recuperação permitia que eles tivessem uma vida normal.

Mas agora a ciência realizou seu milagre e milhões de pessoas, que já tinha como destino certo uma vida de dependência, poderão voltar a andar um dia e ter uma vida normal, como qualquer outro.

Essa nova técnica está sendo tão aclamada e tão bem vista, que alguns cientistas a consideram o maior avanço da humanidade, desde que pisamos na Lua.

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