Conheça a história dessa ex-boia-fria que criou a maior franquia de bolos artesanais do país

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Esse título ficou parecendo algo que é exagerado demais, não? Só que não mesmo. A história que vamos contar aqui é da Cleusa Maria da Silva e você pode procurar sobre ela na internet para ver que ela é dona da maior franquia de bolos artesanais do país de verdade mesmo.

Bom, para você se sentir mais a vontade, saiba que a Cleusa é a dona da Sodiê Doces. Recentemente, em uma entrevista dada para uma revista impressa do interior de São Paulo, ela contou um pouco da sua história. E nós vamos reproduzir alguns trechos aqui.

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Se você quiser ver a entrevista completa, saiba que poderá buscar pela Revista Empreende, em sua 9ª Edição. Agora, se o seu foco é aprender um pouco mais sobre esse mercado da franquia de bolos artesanais, então, continue lendo porque separamos ótimas dicas.

A Sodiê Doces

Hoje, com pouco mais de 50 anos, Cleusa é uma empresária de sucesso. Ela comanda uma marca que, na soma total, produz 400 toneladas de bolos por mês. É isso mesmo: 400 toneladas de bolos caseiros, acredita?

E isso tudo acontece nas suas mais de 315 unidades espalhadas em 13 estados nacionais. Ah, quer saber de uma curiosidade? Ela tem uma unidade em Orlando também. Isso, Orlando, nos Estados Unidos. Incrível, não?

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Mas, não vai se enganando, viu. A história dela é de muita luta. Mas, vamos terminar o assunto sobre a Sodiê: o faturamento foi de R$ 290 milhões em 2018.

Ah, quer saber? Vamos pular essa parte que fala da marca e vamos logo falar da história dessa mulher, que é incrível – tanto a história como a mulher são incríveis, de fato. Ela veio de família pobre e com muitos integrantes, lá no interior do Paraná.

A história da Cleusa

Se você já imaginou a cena de uma família pobre e numerosa, com certeza, deve ter imaginado a cena de uma mulher limpando a casa e cuidando dos irmãos mais novos, né? De fato, foi isso que aconteceu na infância da Cleusa. E tudo aconteceu quando ela tinha 7 anos.

No cronograma histórico, dá para adicionar aqui também que ela perdeu o pai quando tinha 12 anos. Então, mudou-se para Salto, no interior de São Paulo. Lá, começou a sina da família: trabalhar como boia-fria, junto com a mãe e 5 irmãos.

Olha só esse trecho que a revista publicou, nas falas da Cleusa, é de arrepiar: “Foram 4 anos cortando cana [de açúcar], com as mãos inchadas de tantas picadas de abelhas”, relembra.

Assim, na adolescência foi para São Paulo com o tio e começou a trabalhar como empregada doméstica. Mas, sem sucesso ao morar na capital, ela voltou para Salto. E começou a trabalhar em uma fábrica de componentes para alto-falantes.

O estudo!

Aqui entra uma parte importantíssima da vida da Cleusa, que a gente não pode deixar de falar. Porque vai ser uma das resultantes para contarmos, mais adiante, sobre essa franquia de bolos artesanais, que hoje é a maior do país.

Quando voltou para Salto, Cleusa reiniciou os estudos, cursando o supletivo. Além do estudo, um fato que aconteceu mudou a vida dela. O patrão morreu e a viúva que fazia bolos por encomenda pediu a ajuda de Cleusa no preparo das receitas.

Foi assim que Cleusa fez seu primeiro bolo – e não parou mais.

Como viu que tinha uma boa aceitação do seu público, que era formado pela patroa e pela mãe, especialmente, ela abriu o próprio negócio. Aliás, foi o seu primeiro negócio, que tinha pouco mais do que 20 m².

A decisão!

E aqui está um segundo ensinamento importante da Cleusa, que contou em entrevista que precisou tomar uma das decisões mais difíceis da vida. Veja nas próprias palavras dela:

“Eu precisava decidir: ter que parar com uma carteira assinada, sair de um emprego e começar um negócio, sem dinheiro. Além disso, eu estava separada, tinha um filho de 8 anos”.

Vídeo ensina fazer bolo de cenoura com cobertura de chocolate [passo a passo]

É claro que o resultado você já sabe, não é mesmo? No entanto, não deixe de considerar todo esforço que a empresária teve que fazer para vencer os novos desafios da sua vida.

“No começo, foi muito complicado, trabalhava o mês todo e, às vezes no final, eu não tinha dinheiro para pagar a energia que consumia, mas eu sempre pensei em manter o negócio saudável, e tudo o que eu ganhava, investia na própria empresa, não sobrava nada”.

Sobre o trabalho, não vamos levar tempo para explicar porque a própria Cleusa comenta que “eu trabalhei 5 anos sem folgar um único domingo, trabalhei todos os dias, tinha domingo que eu começava às 7 da manhã e parava às 10 da noite, mas nunca desisti”, conta.

As 3 lições importantes que Cleusa conta

E para fechar esse conteúdo, que fala sobre uma franquia de bolos artesanais, que começou com a história de uma boia-fria, vamos trazer aqui outros comentários que a nossa empreendedora de sucesso fez questão de lembrar.

franquia de bolos artesanais

Assim, temos mais 3 pequenos tópicos que, conforme conta Cleusa, foram importantes para que toda essa trajetória da franquia de bolos artesanais tivesse um final feliz – e rico, obviamente.

A mudança do nome – “Eu tinha quitado as dívidas iniciais e estava bem financeiramente. De repente, fique sabendo que teria que trocar o nome da marca porque já havia um chocolate com o mesmo nome [SENSAÇÃO]. A minha gerente me mostrou uns rabiscos que juntavam os nomes dos meus filhos, Sofia e Diego, e assim surgiu a Sodiê Doces”.

Os livros e as revistas – “Sempre gostei de ler. Por isso, foi natural buscar informação onde quer que ela estivesse. Mais tarde, também fiz cursos, comprei novos livros, toda revista com matérias sobre empreendedorismo eu lia. Dessa forma, eu encontrei as informações que precisava e coloquei em prática tudo aquilo que aprendi lendo”.

Empreender – “Para empreender, antes de tudo, você tem que entender que não é fácil. E, depois disso, deve saber que tem que estar disposto a lutar, a abrir mão de algo menor para conquistar algo maior. Pessoas com determinação estão alguns passos à frente para vencer qualquer dificuldade”.

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