Combustão humana espontânea: entenda o que é isso

A combustão humana espontânea é um dos maiores mistérios da humanidade, sendo que nem mesmo a ciência tem um veredito dado sobre o que acontece com nosso corpo quando começamos a pegar fogo sem supostas intervenções envolvidas. Não são poucos os relatos disso acontecendo nas mais diferentes regiões do mundo.

Porém, as explicações para o fenômeno acontecer ainda deixam dúvidas na população, mesmo existindo muitas teorias que buscam explicar o porquê de algumas pessoas simplesmente pegarem fogo. Fique aqui para conferir se tudo o que se sabe sobre a combustão humana espontânea, checando algumas das teorias mais plausíveis de serem as verdadeiras.

Combustão humana espontânea: entenda o que é isso
Foto: (reprodução/internet)

O artigo abaixo aborda os seguintes tópicos sobre o fenômeno de combustão espontânea:

  • O que é a combustão humana espontânea;
  • Primeiro relato aconteceu ainda no século XVII;
  • Mulher pega fogo enquanto dormia e casos começam a ganhar mais proporção;
  • Analogia com vela explica o que acontece quando um corpo pega fogo assim;
  • Descubra se existe comprovação científica de que a combustão humana existe;
  • Morte por afogamento pode ser pior do que morrer queimado.

O que é a combustão humana espontânea

Imagine um dos piores cenários possível para morrer. Muito provavelmente a combustão humana espontânea é ele. Já imaginou estar deitado, sossegado, curtindo o momento com seus amigos e familiares, e de repente começar a pegar fogo? Aparentemente, isso pode acontecer a qualquer momento.

Combustão humana espontânea: entenda o que é isso
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A combustão humana nada mais é do que pessoas que, sem aparente motivo para isso, começam a queimar até a morte. No entanto, para deixar a coisa ainda mais misteriosa, não é todo o corpo que pega fogo, sobrando algumas partes bem específicas.

Pés e mãos, por exemplo, nos casos de combustão, continuam intactos, por incrível que pareça. Além disso, em algumas ocasiões, é possível identificar gordura na cena do ocorrido, e muitos alegam um cheiro adocicado muito forte.

Primeiro relato aconteceu há muitos anos

Ainda em 1641, no século XVII, foi documentado o primeiro caso de uma suposta combustão humana espontânea. O registro foi feito por Thomas Bartholin, dinamarquês, que contou tudo o que viu na obra Historiarum Anatomicarum Rariorum. O fatídico ocorrido aconteceu com o italiano Polonus Vorstius.

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A história conta que Polonus estava tomando vinho, quando, sem maiores explicações, começou a vomitar fogo. Como se já não bastasse isso, o corpo do italiano começou a ser consumido pelas chamas, o levando à morte após pouquíssimo tempo.

No entanto, nem todo o corpo de Polonus foi queimado. Para a surpresa dos que encontraram seus restos mortais, os braços e as pernas estavam intactos, não tendo sido consumidos pelo fogo. Isso poderia dar algumas pistas para a medicina descobrir o que de fato havia acontecido.

Compilado de supostos casos já foi apresentado

O caso intrigou muita gente, pois não era o único que havia acontecido na época. Começou a se tornar comum que pessoas alegassem que corpos estavam queimando sem maiores explicações, o que acabou inspirando Jonas Dupont, autor francês que viveu na época.

Em 1673, o autor escreveu De Incendiis Corporis Humani Spontaneis, um livro que compilava casos de pessoas que morriam em decorrência da combustão espontânea. O compilado repercutiu bastante, e mostrou que as pessoas corriam um novo risco de vida, que tinham ideia de como poderia ser combatido.

Caso emblemático deu mais proporção para o tema

Outro caso que fez com que o fenômeno ganhasse grande proporção foi o de um dono de uma pousada que se localizava em Paris. O homem, que estava dormindo com sua esposa, teve uma surpresa extremamente desagradável ao acordar no outro dia.

Combustão humana espontânea: entenda o que é isso
Foto: (reprodução/internet)

Sua mulher havia carbonizado, restando apenas os braços e as mãos dela na cena. O homem foi acusado de ter ateado fogo na esposa, porém, acabou sendo inocentado após apresentar o argumento de combustão espontânea, que foi também defendido por um cirurgião que estava no local.

O argumento só foi aceito pq a cama contava com alguns materiais extremamente inflamáveis, porém, todos eles estavam intactos, apenas a mulher havia pego fogo. Até hoje não se sabe o que de fato aconteceu no dia, logo, a hipótese da combustão ainda é a mais aceita.

Legista concluiu que “visita de Deus” a matou

Um médico legista foi chamado para averiguar a cena do “crime”, e não conseguiu chegar em uma conclusão que não fosse a apresentada pelo dono da pousada. Ainda disse, em depoimento, que o ocorrido aconteceu porque a vítima recebeu uma “visita de Deus”.

Aspectos religiosos eram muito utilizados para explicar fenômenos na época, o que fez com que a justificativa tivesse sido aceita. Visitada por Deus ou não, madame Millet, a vítima da história, com certeza não teve uma morte tranquila.

Teoria da vela é a mais aceita para explicar o fenômeno atualmente

A ciência já tentou explicar o fenômeno de diversas formas, mas a mais difundida, atualmente, no meio científico, é a que faz analogia a uma vela. Imagine que a gordura do seu corpo é a cera e que suas roupas são o pavio em que o fogo é aceso.

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Foto: (reprodução/internet)

Caso algum agente externo, podendo até mesmo ser um simples cigarro, entre em contato com a roupa, ele pode começar a formar uma pequena brasa. Caso entre em contato com sua gordura corporal, que é inflamável, um verdadeiro incêndio, em cima de você, pode começar a qualquer momento.

Com isso, a gordura e a sua roupa se tornariam um só, já que a pele é facilmente derretida por chamas muito fortes. Toda a região que estivesse coberta com tecido pegaria fogo de maneira rápida, levando a pessoa que as tivesse usando à morte em pouco tempo.

Isso explicaria o porquê dos pés e mãos continuarem intactos

Pés e mãos continuam intactos mesmo depois do restante do corpo pegar fogo, e a analogia da vela acaba servindo como uma boa explicação para isso acontecer, afinal, muita raramente temos contato das mãos e pés com tecidos que estão vestindo o restante do corpo.

Por isso, essas partes do corpo não acabam queimando junto do restante, o que explicaria muito bem o porquê disso acontecer. Até que enfim a ciência parece ter solucionado o grande mistério, porém, algumas questões ainda precisam de resposta.

Mas afinal, por que outros tecidos também não são consumidos pelo fogo?

Apesar da analogia da vela explicar muita coisa, ela ainda tem algumas brechas, o que faz com que não seja aceita por grande parte da comunidade científica. Isso porque, afinal, se as chamas já estão queimando em pleno vigor, por que os tecidos ao redor não pegam fogo também?

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A gordura corporal ser o combustível é entendível, porém, por que o resto da cama da esposa do dono da pousada, cheia de materiais inflamáveis, não queimou junto, já que, afinal, havia alguém pegando fogo em cima dela? Bom, essas são perguntas que seguem sem resposta.

No entanto, como ainda não foi desenvolvida nenhuma resposta que seja mais convincente do que essa, atualmente, ainda continua sendo a teoria mais aceita internacionalmente. Porém, como vimos, algumas lacunas ainda precisam ser preenchidas.

Afinal, existe comprovação científica que o fenômeno existe?

Por mais que diversos casos já tenham sido relatados, até hoje, nenhum cientista conseguiu provar que o fenômeno da combustão humana espontânea existe, sendo enxergado pela comunidade científica mais como um mito do que um fato em si.

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Foto: (reprodução/internet)

Além disso, outro fato que colabora para que cientistas vejam isso mais como mito, é que muitos dos casos de supostas combustões espontâneas, após um período de investigação, descobriram que, na verdade, as vítimas, em muitos casos, estavam fumando e acabaram pegando no sono.

Outro ponto que colabora para que não seja aceito como fenômeno real é que algumas das vítimas também estavam bêbadas, ou tinham alguma necessidade especial que não as deixavam se moverem livremente, o que colaborou para que as chamas tomassem conta.

Assassinatos também podem ter acontecido dessa maneira

No decorrer da história, foi descoberto que muita gente acabou escapando da cadeia utilizando a “desculpa” da combustão humana espontânea como causa da morte de diversas vítimas. Porém, depois de algum tempo, foi descoberto que na verdade um assassinato havia assim acontecido, no entanto, já era tarde demais.

Com isso, quando acontece uma morte, a hipótese de ter sido combustão espontânea, muitas das vezes, é pouco aceita por legistas, já que, como já foi dito, muitas pessoas já se safaram de cumprir pena utilizando essa justificativa. No entanto, o mistério segue de pé, já que também não descartaram nada.

Acredite, morrer afogado pode ser pior do que morrer queimado

Muita gente pode não saber disso, mas a dor da morte por afogamento pode ser até mesmo pior do que a de morrer queimado. Isso porque, ao nos afogarmos, sentimos uma grande dor na parte de dentro do organismo, além da perda de ar e parada cardíaca que vem na sequência.

A dor dos órgãos sendo preenchidos por água e se rompendo não deve ser das melhores, mas morrer queimado também não deve ser uma opção muito agradável. Porém, o que causa a morte não são as chamas em si, sendo os gases tóxicos os grandes responsáveis na grande maioria dos casos.