Contos Minilua: A casa da minha melhor amiga #126

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A casa da minha melhor amiga

Por: Carolina Cezar

Era uma segunda-feira de noite. Eu não aguentava mais olhar televisão, às 8 horas já não tinha nada bom passando. Estava cheia do meu trabalho, e recém era segunda-feira… Cansada, tomei um banho e pedi uma pizza para jantar, estava com muita preguiça para cozinhar alguma coisa. Terminei de jantar e já eram 10 horas da noite, resolvi me deitar.

Acordei às 5 horas da madrugada com o celular tocando. “Quem pode ser a essa hora da noite?”, pensei. Peguei o celular e vi que era a minha melhor amiga de infância, Mariana, chamando.

- Ai, Mariana, o que você quer?

- Sam, onde você tá??

- Onde você ACHA que eu tô? Acabei de acordar com a sua ligação! O que foi?

- Amiga você tem que vir para cá agora!!

- Por quê?? Aconteceu alguma coisa grave? Onde você tá?

- Tem alguém na minha casa, o Mauro foi ver o que era e não voltou ainda, eu tô preocupada que algo tenha acontecido com ele!

- Ai meu Deus, calma, você tá escondida ou o quê?

- Eu tô no banheiro do quarto, mas tá um silêncio, tô ficando com medo, chama a polícia e vem pra cá!

- Mas por que VOCÊ não ligou para a polícia??

- Sei lá Sam, foi reflexo ligar para você primeiro!! AAAAH!!!

- Mari?? Que barulho foi esse???

- SAM LIGA PRA POLÍCIA!!

De repente tudo ficou quieto, caiu a ligação, e eu tinha que agir rápido, seja lá o que estivesse acontecendo com a Mari. Me vesti com a primeira coisa que enxerguei no armário e enquanto eu andava para a garagem, liguei para a polícia. Eles disseram que só poderiam ir dali a uma a duas horas. Me desesperei e liguei para o meu namorado e contei o que estava acontecendo, e ele já estava a caminho também.

Cheguei na casa e as luzes estavam todas apagadas. Mari tinha me dado a chave da casa dela quando a comprou, e sempre me avisava quando Mauro estava lá para eu não… atrapalhar as coisas. Entrei rapidamente e ouvi gritos e batidas vindas do quarto. Subi as escadas e me deparei com uma cena horrível, não consegui me segurar e gritei alto, quando aquele bicho olhou para mim.

Eu não sabia explicar o que era aquele troço, que estava em cima do Mauro segurando uma faca. Mauro estava sangrando, mas eu percebi que estava vivo, e no momento em que aquele demônio correu atrás de mim, Mauro derrubou o bicho, e eu saí gritando pela Mari e descendo as escadas.

- Mari!! Cadê você??

- Sam… SAM! Eu tô aqui amiga!!

- Aqui ONDE, Mariana?

- Na cozinha! Aquela coisa me machucou na barriga… – disse ela, tirando a mão do ferimento, coberta de sangue.

- Meu Deus! Levanta Mari, o Léo já tá chegando, ele te leva ao hospital!

- Cadê o Mauro? Ai… – disse ela pondo a mão na barriga.

- Tá lá em cima com aquilo…

De repente ouvimos um barulhão, e Mauro rolando escada abaixo. Gritamos juntas e vimos aquilo descendo e o atacando novamente. Nisso, chegou o Léo, nos assustando com o barulho da porta.

- Léo!! – eu gritei.

- O que tá acontecendo Sam?

- Tem um bicho nessa…

Só senti meu pescoço apertando e as últimas coisas que eu vi foi aquilo em cima de mim antes de eu desmaiar…

Acordei terça-feira de manhã às 10 horas, não havia ouvido o despertador e estava atrasada para o trabalho. De repente, o celular toca ao som de Pink Floyd, minha banda favorita. Atendo depois que vejo que é a Mari.

- Mariana!! Tá tudo bem com você?? O que aconteceu ontem?? Não me lembro de nada depois que eu desmaiei! – falei desesperada.

- Sam… Você bebeu? Do que tá falando?

- De ontem… Aquilo na sua casa…

- Ok… Você tá louca… Afinal, não vem para o trabalho? Está 2 horas atrasada!

“Então foi tudo viagem?”, pensei.

- Tá… Vou me arrumar agora, já tô indo.

Tomei um café rápido, peguei meu carro e enquanto estava na rua, um vulto vermelho parou na minha frente e virou o rosto. Era aquele demônio do sonho! Gritei e freei na mesma hora. Quando abri os olhos e olhei para os lados não havia mais nada. Suspirei e continuei indo para o trabalho. Chegando lá, contei o meu sonho maluco para a Mari, que me olhou com os olhos arregalados.

- O que foi? O que foi?? – eu disse.

- É que… eu sonhei a mesma coisa…

Obrigada por ler a minha história!

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