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O fim do Sistema Solar

Nós estamos aqui, na tranquilidade do planeta Terra, vivendo aquecidos pelo Sol, mas as coisas nem sempre foram dessa maneira e isso também não durará para sempre, pois a cada minuto nos aproximamos do terrível fim da vida e do Sistema Solar.

O poder do Sol

Há mais de 4 bilhões e meio de anos, o Sol ilumina nosso planeta. E foi graças a energia que ele manda para cá que nós e todas as outras criaturas vivas existem. Só que para criar tanta energia por tanto tempo, ele precisa de algum combustível, afinal, nesse Universo, as coisas não surgem do nada.

Para se manter em chamas, com seu núcleo passando dos 20 milhões de graus, o Sol usa a gravidade enorme que possui, fazendo com que átomos de hélio se unam, criando outros elementos. A matéria que sobra dessa união vira energia e assim ele consegue gerar muito calor e luz.

Só que um dia esses materiais mais leves vão acabar e o Sol terá que começar a unir elementos mais pesados. Daí sim, a coisa vai começar a ficar feia para nosso lado.

Adeus a vida

Conforme o Sol queima, seu combustível original vai ficando mais quente e lança mais radiação a sua volta. Isso é péssimo para gente, pois a temperatura da Terra daqui mais ou menos um bilhão de anos, vai triplicar, os oceanos vão evaporar e aqui será um lugar inabitável. Por isso precisamos achar um planeta novo logo.

Assim, daqui 1,2 bilhões de anos, a Terra será um grande deserto e o Sol começará a sofrer os efeitos do final do hidrogênio. Ele iniciará um processo irreversível que levará à queima de hélio e seu núcleo ficará mais quente. O Sol vai inchar, ficando com uma vez e meia seu tamanho, e seu brilho será o dobro do atual.

Isso ocorrerá entre 5 e 8 bilhões de anos contando de agora. E só vai piorar, até o Sol tornar-se uma bola gigante no céu da Terra, vermelho e cruel.

O fim se aproxima

Com sua massa sendo expelida, o Sol vai ficar com uma força gravitacional menor e os planetas se afastarão dele. Mas então, depois de 12 bilhões de anos, ele vai começar a inchar loucamente, chegando a ter mais de 150 vezes o tamanho atual. Em Plutão ele será visto da maneira que o vemos na Terra hoje em dia. Aqui ele será uma bola gigante que cobre mais de 50% de todo o céu.

Quando estiver com seu tamanho máximo, o Sol vai ter o núcleo queimando a 100 milhões de graus e o hélio vai entrar em fusão facilmente. Ele vai diminuir, mas se tornará muito quente, criando oxigênio e carbono. Durante algum tempo o Sol sobreviverá com o hélio, mas o fim chegará rapidamente.

Depois de um tempo, nossa estrela crescerá de novo, chegando a quase 200 vezes seu tamanho, contudo ele não conseguirá fundir oxigênio, nem carbono, e vai começar a colapsar sobre seu próprio peso.

O Sol começará a pulsar como um coração, cada vez jogando mais material para longe, até que, no triste final, ele se tornará uma estrela muito pequena. Nosso grande astro será apenas um pontinho no céu, queimando devido ao seu calor passado. Muitos e muitos anos depois, quando estiver do tamanho que a Terra tem hoje, o Sol esfriará e se transformará em uma bola flutuando no nada, sem seus planetas, seu brilho e calor.

Assim vai ser a morte do Sol e seu triste final solitário.

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