Seus membros já “dormiram”?

“Oh meu Deus! Perdi o movimento do braço, não sei mais controlar ele!”

“Espera aí, minha perna não mexe, e ela tá dormente!”

“Se eu encostar em algo vou sentir as malditas cócegas!”

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Alguma vez na vida você já deve ter experimentado a sensação de “dormência” de alguma parte de seu corpo, após repousar por um longo tempo sobre ela, e essa dormência impossibilitou você de coordenar movimentos simples que eram feitos diariamente, dando a impressão de que você não comanda mais nada por ali. Sem falar na “formigação” seguida de uma espécie de cócegas após o tempo de adormecimento da região. Mas por que isso acontece?

Esse suposto adormecimento das regiões do corpo é chamado de parestesia e é provocado pela compressão de alguns nervos específicos, bloqueando os impulsos nervosos de chegarem até o cérebro. Com essa inibição e falta de contato entre as terminações nervosas e a região afetada, ocorre a famosa “dormência”.

É bastante normal acordar no meio da noite com alguma parte do corpo dormente, pois mesmo descansando o corpo percebe que há algo errado e avisa que é necessário de mexer para normalizar a situação. Na maioria das vezes, para “acordar” a parte adormecida basta mudar de posição e esticar os músculos da região.

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É fácil observar as pessoas no dia-a-dia tentando se livrar dessa incômoda sensação. Por exemplo na fila do banco. A todo momento - sem que elas mesmas notem - procuram se mexer, trocar de posição, ou trocar o apoio do corpo de uma perna para a outra.




Entendendo melhor

Nosso sistema nervoso conta com um processo de microvascularização, o qual destina a quantidade ideal de sangue necessária para que os neurônios incumbidos pela transmissão dos impulsos nervosos façam seu trabalho corretamente. Dessa maneira, quando é aplicada alguma pressão sobre certas partes do nosso corpo, nosso conjunto de microvascularizações – artérias, capilares e veias – que fornecem os nutrientes fundamentais às células nervosas passam a ficar bloqueados por tempo determinado.

Estudos indicam que não é necessária muita pressão para que a região pare de responder – e nem muito tempo –. Alguns minutos de redução do fluxo sanguíneo dos nervos é o bastante para provocar a parestesia. Todavia, vale lembrar que a redução do fluxo sanguíneo ocorre a nervos específicos e não ao sistema inteiro.

Enquanto eu escrevia a matéria minha perna teve o prazer de tirar uma soneca Ç_Ç

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