Como salvaremos a população mundial da fome

Vivemos uma das épocas mais perigosas para a humanidade, pois estamos chegando ao limite máximo da capacidade do planeta. E da mesma maneira que muitas outras espécies no passado, que foram dizimadas devido a terem crescido mais do que o ambiente poderia aguentar, o perigo de destruição é iminente.




O problema

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Desde que a humanidade aprendeu a cultivar seus próprios alimentos, houve uma mudança radical em nossa forma de vida. O alimento, que antes era escasso e tinha que ser batalhado dia a dia, se tornou fácil e abundante. Durante milênios, a prosperidade baseada na agricultura fez com que os humanos, que antes eram apenas mais uma raça no mundo, se tornassem a espécie dominante, espalhando representantes por todos os cantos.

Até o século XX nunca houve uma grande preocupação com a falta de alimentos, mas após as duas grandes guerras mundiais, a população começou a crescer rapidamente e de maneira totalmente descontrolada e, pela primeira vez, as técnicas de geração de alimentos começaram a ter que ser melhoradas para que pudessem alimentar a todos.

Por sorte, a explosão de crescimento humano ocorreu ao lado do conhecimento tecnológico. A ciência cresceu tão rápido no último século, que mesmo a superpopulação não conseguiu comer tudo que existia para ser comido. Porém, ao final daquele século e no início do novo, a ciência atingiu seu limite em muitas áreas da agricultura, ou seja, as melhorias chegaram ao seu limite físico.

Muitas plantas tiveram suas características mapeadas, de maneira que nós sabemos como devemos plantá-las, quando devemos colhê-las, quais adubos usar e que venenos devem ser utilizados para evitar pragas. Isso fez com que a produtividade de um pedaço de terrenos aumentasse em muitas vezes, gerando mais alimentos sem que fosse necessário usar mais espaço.

Contudo, durante as próximas décadas, nós não teremos de onde tirar mais produtividade das plantas e uma medida drástica precisa ser tomada.




A solução

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A melhor solução que nós teremos é “hackear” as plantas para que produzam melhor e mais rápido.

O estudo, chefiado por Stephen P. Long, diz que nós podemos pegar alguns genes interessantes de algumas plantas e transferi-los para outras. Ou ainda poderemos usar todo o poder computacional que a humanidade desenvolveu para simular diversas situações genéticas de plantas, para que no fim achemos a melhor mudança possível. Caso esses planos não funcionem para as próximas duas décadas, nós teremos que enfrentar a maior crise da raça humana.

Uma das principais características das plantas é sua capacidade de transformar energia solar em diversas coisas, no processo chamado fotossíntese. Esse processo, apesar de ser muito eficiente, pode ser melhorado com a ajuda humana.

Uma das soluções mais simples é adicionar genes de micróbios que fazem fotossíntese, pois eles são capazes de usar outros espectros da luz solar para geração de energia. Ou seja, caso uma planta comum tivesse esses genes, ela poderia se tornar mais produtiva, pois conseguiria absorver mais energia da mesma quantidade de luz solar.

Outra opção bastante viável seria pegar cloroplastos (pequena organela responsável pela fotossíntese) de plantas que são mais eficiente na produção de energia e colocá-los em plantas menos eficientes, aumentando a produtividade delas.

Os primeiros testes feitos pela equipe de Long, já mostram resultados muitos promissores. Com a inserção de genes de cianobactérias em plantas foi possível aumentar a produtividade delas em 30%.

Infelizmente, mesmo que esse processo funcione perfeitamente e a ciência salve a humanidade mais uma vez, ainda existem outros problemas para o futuro da humanidade. Talvez, com essas técnicas, algumas décadas sejam “compradas” para que nós possamos resolver os problemas que causamos nesse mundo.

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