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Experiências psicológicas que deram errado #2

A Psicologia é uma ciência relativamente nova, mas desde sua criação tem nos ajudado a compreender quem somos e como interagimos com o mundo. Porém, nem sempre as experiências saem como planejado. Confira alguns exemplos desses experimentos que saíram do controle.

 

Fosso do desespero

Um bebê macaco em uma das câmaras de isolamento de Harlow

Em 1970, o psicólogo Harry Harlow, estava obcecado com o conceito de amor, mas ao invés de escrever poemas ou canções, ele apresentou doentes experimentos em macacos. Uma de suas experiências girava em torno de confinar macacos isolando-os em um aparelho que ele chamou de “fosso de desespero” (uma câmara vazia que privava o animal de qualquer estímulo ou socialização) – o que resultou em macacos loucos e mortes por fome. Harlow ignorou críticas de colegas. No entanto, seu tratamento horrível aos macacos foi origem de movimentos dos direitos dos animais e busca pelo final de experimentos cruéis.

 

Crianças fascistas em 67

Em 1967, foi realizado um experimento com a finalidade de explorar as maneiras pelas quais as sociedades democráticas podem ser influenciadas pelo fascismo. Usando uma classe de estudantes de ensino médio, o pesquisador criou um sistema em que alguns alunos eram considerados membros de uma ordem de prestígio. Os alunos mostraram uma maior motivação para aprender, mas o mais preocupante, tornaram-se ansiosos para continuar com práticas malévolas, como excluir e marginalizar os não-membros da classe. Ainda mais assustadoramente, este comportamento continuou fora da sala de aula. Depois de apenas 4 dias, o experimento foi encerrado por ficar fora de controle.

 

Terapia contra homossexualidade

Nos anos 60, a homossexualidade era frequentemente descrita como doença mental, com muitos indivíduos que procuravam (voluntariamente ou não) uma maneira de curar-se de sua atração sexual por pessoas do mesmo sexo. Terapias experimentais na época incluía terapia de “aversão” – onde as imagens homossexuais foram tratadas com “torturas”, como choques elétricos e injeções que causavam vômitos. A ideia era que o paciente associasse a dor com a homossexualidade. Ao invés de “curar” a homossexualidade, essas experiências danificavam profundamente o psicológico dos pacientes, um deles entrou em coma.

 

Troca de sexo “acidental”

David Reimer

Em 1966, quando David Reimer tinha 8 meses de idade, sua circuncisão não deu certo e ele perdeu o pênis por queimaduras. O psicólogo John Money sugeriu que o bebê David poderia ser trocado de sexo. Os pais concordaram, mas o que eles não sabiam era que o psicólogo secretamente queria usar David como parte de um experimento para provar seu ponto de vista, de que a identidade de gênero não era inata, mas sim determinada pela educação. David passou a se chamar Brenda, cirurgicamente alterado para ter uma vagina, e recebeu suplementos hormonais. Mas tragicamente o experimento saiu pela culatra. “Brenda” agiu como um menino estereotipado ao longo da infância e a família Reimer começou a desmoronar. Aos 14 anos foi dito a verdade à Brenda, que decidiu voltar a ser David. Ele cometeu suicídio com 38 anos.

 

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