Incríveis histórias de persistência #1

As vezes, devido a um número grande de falhas consecutivas, nós acabamos abandonando algum sonho ou objetivo, mas a história de algumas pessoas mostram que a persistência pode vencer tudo:




Jadav Payeng

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Jadav é um indiano de origem pobre, que vive em uma cabana no meio da floresta, com a esposa e três filhos. Sua única renda vem do leite de búfalo que ele vende na cidade. A vida desse homem simples seria bastante comum, se não fosse por sua persistência inimaginável.

Em 1979, um grande número de répteis morreu em uma inundação, devido a um enorme banco de areia. Isso causou alguma revolta e, no ano seguinte, algumas pessoas começaram a replantar a floresta perdida naquele local. O projeto durou 5 anos e depois foi abandonado por todos, menos Jadav.

Mesmo sem ajuda de ninguém e nenhum subsídio do governo, Javad continuou a plantar árvores no local, fazendo um trabalho diário, que já se estende por mais de 30 anos.

Atualmente, a floresta que ele criou com suas próprias mãos, perto de Kokilamukh de Jorhat, na Índia, tem mais de 1300 hectares e até mesmo os animais reconheceram seu trabalho. Hoje vivem na floresta Molai (nome dado em homenagem a Jadav, que tem o apelido de Molai) mais de 100 veados e coelhos, alguns tigres-de-bengala, um rinoceronte indiano, macacos, aves e urubus. Todos os anos, pelo menos uma centena de elefantes visita a floresta criada por esse homem.

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O governo só reconheceu o trabalho de Jadav há pouco tempo e começou a apoiar a ideia. Diversos prêmios foram dados ao homem que transformou o deserto em floresta. Sua persistência virou filme e sua história foi mostrada ao mundo no Festival de Cannes de 2014.




Dr. Donald Unger

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Em certos casos, alguns cientistas precisam dedicar sua vida inteira para realizar um único experimento científico. Isso aconteceu com Dr. Donal Unger. Desde a infância até ficar velho, ele estalou os dedos todos os dias. O objetivo dele era escrever um trabalho que provaria o fato ou não de que estralar os dedos é prejudicial a saúde da mão.

Estalar os dedos resulta naquele famoso barulho que a mão faz quando apertamos suas juntas de uma certa maneira. Ninguém sabe exatamente porque esse barulho ocorre ou o que realmente causa ele dentro das juntas. Mas durante muitos anos, as pessoas achavam que fazer isso causaria artrite ou outras doenças prejudiciais as mãos.

O estudo de Donald revelou que isso não passa de lenda. Durante 60 anos, ele estralou os dedos duas vezes ao dia e depois estudou o estado das juntas de sua mão com diversos exames e nenhum revelou algum problema. O estudo dele foi publicado e os resultados bateram com outras pesquisas sobre o mesmo tema, confirmando que estalar os dedos não faz mal a ninguém.

A persistência de Donald, além de ter resultado em um trabalho científico incrível, fez ele receber o prêmio Ig Nobel, dado a pessoas que realizam pesquisas científicas inusitadas.




Cha Sa-soon

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Todo mundo que já fez autoescola sabe que a prova de direção é um momento tenso. O nervosismo de fazer algo relativamente complexo, enquanto é avaliado de perto por algumas pessoas, dificulta demais a realização do teste. Mas, em geral, a prova escrita acaba se mostrando um desafio muito menor, só que para uma mulher na Coreia do Sul as coisas foram bem diferentes.

Cha Sa-soon, uma senhora de 68 anos, gastou mais de 9 mil reais e centenas de tardes de sua vida tentando passar, com a nota mínima, no exame escrito de autoescola da Coreia. Lá, uma pessoa precisa fazer apenas 60 pontos de um total de 100 para ganhar o direito de realizar as aulas e depois a prova prática.

Cha, para conseguir tirar a nota mínima, teve que realizar o teste escrito 949 vezes! Por algum motivo, ela simplesmente não conseguia responder e interpretar direito as questões, sendo forçada a repetir e pagar novamente a taxa. Após mais de três anos realizando as provas diariamente, ela ganhou o direito de ir para a prática. Dessa vez, as coisas foram diferentes e ela passou na quarta tentativa.

Sua história de persistência ficou tão famosa, que ela acabou virando garota propaganda da Hyundai, produtora de carros local.

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