5 manias que você não sabia que tem origens evolutivas

Apesar de existirem diversas culturas ao redor do mundo, há atitudes que são comuns entre nós, humanos, onde algumas delas podem ser consideradas ações evolucionárias. Como quando estamos tão concentrados em algo que sem perceber botamos língua para fora, como tentativa de ficarmos mais focados no que estamos fazendo.

Confira 5 curiosidades:

5- Pôr a língua para fora quando estamos concentrados

Quem nunca se pegou com a língua para fora quando se encontrava completamente focado em uma tarefa? Há várias hipóteses que tentam explicar este gesto inconsciente. Desmond Morris, famoso zoólogo e etólogo inglês, defende que é um gesto hereditário e universal que informa aos demais de que alguém está concentrado. Segundo esta ideia, mostrar a ponta da língua significaria:

“-Com licença, pode não falar comigo agora? Porque eu não ouviria mesmo. Motivo? Estou realmente muito concentrado.”
Outras ideias sugerem que quando deixamos a língua quietinha entre os lábios faz com que número de estímulos que chegam ao cérebro diminua, deixando mais neurônios disponíveis para a execução de uma atividade que requeiram nossa plena atenção.

Pesquisadores observaram que as crianças tendem a colocar a língua cada vez mais para fora conforme os desafios manuais vão ficando mais difíceis, como colorir e recortar formas diferentes e ou com cores mais complexas.

O mesmo estudo apontou que crianças são mais propensas a apontar a língua para o lado direito, indicando que a ação é controlada pelo hemisfério esquerdo do cérebro – o mesmo lado responsável pela linguagem.

 

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4- Suspirar quando estamos frustrados com algo

Quando não nos encontramos em nossos melhores estados de espírito, suspiramos com o intuito de aliviar alguma sensação de incomodo – o que incrivelmente funciona. Mas vale lembrar que não ocorre apenas nessas circunstâncias.

O suspiro é uma reação natural que realizamos com muita frequência (em média a cada cinco minutos). Mas se isso acontece naturalmente, porque bufamos em situações de estresse? Como suspirar nos traz uma imediata sensação de conforto, o suspiro é considerado um botão para reiniciar a função respiratória. Porém, somente o percebemos nesses momentos de estresse, e nosso corpo rapidamente opta por sanar esse desconforto.

O mecanismo que impede que isso ocorra é a inspiração profunda, conhecida como suspiro. A ação de suspirar permite que a troca gasosa aconteça com melhor aproveitamento. Os alvéolos dos nossos pulmões trocam o dióxido de carbono do sangue por oxigênio, mas eles acabam entrando em colapso com o passar do tempo, provocando o suspiro. Por isso, procuramos esta mesma sensação quando estamos sob pressão.

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3- Nossa forma de falar é influenciada pelo ambiente

Por que línguas como o francês, espanhol, italiano e português têm uma sonoridade mais agradável enquanto o alemão, sueco, russo parecem línguas mais “duras”?

Algumas línguas parecem ter uma sonoridade mais agradável do que outras. Isso acontece não porque uma língua seja melhor ou mais bonita do que a outra. Acontece que há um motivo físico para isso. As ondas sonoras não se comportam da mesma forma em ambientes diferentes.

As consoantes se perdem facilmente em ambientes com muitas árvores e obstáculos que absorvem o som, como em uma floresta. Já em regiões com montanhas e neve, esses sons viajam com maior facilidade.

Por isso, habitantes de regiões tropicais usam mais vogais e sílabas abertas, como a palavra “aloha”, no Havaí. Nesses ambientes, palavras que terminam com consoantes não se comportam muito bem. A frase em alemão “Ich liebe dich” exige mais esforço do interlocutor destes ambientes.

O fenômeno também pode ser observado no canto dos pássaros: espécies nativas de florestas tropicais usam sons mais parecidos com vogais.

 

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2 – Sacudir a cabeça para dizer que estamos satisfeitos

Este ato de balançar a cabeça possui, em diversos lugares do mundo, um significado de negação, com exceção de certos países que o mesmo gesto vale para o oposto, a afirmação. Legal não é? Porém como esse gesto quase se universalizou?

Uma hipótese bem provável é de que a ação seja provida de um instinto natural do homem quando bebê, desde a pré-história. Os bebês não possuem nenhum tipo de comunicação verbal, somente corporal, sendo assim, quando alimentados, eles sacodem a cabeça para os lados demonstrando estarem satisfeitos, esturricados de leite, por isso o gesto foi relacionado com a negação.

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1- Contrair os músculos da face quando estamos bravos

A contração facial é uma forma de mostrar a um oponente que você tem força física suficiente para ganhar dele se for necessário brigar fisicamente.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) e Universidade Griffith (Austrália) estudaram por que a nossa expressão de raiva é do jeito que é.

Os pesquisadores Aaron Sell, Leda Cosmides e John Tooby dividiram os músculos faciais em sete grupos e analisaram isoladamente como cada um deles influencia nessa expressão. E chegaram à conclusão de que mesmo sozinhos, esses grupos conseguem passar a mesma mensagem (raiva). Uma sobrancelha junta ou lábios repuxados, são o suficiente para passar e transparecer essa expressão.

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