Esses 12 artistas publicaram seus trabalhos utilizando pseudônimos

Sabe quando você lê um livro muito bom ou ouve uma música incrível e depois descobre que quem criou aquela obra não existe? É mais ou menos isso que trata-se de um pseudônimo. Esse é um nome usado por alguém que não quer se expor, o que pode acontecer por vários motivos.

Nos tempos mais antigos, havia uma explicação lógica: as mulheres eram caçadas. Assim, para conseguirem exprimirem as suas ideias em um papel ou canção precisavam se esconder atrás de nomes de pessoas que não existiam. Mas, há outros motivos curiosos que você verá abaixo.

Esses 12 artistas publicaram seus trabalhos utilizando pseudônimos
Foto: (reprodução/internet)

1 – Nos Livros – George Eliot

Aqui talvez você tenha em vista um dos vários absurdos que as épocas mais antigas esconderam da literatura. George Eliot foi um pseudônimo que foi mencionado pelo autor russo de maior importância no mundo, Fiódor Dostoiévski.

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E quer saber? George não era George. Aliás, nem era homem. O nome por trás é de Mary Ann Evans, que é quem escreveu o romance “Middlemarch: um estudo da vida provinciana”. O livro é de 1874, sendo uma obra da literatura inglesa, com indicações de Virginia Woolf.

2 – Nos Livros – George Sand

Outro George que não era George era Amandine Dupin. Inclusive, a francesa é vista como uma das autoras mais prolíficas da sua época porque escrevia contos de amor e falava das diferenças de classes sociais. Além de obras políticas e peças para o teatro.

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Algumas obras dela que foram traduzidas para o português são: O Companheiro da Viagem pela França, O Charco do Diabo, Francisco o Bastardo, A Pequena Fadette, A História da Minha Vida e Contos de uma Vó.

É outra mulher que precisou esconder o seu nome verdadeiro. Isso porque naquela época, quem tivesse atividade intelectual e fosse do sexo feminino poderia cometer uma transgressão enorme, contam os estudiosos que avaliaram esse caso. Entre as obras mais famosas, Valentine.

3 – Nos Livros – Lewis Carrol

Você sabe que Lewis Carrol não existe, certo? A primeira publicação desse falso autor é de 1856, sendo um poema, o Solitude. Agora, o curioso é que o autor verdadeiro criou um pseudônimo a partir da inversão do seu nome real e do sobrenome.

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Assim, ele apareceu como Ludovicus Carolus. Aí, esse nome foi passou para o inglês e se tornou Lewis Carrol. Mas, de quem estamos falando? De Charles Lutwidge Dodgson, o verdadeiro autor do romance As Aventuras de Alice no País das Maravilhas.

4 – Nos Livros – Robert Galbraith

Aqui não temos bem um pseudônimo e sim uma estratégia de marketing. Quando foi lançar o seu primeiro livro, depois de ter sido reprovada por muitas editoras, a autora de Harry Potter recebeu uma “dica”: esconder o seu primeiro nome, que é Joanne.

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Assim, isso explica porque hoje em dia os livros de Harry Potter são assinados por J. K. Rowling. O que pouca gente sabe é que depois de Harry Potter, ela só conseguiu lançar obras policiais porque usava pseudônimo, como de Robert Galbraith.

5 – Nos Livros – Lemony Snicket

Se a gente falar sobre Daniel Handler pode ser que você não saiba quem é. Mas, quando falamos da série de 13 livros chamados de “Desventuras em Série” aí sim você sabe quem é. O Daniel fez as obras chegarem aos cinemas e isso o colocou na mídia.

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Para quem quer saber do que se trata vale a pena ver a série da Netflix também. É uma associação com a Paramount Television e tem Daniel Handler como autor que atua como produtor executivo. A primeira temporada é de 2017 e tem 8 episódios.

Agora, além de não saber disso, considere que ainda que já como Daniel e não mais como Lemony ele assinou outras obras muito bem recebidas pela crítica. Por exemplo, The Basic Eight, Watch Your Mouth e Por isso a gente acabou. O último vai virar filme também.

6 – Nos Livros – Mary Westmacott

Até aqui ninguém sabe a real razão pela qual a autora mudou o seu nome para um pseudônimo em algumas obras. Isso porque nem eram obra polemicas. No entanto, há quem diga que ela não queria revelar parte da sua vida pessoal.

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O fato é que Mary Westmacott é Agatha Christie, uma autora muito consagrada hoje em dia. As publicações com o nome de Mary na capa sempre trazem um enredo de drama e de mistério por trás. E isso é bem interessante.

7 – Nos Livros – Suzana Flag

E vamos falar uma coisa: também há pseudônimos brasileiros nessa lista, viu. Se falamos de mulheres que se escondiam atrás de nomes masculinos, aqui é o contrário. Suzana Flag era Nelson Rodrigues. E ele chegou a explicar o motivo disso.

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Como era tachado de machista pelos contos com mulheres submissas, ele criou alguém que pudesse assinar os folhetins publicados nos jornais de Assis Chateubriand. Aliás, não era um pseudônimo e sim um heterônimo porque a escrita dela era bem diferente.

8 – Nos Livros – Victor Leal

Diziam que o Victor era um homem magro, muito romântico e de nariz pontuado. Costumava usar chapéu de abas largas. O problema é que ele nunca foi encontrado. E havia um motivo bom para isso: ele nunca existiu. O Esqueleto é a principal obra, como veremos abaixo.

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Esse era o pseudônimo de 4 autores famosos que usavam o nome falso para não ferir a reputação das letras. Afinal, o Victor publicava contos que emocionaram os leitores da Gazeta de Notícia nos anos de 1890. Por trás: Aluísio Azevedo, Coelho Neto, Pardal Mallet e Olavo Bilac. Hoje, os principais livros que podem ser encontrados são:

  • O Esqueleto (Mistério da Casa de Bragança);
  • A Mortalha de Alzira;
  • Paula Mattos;
  • O Monte de Socorro.

9 – André Léo

O André nunca existiu. Quem está por trás da assinatura é Victoire Leódile Béra. E isso vem lá de 1824 viu. Dessa forma, temos uma das mais importantes romancistas, jornalistas, militantes e socialistas que a França e o mundo já viu.

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André Léo se explica porque representam os nomes dos seus filhos gêmeos. Em 1867, a obra La Coopération ganhou destaque porque falava sobre a criação de sindicatos. A partir disso, ela começou a assinar os textos e documentos com o seu nome real. É percursora da primeira onda feminista na França.

10 – Na Música – Ann Orson e Carte Blanche

Esses nomes podem parecer estranhos para você. E tudo aconteceu lá em 1976, quando a carreira da cantora Kiki Dee não estava indo tão bem. Assim, um cantor famoso e amigo decidiu fazer uma música com outro amigo, que também era cantor.

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Logo, nasceu um dos maiores duetos do mundo. Bom, o que pouca gente sabe é que a autoria da música foi assinada por Ann Orson e Carte Blanche. No entanto, os nomes verdadeiros dos autores são: Elton John e Bernie Taupin. Acredita?

11 – Na Música – Nils Sjoberg

Calvin Harris é um produtor escocês que compôs uma música que fez muito sucesso. Ela foi cantada por Rihanna em 2016 e tem o nome de “This is What You Came For”. O lançamento foi estrondoso. E nisso apareceu o co-autor da obra, Nils Sjoberg.

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O que as pessoas só ficaram sabendo depois é que Nils não existe e sim é Taylor Swift. Agora, o motivo que ela criou o pseudônimo é o que mais impressiona: ela queria esconder o relacionamento que teve com o produtor, o que não durou muito porque logo apareceu na mídia.

12 – Na Música – Joey Coco, Alexander Nevermind e Jamie Starr

Como você deve imaginar esses são nomes pseudônimos de um mesmo artista. É por isso que hoje em dia todo sabe que Prince não foi um artista qualquer. Ele era multidisciplinar e compôs várias músicas para diversas bancadas.

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Por exemplo, Jamie Starr era o produtor de Vanity 6. Alexander Nevermind era quem compunha as músicas de Minneapolis. Por exemplo, Sheena Easton, de grande sucesso. E Joey Coco era o compositor de canções country, como para Kenny Rogers.

Na TV do Brasil

Na TV é muito comum que as pessoas adaptem os seus nomes para serem mais lembrados. É um tipo de ação de marketing. Outras vezes, apenas abreviam o nome porque ele é longo demais ou “diferente”. E isso aconteceu muito no Brasil. Veja alguns exemplos.

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Fernanda Montenegro tem o nome real de Arlette Pinheiro da Silva Torres. Tuca Andrada é ninguém menos do que José Ivaldo Gomes de Andrade Filho. Guta Stresser é Maria Augusta Labatut Stresser. Chay Suede tem o nome original de Roobertchay Domingues da Rocha Filho. Etc.

Bônus – os pseudônimos que não se revelaram

Você sabia que apesar da descoberta de vários nomes para autores que se escondiam por vários motivos ainda existem aqueles que não tiverem a sua real identidade revelada? É o caso de B Traven, que é considerado o autor mais enigmático da literatura moderna.

James Church é outro nome da literatura. Ele tem 5 livros policiais que relatam histórias verídicas de guerras. O El Teneen é um grafiteiro de rua que ficou muito famoso durante a Revolução Egípcia de 2011 e até hoje ninguém sabe o nome dele.