10 fatos curiosos e nojentos sobre a higiene da Idade Média

Muitas vezes a ficção deturpa muitas partes da história, o que nos faz acreditar em coisas que, na realidade, eram bem diferentes.

As pessoas na Idade Média tinham lá seus hábitos de higiene. A partir do século XIII, grandes cidades como Paris, Londres, Veneza, Roma, contavam com banhos públicos, chamados de “estufas” que, já em torno de 1300, funcionavam com imersão em água quente, sabão e ervas.

A história começou a mudar no século XV, quando a Igreja começou a perseguir a prática da higiene pessoal, pregando se tratar de uma prática libidinosa.

Desde então, as pessoas e as cidades já não eram tão limpas como mostrado na maioria dos filmes atuais. Hoje vamos apontar curiosidades que farão você ver a realidade daquela época.




1. Sobre a aparência pomposa

Acontece que a imagem de bochechas rosadas e vestidos pomposos que aparece nos filmes é uma farsa completa. A igreja proibiu as boas práticas de higiene que haviam no período romano, argumentando que era um pecado, um capricho, porque era muito caro.




2. Eles não gostavam de água

Padres e médicos espalharam a crença em toda a população de que a água, especialmente quente, fazia enfraquecer os músculos e reduzia as habilidades motoras, gerando doenças. Ruim para os olhos, os dentes, o rosto e que poderia fazê-los mais vulneráveis ao frio. Eles também diziam que a sujeira ajudava a combater doenças.




3. Não eram só os pobres…

Até a rainha Isabel de Castilla, no século XV, se vangloriava de ter se banhado só duas vezes em sua vida. Uma em seu nascimento e outra um dia antes de seu casamento, o que era uma tradição palaciana. Assim, a classe alta fedia como a baixa. Os famosos vestidos e perucas eram lavados raramente, e era comum ter piolhos. Às vezes, eles colocavam pedaços de bacon como forma de combate-los, fazendo com que os bichos fossem atraídos a eles. Haviam servos que eram responsáveis ​​pela desparasitação todos os dias.




4. Cidade grande, mas fedida

Londres e Paris foram consideradas as mais sujas. O cheiro das ruas era fatal, mas os edifícios públicos e casas não era melhores. Especialmente se as pessoas se reunissem em massa. Nas igrejas eram queimados incensos para reduzir o mau cheiro.




5. Banhos à seco

As pessoas não eram muito higiênicas, como você pode imaginar. Mas havia momentos em que, com uma toalha levemente úmida, eles “lavavam” as partes do corpo que não eram cobertas pelas vestimentas. Assim não tinham tanta sarna…




6. As partes que permaneciam sob a roupa…

Eles não lavavam essas regiões diretamente. Eles poderiam ficar anos a fio sem que a água tocasse seus corpos. Médicos proibiam dar banho em crianças. Eles diziam que a água iria torna-los frágeis e propensos à doenças. Pelo medo de matar seus bebês, as mães não lavavam. Porém, o número de mortes por feridas infectadas era alto.




7. Banho anual

Levou vários séculos, até as pessoas aceitarem que o banho era necessário. No século XVII, banhar-se uma vez por ano em uma banheira de água quente se tornou popular.




8. Chapéus

Os homens não retiravam os chapéus ao entrar em tabernas ou ao comer. A razão para este ato, era a de que se o fizessem era mais provável que as lêndeas e piolhos caíssem na comida.




9. A tradição de jogar o buquê em casamentos

Casamentos eram realizadas coincidindo com o verão do hemisfério norte, em junho. O banho anual costumava ser feito em maio, fazendo com que o cheiro da multidão fosse mais aceitável. As mulheres também levavam buquês de flores para mascarar o cheiro. Mesmo assim, não era o suficiente. Assim nasceu a tradição que, ao final do casamento, um buquê cheiroso era jogado e apanhado por uma possível próxima noiva.




10. Séculos mais tarde…

Com o advento da modernidade, no século XIX, o banho tornou-se mais comum para os homens, que começaram a se banhar com maior frequência, chegando a fazê-lo até duas vezes por semana. Mulheres ainda não tomavam com tanta frequência e, não lavavam as partes íntimas, especialmente, porque acreditavam que isso poderia torna-las inférteis.

Curiosamente, as pessoas antes da Idade Média eram muito mais higiênicas. Os romanos e gregos banhavam-se diariamente, cortavam o cabelo e faziam a barba com frequência.

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