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Contos Minilua: O mistério de Oliver #192

E sim, para participar, não tem mistério. Para tal, envie o seu texto para: Jeff.gothic@gmail.com! A todos, é claro, uma excelente diversão!

O mistério de Oliver

Por: José Victor Coutinho

Repentinamente tudo começa a parecer mais frio e pálido, ainda sonolento e com os olhos fitos à escuridão da própria mente Oliver percebe que não está mais sobre o colchão macio de sua cama, lentamente abre os olhos e vê-se que está deitado em um úmido gramado. A dor de cabeça não é mais imperceptível, e Oliver não tem ciência de onde está, só vê um punhado de árvores que atrapalham sua visão, porém consegue escalar um pequeno rochedo onde consegue ter uma vista um pouco melhor.

Durante a subida, percebeu um movimento estranho das árvores causada pela forte e repentina ventania seguido por um som irritante, nesse instante o menino devido as circunstâncias tapou os ouvidos e parando a escalada virando-se para o horizonte. Uma imagem que jamais iria sair de sua mente, um incrível lumiar saindo de uma parte menos densa da floresta, e ia ficando maior, fazendo com que o vento soprasse mais forte, era tão estranho e tão belo, que ao perceber não importava mais nada ao redor, somente a luz branca na qual arrancou algumas lágrimas, durou uns 30 segundos até a luz cessar e gerar uma pequena onda de choque.

Correndo em direção ao fato ainda ludibriado pela luz, entrou em um campo arenoso aberto onde não se via muita coisa percebia-se que saia uma espécie de fumaça do chão causada pelo aquecimento do solo úmido, e também existia uma imagem horrível de três corpos ensanguentados à alguns metros.

Com o todo o corpo bambo e não muito entusiasmado chegou mais perto e viu que os mortos tinham os olhos arrancados, e tinham sinais de que tinham sido arrastados causando-lhe uma sensação de enjoo e junto com o efeito da luz, não custou à vomitar. De joelhos no chão, viu cristais vermelhos, o sangue dos corpos misturou-se com a areia que de tão aquecida foi que virou vidro.

Guardou um pedaço no boldo e correu em direção à cidade, que do campo aberto já se via alguns prédios.A corrida não parecia ter fim, alguns galhos batiam em seu rosto, alguns cortes apareciam, de vez em guando caia, ele tinha uma sensação de que estava sendo perseguido, e quão mais rápido corria mais algo chegava perto, “Não quero ser o próximo” pensava ele, de vez em quando olhava para trás e via a escuridão que o cercava cada vez mais, até que por fim, deu-se na estrada principal, que o levaria para o portão da cidade.

Chegando à sua casa, prometeu que não iria contar a ninguém, e entrou pelos fundos, e correu em direção ao seu quarto, no qual teria uma ótima e bela noite de insônia..

Continua…

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