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Jackie, que conta sobre Jacqueline Kennedy, merece ser visto por esses 7 motivos

O filme chamado “Jackie” foi dirigido por Pablo Larraín e tem roteiro de Noah Oppenheim. Para quem ainda não ouviu falar é sobre os dias da primeira-dama dos Estados Unidos, Jacqueline Kennedy, que é protagonizada por Natalie Portman.

A narrativa se passa após o assassinato do marido, o presidente John F. Kennedy. Para quem não se lembra, ela estava acompanhando o marido em um carro aberto em Dallas, quando ele foi atingido por 3 tiros, em 1963.

Oppenheim diz que sempre foi motivado pela história e por isso fez vários recortes em jornais, estudou livros escritos na época e tem registros orais de pessoas presentes na Casa Branca, o que fez com que a história acontecesse de forma fiel, o tanto quanto foi possível, ele garante.

“Claro que há muitas coisas que não sabemos e não temos como saber sobre o que Jackie estava fazendo de portas fechadas quando estava sozinha ou qual era o seu estado mental. Então, alguns pontos privados possuem licença dramática”.

Pensando nisso, a gente separou aqui aqueles pontos que com certeza são contados de forma fiel ao que o mundo sabe sobre o acontecimento, que está entre os mais famosos do mundo. Continue lendo e veja todos esses motivos que já coloca o filme em destaque.

1 – Visita televisada à Casa Branca

De fato, Jacqueline abriu a Casa Branca pela primeira vez para uma visita mostrada na televisão. Sendo assim, a cena, que não estava no roteiro original, foi incluída a pedido do diretor. “Achamos que era um lembrete poderoso ao que foi perdido do assassinato”.

Oppenheim ainda garante que esse era um bom exemplo de como Jackie usou a TV e a arte para passar uma mensagem política ao mundo.

2 – A roupa suja usada em uma visita

Como está no filme, é fato que Jackie usava uma “tailleur rosa Chanel” durante uma visita presencial a Dallas. Logo, várias pessoas sugerem que ela troque de roupa. Mas, como está no filme, a primeira-dama diz que:

“Deixe que eles vejam o que fizeram”. Oppenheim garante que há relatos contando que ela realmente disse isso. Lembrando que ela permaneceu com o vestuário manchado de sangue até chegar a noite na Casa Branca.

3 – A presença dos filhos

Há uma foto de Caroline Kennedy, na época com 5 anos, e de John F. Kennedy Jr, com 3 anos, durante as cerimonias do funeral do então presidente americano. Na época, a primeira-dama recebeu muitas críticas pela exposição dos filhos.

Sendo assim, os diretores garantem que não há dúvidas de que aquelas fotos eram reais. “Ela realmente expressou isso e tinha consciência naqueles dias que estava sendo gravada. Logo, achou que as pessoas precisavam entender a dor dos seus filhos”.

4 – O medo de morrer na pobreza

Esse é um dos pontos que mais chamou a atenção no filme, mas Oppenheim diz que é fato. Em alguns momentos, Jackie repete que tem medo do futuro dos filhos. “Ela realmente falou muito abertamente sobre essa ansiedade financeira – para amigos e familiares”.

Além do mais, o diretor afirma que Mary Todd Lincoln, que era a mulher de Abraham Lincoln, morreu na pobreza. Logo, irracionalmente, Jackie temia que o mesmo acontecesse com ela.

5 – O mito de Camelot

Camelot era a sede da corte do Rei Arthur. Assim, muitas vezes, a administração de Kennedy recebeu esse “apelido”. Durante as gravações do filme, foi descoberto que o termo foi cunhado por Jacqueline, que estava preocupada com o legado do marido.

Ele comenta que ela citou isso em várias entrevistas que deu, citando versos de um número do musical Camelot, que eram os favoritos do Kennedy: “não deixem esquecer, que uma vez houve um lugar, que por um momento breve e brilhante, era conhecido como Camelot”.

6 – A preparação do funeral

Sobre as cenas de preparação do funeral, o filme também narra o que há de mais fiel na história da morte do presidente americano John Kennedy. Ainda no avião de volta para Washington, a primeira-dama já começou a falar sobre o assunto com os tripulantes.

Veja o que Oppenheim descobriu sobre essa situação: “naquela mesma noite, ela pediu para irem à Biblioteca do Congresso e pegarem o livro sobre o funeral de Abraham Lincoln”.

Para ele, Jackie planejou o funeral pensando em como ela iria aparecer na TV. Ela sabia o que isso representaria para a reputação do seu marido. “Muito à frente do seu tempo em termos de usar as diferentes ferramentas da mídia de massa para comunicar uma mensagem”.

7 – A posse do novo presidente

Lyndon B. Johnson foi empossado como vice-presidente ainda no avião presidencial. Bobby, que era o presidente de Kennedy, ficou bravo por conta da posse. Mas, para todos, aquilo seria necessário. “Que maneira horrível de começar a presidência”, disse o irmão.

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Nesse caso, há uma grande porcentagem de que o diretor estava certo, mas ele não garante, com toda a certeza. “Eu acho que ele disse algo assim ou parecido com isso”.

Sobre Jackie

O filme foi lançado em 2016 e é do gênero biográfico. A produção concorreu ao Leão de Ouro, no 73º Festival Internacional de Cinema de Veneza. No Brasil, o lançamento aconteceu em março de 2017 pela Diamond Films.

Além de Natalie Portman como Jackie Kennedy, o filme teve Greta Gerwig como Nancy Tuckerman e Beth Grant como Lady Bird Johnson.