Fantasmas terríveis do mundo antigo

As histórias de fantasmas nos cativam por gerações. Mas no mundo antigo, elas não eram material de risos ao redor de uma fogueira ou de discussões com os amigos.

Para os antigos, os fantasmas eram uma ameaça real, poderosa, e muitas vezes mortal. Responsáveis não só por assombrações, eles eram capazes de fazer uma pessoa normal ficar doente ou de lhe enviar uma maldição mortal. Às vezes, sua existência era uma punição justa para o que fazemos na vida.




Gidim

10-Ereshkigal

Na antiga Mesopotâmia, os vivos e os mortos estavam intimamente ligados. Acredita-se que a mortalidade foi uma das características que definiu os seres humanos. Qualquer um que tenha morrido jovem tinha sido amaldiçoado pelos deuses. Aqueles que eram saudáveis eram vigiados por espíritos benéficos, e quando essa proteção se acabava, sua vida ia junto com ele.

Uma vez que a pessoa tenha morrido, elas se tornaram um Gidim, ou um “espírito da morte.” O espírito era uma criatura sombria, às vezes aparecia para os amigos, familiares e entes queridos e sempre eram reconhecidos como a pessoa que eles haviam sido em vida. No entanto, o Gidim não aparecia de forma aleatória.

Túmulos na Mesopotâmia eram lugares onde os restos mortais ficavam enterrados para a passagem da vida futura. Eles eram vigiados caso precisassem chamar um Gidim de volta do submundo. Não sabemos qual era o processo utilizado em seu corpo, mas acredita-se que variava de acordo com a classificação da pessoa. Reis e rainhas poderiam ter períodos de luto mais longos do que os plebeus, com seus túmulos muitas vezes sendo referidos como um “palácio de descanso” ou ” casa da eternidade. ”




Fantasmas dos Assírios

9-shamash

Além dos meio-humanos e seres sobrenaturais que acreditavam assombrar as casas dos assírios, eles também tinham de se preocupar em dar um enterro decente para os falecidos, pois caso não o fizessem, essa pessoa voltaria do mundo dos mortos para assombrá-lo. Caso um homem de pouca fé cruzasse seu caminho, este espírito poderia dominar seu corpo e perturbar as pessoas em sua volta. Eles podiam sugar seu tempo de vida e para evitar sua presença, estranhos rituais eram realizados para afastá-lo.

Em alguns casos, o homem que era perseguido deveria ser banhado, ou o corpo da pessoa que acreditava-se estar fazendo a assombração deveria ser enterrado. Em outros casos, seria usado um ritual envolvendo o deus Shamash. Neste ritual, o assírio deveria perguntar para o fantasma por que ele havia voltado e por que ele tinha como alvo aquela pessoa em particular.

Em seguida, o assírio faria uma mistura de água, farinha e fermento em um chifre de boi e derramaria esta bebida em nome de Shamash. Finalmente, a mistura seria colocada dentro de um casco de um boi de cor escura, que supostamente faria o fantasma descansar pela eternidade.

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