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A ciência do impossível #2

Com o conhecimento humano crescendo em proporções épicas, cada dia nós somos surpreendidos com descobertas incríveis e até mesmo inacreditáveis. Parece que os livros de ficção estão virando realidade:

Velocidade da luz

Desde 1905, o mundo conhece uma das grandes verdades universais: a velocidade da luz. Quando Einstein publicou seu estudo, chamado “A inércia de um corpo depende da sua quantidade de energia?”, o mundo teve pela primeira vez o vislumbre de um dos limites de nossa realidade.

A equação E=mc² ficou famosa e a letra “c” dela entrou para todos os livros de ciência. Essa letra da equação é a velocidade da luz, a constante que fez Einstein provar que a matéria é energia e vice-versa.

Durante todos esses anos, desde a publicação das ideias do gênio alemão, o mundo acreditou piamente que a velocidade da luz era o limite máximo do Universo, porém algumas pesquisas vêm desmentindo isso.

Destruindo limites

Pesquisadores do NEC Research Institute, usando uma câmara especial, preenchida com gás césio, conseguiram fazer algo quase inimaginável. Essa criação deles permitiu que a luz viajasse 300 vezes mais rápido do que a suposta velocidade máxima da luz, que é 300 mil quilômetros por segundo.

E a coisa fica ainda pior! Segundo eles, por causa dessa velocidade, seria como se o raio de luz tivesse saído da câmara, antes mesmo de ter chego, em mais uma maluquice da física.

Para entender melhor essa situação, seria como se você chutasse uma bola em um campo de futsal. Do início até o meio do campo, a bola viajaria na velocidade da luz (sim, você não vai conseguir jogar uma bola a velocidade da luz devido as diversas situações físicas da ocasião, mas isso não vem ao caso, solte sua imaginação!). Até o meio do campo, a bola iria a 300 mil quilômetros por segundo, e lá ela encontraria a tal câmara do césio. Isso faria com que a bola acelerasse para 300 vezes a velocidade atual. Tal fenômeno cria um efeito difícil de ser compreendido, pois a bola existiria no meio e no final do campo ao mesmo tempo, só que não. A verdade é que a bola chegaria ao final do campo, antes de chegar ao meio, porque o que chega ao final do campo não carrega informação, logo isso “virtualmente não existe”. Isso mesmo, não deu para entender, mas nem os doutores em física entendem direito, então não há problema.

Será que Einstein estava errado? Sim e não. Segundo a comunidade científica, o fato da luz ter viajado mais rápido do que sua velocidade máxima, não faz com que a teoria de Einstein esteja errada, mas modifica a visão de Universo que todos nós tínhamos.

Porém esse avanço no conhecimento humano não parece ser muito útil. Os pesquisadores afirmam que mesmo que o raio de luz esteja em um lugar, antes de ter chego ao ponto anterior, ele não pode ser usado para transmitir informações, logo acaba não violando a lei de Einstein.

Sim, ficou confuso, mas a física é assim mesmo. Não é à toa que a física roda muita gente na escola.