Contos Minilua: Amiga da escuridão #39

E na medida do possível, prometo postar todos os contos enviados. Sei que não é fácil, mas farei o possível para acontecer ok? Um forte abraço, e uma ótima leitura!




Amiga da Escuridão

Por: Taieli Fajardo

Era noite de lua nova. Lizzye morava sozinha numa bela casa. Ao terminar de lavar a louça, decide enfim, ligar o computador para fazer seus trabalhos. Lizzye estava pronta para imprimir seu trabalho, mas o computador inesperadamente foi desligado, assim como todas as luzes e objetos elétricos de sua casa.

- Droga! E agora? Eu não pude nem salvar o arquivo! – Reclamou ela.

A moça, irritada, foi ligar a TV, porém, lembrou-se de que estava sem eletricidade. Lizzye percebeu que já era tarde, foi dormir.

- Lizzye… – Disse uma voz misteriosa.

- Hãn? Quem está ai? – Perguntou.

-Olá Lizzye, o que acha de sermos amigos? – Perguntou a voz.

- Amigos? Mas nem sei quem você é… E como sabe meu nome?

- Sei o nome de todo mundo, querida.

Lizzye estava cada vez mais preocupada.

- Quem é você afinal? E Por que quer minha amizade? – Ela pergunta um pouco irritada.

- Você vai saber quem eu sou se aceitar ser minha amiga, o motivo não importa no momento.

 A moça fica em silêncio.

- O que foi? Está com medo?

- Não! Mas eu não te conheço, não há como eu ser sua amiga. – Disse ela.

- Acredite você vai gostar, vai se arrepender se não aceitar.

- Eu não me importo! Deixe-me dormir!

- Você é quem sabe.

A moça, pensando sobre o que a misteriosa voz lhe disse, pegou no sono.

Na manhã de sábado ela havia marcado de sair com as amigas. Quando voltou, faltava pouco para as 23h00min. Ela percebeu que a eletricidade havia voltado, mas Lizzye estava exausta e resolveu ir para a cama. Antes de pegar no sono, ela ouviu a voz:

- Lizzye! Até que enfim você chegou! E ai? Vamos ser amigos?

- Para mim não faz diferença…

- Posso considerar como um “sim”?

- Você é quem sabe, agora me deixe dormir!

Na noite seguinte, Lizzye foi recebida com a mesma voz:

- Já que quis ser minha amiga, preciso falar com você.

- Amiga? Hãn… Ah, tanto faz! Diga.

- Sabe, eu gostei de você, por isso não vou mata-la quando a sua hora chegar…

- O quê? Como assim? Então eu serei imortal? – Ela perguntou assustada.

- Bom, sim… Mas digamos que você não permanecerá aqui no “seu mundo”, e sim em “meu mundo”.

- Ainda não entendi… – Disse ela confusa.

- Vou lhe explicar: Eu saí procurando por pessoas, me interessei por várias, mas estas não aceitaram serem minhas amigas. Você aceitou, por isso tenho que levá-la.

- Mas por quê?!

- Preciso da sua ajuda para levar outras pessoas, quando a hora delas chegar.

- Não posso, tenho deveres aqui!

- Se você for comigo, não terá mais! Quero novos amigos, e também vou precisar da sua ajuda para isso.

- E meus familiares e amigos?

- Vão pensar que você se foi.

- Mas eu ainda nem sei o seu nome…

- Eu sou a Morte. Vem comigo?

- Deixe-me ver você.

Diante dos olhos de Lizzye, estava uma figura sombria, com todo o seu corpo coberto com um manto preto, seu rosto não era visível.

- Então, vamos? – Perguntou a Morte.

Manoella se preparava para dormir, depois de um dia difícil e muito cansativo.

- Manoella…  – Disse uma voz misteriosa.

- Quem está ai?

- Olá Manoella, quer ser minha amiga?

Manoella, confusa, fez muitas perguntas, e contou que sua vida estava difícil, havia perdido parentes, perdido seu emprego, ela não tinha mais vontade de viver, pelo menos não em “seu mundo”.

- Pois então, aceite ser minha amiga, e venha para o “meu mundo”.

- Antes preciso saber quem é você. – Disse Manoella.

- Eu sou a amiga da Morte.

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