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Conheça histórias bizarras da medicina antiga

A medicina nem sempre foi tão cômoda como é hoje, e os povos antigos sabem muito bem disso. Sofrendo na mão de tratamentos bizarros, não são poucos os casos de pessoas que acabaram passando por situações bem inusitadas por conta de abordagens médicas um tanto quanto exóticas.

Desde a introdução de pombos em partes impróprias, até a raspagem de pedras dentro da bexiga, a medicina já passou por avanços sombrios até chegar a toda qualidade que temos hoje em atendimentos médicos. Se você quer conhecer algumas histórias bizarras da medicina antiga, confira em nosso artigo os casos mais estranhos já registrados.

Foto: (reprodução/internet)

Os tratamentos que causavam explosões dentárias

Há mais de 200 atrás, um reverendo estava sofrendo com dores terríveis de dentes, buscando diversos tratamentos alternativos para tratar isso. Nada funcionava, e, para a sorte do sujeito, ele não precisou fazer nada para resolver isso, afinal, seu dente explodiu sem maiores explicações.

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De acordo com o registro, ele ouviu um barulho alto, como se uma arma acabasse de ser disparada, e, em seguida, seu dente explodiu, com sua dor passando em seguida. Após esse relato, diversos outros casos de dentes explosivos foram registrados em outras regiões do mundo.

Ao analisar o ocorrido, os médicos atuais não conseguem dizer com exatidão o que aconteceu, no entanto, é bem provável que tudo isso tenha sido causado por uma substância, até então desconhecida, que era utilizada para tratar cárie. Essa é a hipótese mais provável, porém, até hoje não se sabe se é a verdade.

O uso de pérolas para tratar diversas doenças

As pérolas contam com um formato redondo perfeito, o que, na antiguidade, acabou deixando muitos médicos de tamanho em pé. A forma sem defeitos não podia ser bonita apenas por ser bonita, e por isso, deveria servir para algum propósito médico, como muitas pessoas acreditam até hoje.

Foto: (reprodução/internet)

Na China, por exemplo, eles utilizavam o pó da pérola como forma de tratamento para inflamações na garganta, desintoxicação, ou até mesmo para o relaxamento do corpo. Já na Europa, o pó dela chegou até mesmo a servir como tratamento para o câncer e para os casos de envenenamento.

Os efeitos dessa abordagem nunca foram provados pela medicina, mas, até hoje se estuda o uso que o pó da pérola pode ter no tratamento de algumas doenças, já que o objeto continua sendo até comum em algumas abordagens da medicina alternativa. É um mistério que se perpetua até os dias atuais.

A descoberta inusitada da “cura” para a impotência sexual masculina

A impotência sexual é um dos maiores medos dos homens em todo o mundo, porém, no século 19, esse temor acabou sumindo após um grupo de médicos, iludidos pelo poder da eletricidade, anunciarem que tinham descoberto a cura para isso.

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De acordo com eles, a eletricidade poderia curar a impotência, e por isso, camas que davam choque, além de cintos e outros equipamentos elétricos foram desenvolvidos para levar eletricidade até a genitália masculina. O resultado nós já podemos imaginar qual foi.

Os experimentos não deram nada certo, e o medo dos homens acabou voltando com tudo. Nenhum dispositivo funcionou como deveria, e a eletricidade, apesar de nos ajudar em diferentes áreas, nesse caso, não foi o suficiente.

A suposta doença que causava a fuga dos escravos

Em 1851, foi criada uma teoria para explicar as fugas dos escravos, que, de acordo com algumas mentes pensantes (ou não) da época, só poderia ser alguma doença. A Drapetomania, como foi chamada, se referia a um possível distúrbio que acabava causando a vontade de escapar nos escravos.

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O médico que criou a teoria não conseguia aceitar que os escravos escapavam por conta das condições em que viviam, mas sim, que isso era uma distúrbio mental, que precisava de tratamento para ser resolvido. Como você já pode imaginar, a abordagem para solucionar esse problema não foi nada amigável.

O tratamento consistia em o proprietário dos escravos analisá-los para notar se algum deles estava insatisfeito ou qualquer irritação. Após identificar algum dessa maneira, ele deveria chicoteá-lo, e, se julgasse necessário, teria que adotar a amputação dos dedos dos pés do escravo. Revoltante o que acontecia na época.

As sanguessugas como grande salvadoras da humanidade

Muita gente passa mal só de imaginar passar por essa situação, e convenhamos, com razão. Em 2000 a.C, o povo da Babilônia já acreditava que o excesso de sangue em nosso corpo poderia causar algumas doenças. Por mais absurdo que isso possa parecer, mais gente, como Hipócrates, também acreditou nisso.

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Um dos pontos destacados para que isso fosse verdade é que a menstruação das mulheres seria uma maneira delas se manterem limpas, se livrando do que estava em excesso no corpo. Para solucionar isso, eles resolveram começar a utilizar as sanguessugas como grandes aliadas.

Sentiu febre? Pega uma sanguessuga. Se cortou? Bota uma sanguessuga em cima. E foi assim, durante muito tempo, que alguns povos tratavam algumas doenças que poderiam muito bem receber qualquer outra abordagem. O método, doloroso, e bem nojento, caiu em desuso, para a sorte de todos nós.

O uso de heroína para acabar com a tosse

Essa situação absurda aconteceu em 1897, quando os médicos da Bayer começaram a fazer experimentos com o uso de heroína para eliminar a tosse em crianças. A ideia disso parece absurda atualmente, porém, quando surgiu a teoria, ela não recebeu tanta repercussão negativa.

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Durante mais de 10 anos a heroína foi comercializada como um remédio para tratar isso, e chegou até mesmo a atuar como substituta da morfina. Para a surpresa dos médicos da época, o tratamento não se mostrou eficaz, e acabou criando um grande problema para as gerações futuras.

Uma grande quantidade de pessoas acabaram se tornando dependentes da droga, o que, muito provavelmente, acabou colaborando para o grande problema de viciados na substância que temos que lidar até hoje. Pode ser que uma substância utilizada por nós atualmente se torne a heroína do futuro.

Aranhas como grande aliadas no tratamento de cortes

Durante o século XIX, nos Estados Unidos, caso você acabasse se cortando e precisasse ir ao hospital, era bem provável que retornasse para casa com uma teia de aranha enrolada na região do machucado. O hábito era comum, e existe uma explicação para isso.

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A tradição começou com os indígenas, que acreditavam que a teia tinha substâncias que ajudavam na cicatrização de feridas do tipo. Os médicos, buscando alternativas mais simples para tratar estes ferimentos, resolveram experimentar a abordagem, e durante muito tempo fizeram uso dela.

O curioso disso tudo é que, por mais que a ideia possa parecer não fazer muito sentido, hoje, os médicos estudam as substâncias presentes na teia de aranha para tratar esses tipos de ferida, e pode ser que o método inventado pelos indígenas estadunidenses, no fim de tudo, estava correto.

A utilização de pombos para tratar convulsão em crianças

Esse é um dos casos mais bizarros da história da medicina. Há muito tempo atrás, um médico chamado Karl Friedrich Constatt criou a teoria de que, quando crianças estivessem sofrendo convulsões, a solução para isso seria introduzir um pombo no ânus da pobre criança.

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Após a introdução, seria preciso continuar segurando a pata do animal, e, quando ele morresse, a convulsão na criança iria parar. Por mais que a ideia não tenha um pingo de lógica, isso acabou sendo bem visto por um outro doutor, JF Weisse, que tentou a abordagem em um de seus casos.

Na ocasião, a pomba esperneou, vomitou, e depois de poucas horas do experimento acabou morrendo. A criança que sofria disso, apesar do trauma causado pela situação, conseguiu se recuperar. O criador de toda essa história? Acabou tendo que lidar com as piadas de seus amigos da comunidade médica.

A remoção rústica de uma pedra na bexiga

Pouca gente sabe, mas Claude Martins foi o inventor da cirurgia de remoção de pedra da bexiga, e o procedimento inventado por ele é bem parecido com o utilizado até os dias de hoje. Uma curiosidade sobre o caso é que Claude, além de inventor, também foi o primeiro paciente a realizá-la.

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Sentindo muitas dores, e não querendo ir ao médico, Claude inventou um aparelho onde utilizava um osso de baleia e uma agulha na ponta para resolver a situação, e introduziu aquilo em sua uretra, até chegar na bexiga. Ele teve que repetir o procedimento 12 vezes por dia, durante 6 meses.

Por mais estranho e arriscado que isso possa ter sido, a operação funcionou. Claude, depois do tratamento, se viu livre da doença, e seu método é utilizado como base para retirada de pedras da bexiga até os dias atuais. Beba bastante água para evitar passar por qualquer coisa parecida com isso.

Para a sorte de todos nós, a medicina evoluiu bastante nos últimos anos

Antes, como podemos ver no decorrer do texto, era um verdadeiro terror depender do tratamento médico para solucionar algum problema. Você ia para o consultório tendo convulsões e corria o risco de voltar tendo um pombo introduzido no ânus, tamanha a falta de informação sobre determinadas doenças.

Porém, graças a esses experimentos bizarros, hoje já temos mais condições de cuidarmos melhor do nosso corpo, adotando tratamento realmente eficazes, e que não vão nos deixar com tantos traumas. Para a nossa sorte, vivemos em uma época muito mais fácil de se tratar qualquer doença.