Como o sexo virou amor e moldou a civilização

Nem sempre nós fomos animais tão sociais, nem sempre houve casamentos ou qualquer tipo de relacionamento entre homens e mulheres. Há muito tempo, os humanos ainda eram outra espécie e o sexo era bem diferente do que estamos acostumados.




Há milhões de anos

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Quando os seres humanos pareciam macacos, cheios de pelos, pequenos e vivendo em árvores, ainda na época dos Australopitecos, o sexo e amor eram bem diferentes. Não existia uma sociedade com famílias, como ocorre atualmente. Naquele tempo, os homens e mulheres viviam separados e as fêmeas “mandavam no pedaço”.

A coisa era mais ou menos assim. As mulheres viviam em grupos, separadas dos machos e, na época da ovulação, entravam no cio, do mesmo jeito que outros animais, como cães e gatos. Como a vagina ficava mais próxima dos anus, na hora de se reproduzir, as fêmeas desciam das árvores e ficavam de quatro. Essa posição, além de expor o órgão sexual, permitia que os famosos Feromônios se espalhassem pelo ar. Em pouco tempo, os machos sentiam a presença da fêmea no cio e faziam uma grande excursão sexual.

Após toda aquela loucura, onde uma mulher transava com vários machos para aumentar as chances de fertilizar o óvulo, os parceiros sexuais se separavam e nunca mais se viam. Assim, as fêmeas voltavam para sua vida em meio a outras mulheres. Sozinhas, as mães criavam as crianças. Não havia amor, nem laços sentimentais, tudo se resumia a sexo, na hora em que a mulher queria e pronto. Os homens só serviam como meros reprodutores.

Mas eis que o tempo passou e as coisas mudaram.




A grande mudança

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Um milhão de anos mais tarde, aquele sexo de quatro na savana começou a mudar. O canal vaginal feminino, que antes ficava “bem para trás”, começou a ficar mais para frente. Dessa maneira, o sexo de quatro ficou complicado. Lá pelas tantas, o machos, que tentavam sem sucesso colocar a “linguiça de molho” tiveram que mudar a posição. Sem outra opção, eles viraram as mulheres de frente. Assim, no meio da savana, surgiu a famosa posição “papai e mamãe” e isso mudou a história da humanidade.

Quando o sexo era de quatro, havia apenas aquele momento de penetração. Em seguida, o macho virava as costas e ia embora. Porém, com a nova posição, surgiu o contato visual. Isso iniciou a liberação de oxitocina (hormônio do amor) durante o sexo. E aos poucos a paixão surgiu…

A oxitocina é conhecida como o hormônio do amor, pois é liberado quando estamos perto de quem amamos. Isso nos dá uma sensação gostosa. Como o sexo de quatro não envolvia contato visual, muitas vezes, o macho nem sabia com quem tinha transado. Mas, agora, ele conhecia sua parceira e, caso a encontrasse de novo na floresta, o reconhecimento era imediato.

Juntando o hormônio do amor, com o reconhecimento e o sexo mais íntimo, muitos machos e fêmeas começaram a ser ver novamente e criaram os primeiros casais. Em pouco tempo, os machos que antes viviam separados das fêmeas e não conheciam seus filhos, começaram a ajudar na criação e o que antes era apenas sexo casual, virou família.

Assim, graças a mudança de posição sexual, a humanidade deixou de ser apenas grupos de homens e mulheres separados e se tornou a espécie da família e do amor.

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