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Um dia na vida de um hacker

Ser hacker é muito mais do que ficar sentado em casa, na frente do computador, tentando invadir sites e roubar senhas. Na verdade, hackers profissionais fazem muito mais do que isso e um dia no trabalho deles pode ser uma aventura para pessoas normais.

Plano

Alexander Jones é um renomado hacker profissional. Ele se destaca por fazer o serviço completo, o que inclui a invasão física do prédio da empresa contratante e a invasão virtual de suas redes internas, quando já está lá dentro.

Jones é contratado pelos donos do local e, sem a ajuda e conhecimento de ninguém, tem a missão de invadir o prédio da empresa e usar seu sistema. Só que, em vez de usar a força, ele costuma usar a elegância. Para suas “missões”, ele usa todo tipo de informação e pede ajuda para amigos, que trabalharam na CIA, FBI e coisas assim. Tudo isso pode até parecer coisa de filme, mas realmente acontece.

Jones, que trabalha na Trojan Horse Security, após ser contratado, começa sua missão estudando o local, vendo como as pessoas entram e saem, checando horários e tudo mais. Claro que, pode ser um contratado da empresa e ninguém saber que ele existe, Jones tem uma carta no bolso que o livra da prisão, caso algum funcionário note aquele homem estranho e chame as autoridades.

A invasão

Jones gosta de contar a história de um acontecimento real em sua vida, quando teve que invadir fisicamente uma empresa. Essa história é chamada: “Jean não está aqui hoje”.

Um cliente pediu para nós executarmos um teste de segurança total, o que incluí testar a segurança do prédio (se conseguiríamos invadi-lo sem ajuda interna) e testar a segurança da rede de computadores interna.

Para invadir o local, nós resolvemos, depois de muitas observações, usarmos um disfarce de executivo. No horário de retorno do almoço, eu cheguei e, por causa do terno e do falso crachá que fiz com um pedaço de plástico branco, as pessoas pensavam que eu era um dos executivos da empresa, pois seguraram a porta para mim, sem ao menos me conhecer. Nem os seguranças da entrada prestaram muita atenção. A invasão da empresa foi fácil, bastou um bom terno, um pedaço de plástico branco e a hora correta.

Já dentro do local, eu precisava me instalar para invadir a rede, porém todos os cubículos estavam ocupados, mas, por sorte, vi um escritório com luzes apagadas e resolvi entrar nele. Sem questionamentos, comecei a usar o lugar, até que, lá pelas tantas, alguém bateu na porta. Era uma mulher, meio assustada, que colocou a cabeça pela fresta e perguntou: “Jean está por aí?”. Eu simplesmente respondi: “Jean não está aqui hoje”.

Algumas horas depois, outra pessoa bateu na porta e, antes que ela pudesse responder, eu fui falando: “O Jean não está!”, só que, dessa vez, a resposta foi: “Bom, eu sou o Jean”. Com aquilo tive que improvisar. Pedi desculpas por entrar no escritório sem autorização, mas, para minha surpresa, ele insistiu que eu ficasse com o local, que ele trabalharia em outra sala. Afinal, meu disfarce de executivo estava funcionando bem demais.

Depois de um tempo, todo mundo tinha ido embora e eu pude andar pelo escritório, fotografar importantes dados da empresa, acessar suas redes e roubar tudo quanto é documentos e sai de lá como entrei, pela porta da frente.

Esse é um dia na vida de um hacker.

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