Cérebro multitarefas é mito, diz estudo

multitarefas

Você é capaz de fazer várias coisas ao mesmo tempo?

Pois é, de acordo com novo estudo, a ideia de que as pessoas são capazes de desenvolver várias tarefas ao mesmo tempo não passa de “mito”.

No livro “Truques da Mente – o que a mágica revela sobre o nosso cérebro”, os pesquisadores Sandra Blakeslee e Stephen Macknik afirmam: “Uma década de pesquisas mostra que o dom das multitarefas – a capacidade de fazer várias coisas simultaneamente, com eficiência e bem-feitas – é um mito. O cérebro não foi projetado para atentar para duas ou três coisas simultâneas. Ele é configurado para reagir a uma coisa de cada vez”.

De acordo com estes estudos, “não é que seu cérebro seja incapaz de executar várias tarefas ao mesmo tempo, mas ele não consegue fazer com eficiência”.

Por este motivo também é que no Brasil é proibido falar ao celular enquanto dirige, mesmo usando algum acessório que “libere as mãos”, pois de acordo com estudos, isto deixa a pessoa incapacitada, da mesma forma como se a pessoa estivesse sob efeito de álcool.

Clifford Nass, um professor de Comunicação sa Universidade Standfor, também citado no livro, afirma que as pessoas que executam muitas tarefas “são taradas pela irrelevância”, pois de acordo com ele, “tudo os distrai”. Os indivíduos são “incapazes de ignorar estímulos, não conseguindo lembrar bem de algumas coisas quando não estão bem focados”.

Ainda segundo Russ Poldrack, da Universidade da Califórnia, quando o indivíduo está distraído ele usa uma parte do cérebro chamada “corpo estriado”, área ligada ao aprendizado de novas tarefas, porém quando este está concrentrado em alguma coisa, a área usada é o “hipocampo”, uma região ligada a “armazenagem e recuperação de informações”, por isso em muitos casos, embora tenha feito diversas coisas durante o dia, o indivíduo acaba percebendo que não lembra de quase nada.

“Quando nos esforçamos a exercer uma multiplicidade de tarefas, talvez estejamos contribuindo para que percamos eficiência a longo prazo, ainda que às vezes pareçamos estar sendo mais eficientes”, afirma Poldrack.

E você, concorda com este estudo?

Adaptado de super.abril

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