Contos Minilua: Uma aposta inesperada

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Um aposta inesperada (Por: Kalil Camacho)

“Era tarde da noite quando voltávamos ao nosso lar. Eu e minha amiga estávamos em um cassino ali perto. Bem, não exatamente amiga. Tínhamos acabado de fazer milhares em cima de um grupo de rapazes.Passávamos por uma rua escura. Nunca havíamos passado por lá. Mas qual era a chance de acontecer algo? Era isso que eu pensava. Maldito sejam meus pensamentos. Fomos abordados por quatro homens.

Eram os mesmos caras que perderam. Seus olhos não negavam suas más intenções. Quem dera quisessem somente nosso dinheiro. Amarraram-nos e nos levaram a um prédio. Minha ‘amiga’ já estava em prantos quando a amarraram na cadeira no centro de uma sala. Logo imaginei as varias formas de abuso que ocorreriam. Mas não. Um deles simplesmente puxou uma faca e passou levemente no pescoço dela, fazendo com que um filete de sangue escorresse.

Os cortes foram ficando mais fundos. Sangue escorria dos vários cortes pelo corpo da garota. Ela já não tinha mais expressão. Já não chorava mais. Só encarava o rapaz que a cortava. Ele já se preparava para o próximo corte, quando sentiu uma pontada no peito.

A dor o consumiu rapidamente. A faca ja não estava mais em sua mão, estava nas mãos da garota. Esta, estampava um sorriso no rosto. Ela levantou-se e investiu contra o cara mais próximo, cortando sua garganta num movimento rápido. O terceiro sacou uma arma, mas suas mãos trêmulas o fizeram errar tiros demais.

Coitado. Seu grito de agonia encheu meus ouvidos quando a faca atravessou seu abdômen. O quarto jazia encolhido num canto escuro, clamando por misericórdia. Não pude mais me conter. Aquela cena me fez gargalhar. Levantei-me e comecei a aplaudir. ‘Bravo. Bravo. Obrigado pelo show, minha querida. Vejo que ensinei-lhe bem.’

O homem olhava com espanto para mim. Peguei a faca da mão da garota, que me olhava com admiração. ‘Quer uma dica? Não aposte se estivermos na mesa’. Joguei a faca, que afundou na testa do homem. ‘Então, querida, qual será nossa próxima aposta?.”

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