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Um gênio chamado Daniel Day-Lewis

Daniel Day-Lewis é uma lenda viva do cinema. Ele é a única pessoa de toda a história a ter conquistado três vezes o Oscar de Melhor Ator. Mas como será que ele se transformou nesse gênio da atuação:

A criação de um gênio

Quando falamos de pessoas muito acima de média em alguma coisa, normalmente imagina-se que aquilo é fácil para elas. Porém não é assim que as coisas funcionam. Para ganhar o status de gênio, além do talento natural, a dedicação tem que ser enorme. E Lewis é um mestre nisso.

Apesar de ter começado sua carreira em 1971, Daniel só atingiu o sucesso mundial em 1989. Contudo, desde o começo da carreira, ele manteve os mesmos métodos de preparação, que chamam a atenção de todos.

Toda vez que é convidado para um papel no cinema, Daniel simplesmente para de viver sua vida e começa a encarnar o personagem, muitas vezes arriscando a sua saúde para chegar mais perto da realidade possível.

Em 1989, quando foi convidado para fazer o papel de um paralítico, que conseguia mover apenas o pé esquerdo, no filme “My Left Foot”, ele mudou sua vida. Primeiro, antes de começar as gravações, Daniel se internou no centro de tratamento para pessoas com paralisia cerebral, para poder aprender como elas falavam e se moviam. E durante todo o tempo do filme, ele ficou na cadeira de rodas. Inclusive obrigava a equipe do filme e lhe alimentar na boca, como se realmente tivesse problemas cerebrais. Toda essa dedicação, lhe rendeu o Oscar de melhor ator. E isso o deixou ainda mais aficionado a “entrar na pele do personagem”.

Em 92, ele foi convidado para ser a estrela principal do filme “O Último Moicano”. Apesar de nunca ter malhado e nem ser o tipo de ator mais indicado para filmes de ação, Daniel passou a frequentar a academia diariamente e se transformou em um atleta em menos de um ano. Para entrar mais a fundo no personagem, ele começou a fumar cigarros feitos a mão, da mesma maneira que os nativos americanos faziam no passado. Para completar, Lewis passava várias semanas vivendo sozinho no meio da natureza, aprendendo a caçar e esfolar animais.

Em 2002, Day-Lewis foi convidado para participar do filme “Gangues de Nova York”, onde seria um açougueiro. Daniel passou a frequentar a loja de um açougueiro e trabalhar de graça para aprender os ossos do ofício. Como o personagem andava sempre com facas, ele passou a tê-las sempre por perto, afiando elas entre uma cena e outra. Fala-se que ao término do filme, Lewis era capaz de arremessar as facas com uma precisão incrível. Até uma pneumonia ele pegou para o papel, pois se recusava a usar roupas modernas no set.

Para o papel que mais chamou a atenção do público até hoje, no filme “Lincoln”, Daniel passou um ano lendo, vendo e estudando tudo que envolvesse o antigo Presidente americano. Segundo pessoas próximas, não era incomum ele ser visto encarando fotos do antigo Presidente em busca de inspiração. Sua entrega ao personagem foi tanta, que ele pediu a todos para lhe tratarem como “Sr. Presidente” em todos os momentos, até mesmo Spielberg, o diretor do filme, fazia isso. Outra coisa que chamou a atenção de todos foi a voz. Daniel trabalhou muito nisso e durante todo o tempo das gravações, até mesmo longe das câmeras, na vida pessoal, ele ficou falando com a voz e sotaque do personagem.

Isso tudo mostra que atrás de toda a genialidade, existe muito trabalho para se conseguir resultados fora do comum.

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