Como funcionam os silenciadores de armas?

Em todo o filme, quando o assassino precisa matar alguém sem ser notado, ele coloca um cilindro de metal na ponta da arma e todos seus problemas com o barulho do disparo somem. Mas será que é tão simples assim na vida real?




O barulho

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As armas que nós usamos são movidas a pólvora. Dentro da bala existe uma pequena quantidade dessa substância sob pressão. Quando o gatilho é puxado, um dispositivo faz com que algo bata na parte do cartucho onde está localizada a pólvora, iniciando uma reação em cadeia, que termina com um pedaço de metal saindo pelo cano a uma velocidade incrível.

Essa reação química, que impulsiona a bala, é a queima da pólvora, que libera uma enorme quantidade de gás. A pressão se torna tão intensa rapidamente, que a parte mais frágil do cartucho, que é sempre onde fica a ponta da bala, acaba rompendo. Como resultado final, a bala segue seu caminho a centenas de metros por segundo, enquanto o resto dos gases sai pelo cano, fazendo um enorme barulho.




Silenciando

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Quando o gás residual do disparo sai pelo cano, ele está tão rápido e quente, que sua expansão libera grandes ondas no ar, o que gera muito barulho. Esse mesmo fenômeno ocorre quando estouramos uma bombinha ou um rojão. Na hora em que explodem, eles movimentam o ar a sua volta de maneira tão rápida, que um som muito alto é criado, mesmo com uma quantidade mínima de explosivo.

O que um silenciador tenta fazer é simplesmente impedir que esse gás de alta pressão saia muito rapidamente pelo cano. Só que existem vários problemas por aí.

O silenciador tem forma de tubo e é aparafusado na extremidade da arma. Dentro desse tubo, normalmente feito de aço, alumínio ou mesmo titânio, existem diversas câmaras ocas, onde o gás quente tem mais espaço para se dissipar. Outra coisa importante que ocorre dentro do silenciador é a transmissão do calor do gás para o metal. Esses dois fenômenos somados fazem com que o gás que sai pela abertura se expanda menos, o que gera menos barulho.




O resultado

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Apesar de tudo isso, os silenciadores, mesmo os mais eficazes, ficam bem longe do que se poderia imaginar. Testes feitos por empresas independentes mostraram que uma arma, capaz de gerar 160 decibéis em um disparo, só tem seu barulho diminuído em 30 decibéis, quando um silenciador é acoplado a ela. Esse resultado mostra a incapacidade que o silenciador possui de ocultar totalmente um disparo.

Outro problema é a duração do silenciador. Como ele é um tubo oco com pequenas divisórias dentro, esses espaços são frágeis. Muitas vezes eles duram poucos disparos. Os melhores silenciadores, capazes de aguentar milhares de tiros, são feitos de titânio, mas seu preço, muitas vezes, fica acima do valor da arma.

Para terminar tudo, ainda existe outro problema com os silenciadores: Eles são incapazes de deter o barulho da quebra da barreira do som. Quando um objeto se move muito rápido, ele quebra a barreira do som:

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No momento em que algo anda a mais de 340 m/s, existe uma pequena explosão de ar, gerada pela passagem da velocidade do som. Esse barulho não tem como ser parado pelo silenciador, pois ocorre fora do cano da arma, quando a bala entra em contato com o ar. Por isso armas de grande calibre ou que disparam projéteis rápidos não usam silenciador.

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