Contos Minilua: Ghost Wounds #129

Sim, e para participar, é muito fácil. Para tal, envie um e-mail para: Jeff.gothic@gmail.com! A todos, um excelente domingo!




Ghost Wounds

Por: Lucas Santana

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Quando me disseram que esses bonecos eram perigosos eu ri, mas agora que estou aqui, chorando no banheiro enquanto um lunático me procura para me matar, encarando esse maldito boneco de palha.

Oi sou Zoey, e minha vida sempre foi muito normal até o dia em que minha amiga apareceu na escola alterada e visivelmente abalada, ela estava desarrumada e carregava nas mãos um boneco de palha.

Tentei falar com ela, pois é a minha melhor amiga, ela não parecia falar, me encarava e depois olhava para aquele boneco de palha nas mãos, ela estava apertando aquela coisa com força, suas mãos estavam manchadas de sangue seco:

- Mia? Você esta bem? – perguntei para ela puxando a mecha de seu cabelo para longe do rosto.

Ela olhou para mim de novo, mas dessa vez parecia ser de forma maldosa:

- Eu a matei – disse ela de forma sinistra.

Ela sorriu, seus dentes pareciam podres e seu halito pareceu um soco na cara, tampei meu nariz co força e me afastei dela.

Ela se aproximou de mim e colocou aquele boneco em minhas mãos, ela sussurrou algo em meu ouvido e foi até o banheiro da escola, o sinal do intervalo havia acabado, eu pensava no que ela havia dito, olhei para o boneco com nojo:

- Matar alguém usando esse boneco? Ela enlouqueceu –

Subi as escadas para minha sala olhando para o boneco de palha, era simples e muito mal feito, ficava pensando no que ela havia dito “Matar pessoas usando o boneco, escreva no boneco o nome da pessoa e ela morre de alguma forma”

Detestável a frase de Mia, as aulas passaram e nada dela, isso estava ficando preocupante, o professor disse que uma garota da sala havia morrido, a frase de Mia voltou a minha cabeça, fiquei quieta e escutei a noticia da morte.

Tínhamos chegado a ultima aula e escutei um grito no primeiro andar, a escola ficou em alvoroço, gritos fora da janela entravam pelas janelas da escola:

- TEM UMA GAROTA MORTA NO BANHEIRO!!! –

Todos na sala escutaram aquilo apavorados, logo o alto-falante na sala começou a falar:

- Todas as turmas sem alvoroço se dirijam para suas casas, e retornaremos as aulas amanhã – a voz era do diretor e parecia incrivelmente assustada.

Todo mundo estava indo embora, fui a ultima, pois recolhi o material de minha amiga Mia, descendo as escadas uma maca passou por mim, eu vi um cadaver olhando para mim com olhos em cor fosca, cai no chão, era Mia, tinha marca de que algo havia lhe estrangulado.

Voltei para casa atormentada, ainda segurava aquele maldito boneco de palha em mãos, estava sem fome, nem cumprimentei meus pais, entrei em meu quarto e cai na cama, desmaiei e tive um sonho perturbador.

Acordei com meu despertador tocando incessantemente, estava atrasada, corri para baixo sem tomar café, corri por todas as ruas até o caminho para a escola, cheguei a tempo, mas todos pareciam perturbados, algo havia acontecido.

Conversei com um grupo que cochichava na entrada, eles estavam agitados e temerosos:

- Oi… o que aconteceu? –

Eles se olharam entre si e depois a mim, um garoto baixo de cabelo claro me olhou e disse tremulo:

- Vários estudantes morreram essa noite –

Ao escutar aquilo fiquei quieta, se dissesse somente um, seria uma coisa, mas vários?

- E tem mais, sabe a garota que morreu enforcada ontem? –

Ele falava de Mia, ela nunca era popular, por isso quase ninguém conhecia seu nome, concordei com um gesto de cabeça:

- Ela estava com vários bonecos de palha chamados “Ghost Wounds” e todos eles tinham um nome escrito, e aqueles que tinham o nome escrito, morreram ontem – disse ele ainda mais trémulo.

Fiquei chocada, estava processando a ideia, aquilo parecia uma mentira, mas logo me toquei que ainda carregava aquele boneco sinistro.

Ignorei o grupo e subi para minha sala, o sinal não havia tocado, mas não queria saber mais daquilo, as aulas continuaram, um silencio mortal abatia a sala inteira, gente da minha sala havia morrido, no intervalo entre uma aula e outra uma garota ruiva colocou um boneco na minha frente.

Segurei para não gritar, meu nome… meu nome estava naquele maldito boneco, me deixei levar pelo panico, sai da sala correndo, corri sem parar, estava rumando para a entrada da escola, mas algo entrou pela porta.

Recuei quase caindo, uma figura de mascara entrava na escola, ele arrastava o porteiro ensanguentado ele carregava uma espingarda, gritei e corri mais, ele atirou contra mim e errou, o som do tiro ecoou pela escola inteira, isso causou um alvoroço, e os alunos saiam de suas salas apavorados, eu tentava gritar para eles não saírem, mas não conseguia, via alguns sendo acertados pelos tiros, caindo mortos no chão e manchando as paredes de sangue:

- PAREM DE VIR ELE ESTA ARMADO – gritei a pleno pulmões

Corri até o banheiro e me tranquei em um dos boxes, escutava gritos e tiros do lado de fora, chorava de medo e me encolhi apavorada, os gritos e tiros cessaram, escutei passos vindo para o banheiro, eu iria morrer, olhei para o boneco esperando o maniaco me matar, reparei algo escrito na porta do boxe, “amiga minha, se junte ao frio da morte” reconheci a letra era de Mia.

Logo reparei, ela havia escrito meu nome no boneco, e agora eu iria morrer:

- SUA MALDITA!!! – gritei olhando o boneco de palha

Os passos estavam cada vez mais pertos, não queria morrer com o tiro de uma espingarda, estava enlouquecendo, tirei a gravata que era obrigatório no uniforme, e enrolei no pescoço, se era para morrer iria morrer do meu jeito, subi o vaso e rezei uma ultima vez.

Escutei a porta do banheiro abrir, deixei meu pé deslizar e comecei a sentir minha garganta fechar, estava tudo ficando escuro… adeus mundo.

“Exclusivo… o caso dos suicídios na escola local não param, ambas as garotas que se mataram havia se enforcado no mesmo boxe do banheiro, e a unica coisa encontrada era um boneco de palha, alunos e colegas haviam dito que ambas alunas haviam agido de forma estranha, mas nada fora do normal, uma gritava sobre alguém armado, mas não havia ninguém armado no local na hora dos suicídios… Boa noite

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