Como nosso cérebro guarda as memórias?

Quando precisamos gravar algo em nosso computador, ele simplesmente escreve o bits (zeros e uns) no HD de uma maneira ordenada e depois, quando queremos acessar esses dados, ele lê a informação gravada. Mas o cérebro humano não funciona bem assim.




Gravando memórias

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Quando algo nos acontece, instantaneamente tal acontecimento é enviado para o hipocampo, onde uma lembrança temporária é criada. Lá o cérebro decide se essa coisa deve ser salva para depois ou ser armazenada na memória temporária, de curto prazo, que some depois de um tempo.

Quando a memória é importante, como um almoço marcante ou uma grande festa, nosso cérebro pega essas informações, separadas em pequenas partes, como imagens, cheiros, gostosos, texturas, e salva cada uma delas em vários lugares dentro dele.

É aí que começam os problemas…




Relembrando lembranças

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Como nosso cérebro não salva tudo juntinho e organizado, semelhante a um computador, os cientistas, até hoje, ainda não descobriram como ele se organiza para recuperar as informações e montar as memórias de maneira coerente. Contudo esse processo está sendo estudado a fundo.

Só sabemos que, para gravar algo na memória, o cérebro cria novas ligações, chamadas sinapses, que conectam um neurônio a outros milhares a sua volta. Dessa maneira, as memórias vão se formando e quanto mais é estimulada uma união entre neurônios, mais forte ela fica. Por isso nosso cérebro está sempre em mutação, criando novas ligações.

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Assim, quando algo importante é mandado para a memória de longo prazo, nosso cérebro fortalece as ligações, criando uma poderosa linha de memória. Na hora em que quer se lembrar, ele é capaz de juntar todos os pedaços, como imagens, sons, cheiros, e unir tudo para nos fazer lembrar de algo de maneira completa. Mesmo com todas essas informações espalhadas nos mais diversos cantos, nosso cérebro consegue uni-las de uma maneira quase mágica.




Tipos de memória

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Nosso cérebro grava muitos tipos de informações diferentes, por isso podemos dividir as memórias em grupos menores, para melhor entende-las:

Memórias declarativas: São aquelas que conseguimos falar, explicar e detalhar, como uma imagem, um som, uma cena. Dentro dessas memórias, existem outras classes menores.

Memória imediata: É aquele que nos faz lembrar das coisas que recém aconteceram, como qual comercial passou antes do que está passando agora, o nome de alguém que recém se apresentou ou mesmo um número de telefone que nos foi dito nesse momento.

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Memória de curto prazo: Essa é uma memória que “deixa rastros” no cérebro, apesar de não ser permanente. Ela serve para nos lembrar de coisas que aconteceram há minutos, como por exemplo: O que você comeu no lanche ou que hora era quando você olhou para o relógio a última vez.

Memória de longo prazo: Essa é a memória para valer. Ela serve para guardar coisas importantes, como nomes, datas, além de ser a responsável pelas memórias de nossa vida, como dias importantes, eventos marcantes e momentos assim.

Por último, nós temos outro tipo de memória, que é uma das mais duradouras:

Memória de procedimento: Essa é a memória das coisas que sabemos fazer, como andar de bicicleta, falar, escrever, enfim, ela é a memória responsável por nossas habilidades, sendo a mais difícil de ser apagada.

É assim que funciona nosso cérebro e é dessa maneira maluca que ele guarda as coisas mais valiosas de nossa vida: As lembranças.

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