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5 fatos bíblicos que acreditamos ser verdade, mas não são

A bíblia é o livro mais vendido na história da humanidade, não é à toa que existam divergências quanto as suas possíveis interpretações, levando em consideração o contexto histórico no qual foi escrita e as diversas metáforas contidas nela, onde muitas religiões vão adaptando essas informações, e às vezes resultando em uma crença sem fundamento (tendo como base de estudo a bíblia), por conta de uma má interpretação.

Pensando nisso, separamos alguns desses fatos que pressupomos estarem na Bíblia… Mas não estão.

 

5. A prostituta Maria Madalena

De acordo com diversas pesquisas e descobertas feitas com intuito de resgatar segredos da história, não existe nenhum tipo de registro nos evangelhos que confirme que Maria Madalena era de fato uma prostituta.

Maria Madalena aparece nos Evangelhos como uma discípula de Jesus, mas é só isso. Ela não era uma prostituta e não era a única mulher em sua comitiva – outras mencionadas são Joana, mulher de Cuza e alguém chamada Susana.

As calúnias sobre Madalena surgiram quando as pessoas começaram a confundi-la com outras mulheres com o mesmo nome que o seu, que é repetido demasiadamente por pessoas diferentes na bíblia.

Existem duas personagens consideradas “Maria Madalena”apenas por compartilharem o que foi provavelmente o nome mais popular da época: Maria de Betânia, irmã de Lázaro, que cozinhou um jantar para Jesus porque parecia a coisa certa a fazer depois de ele ter ressuscitado seu irmão, e uma mulher “que viveu uma vida de pecado”, que pode ou não ter sido chamada Maria também.

Essas outras Marias cumprimentavam Jesus jogando perfume em seus pés e limpavam-nos com seus cabelos, fato que era considerado uma coisa normal na época (ninguém na história parece pensar que isso é estranho). Mas a Igreja Católica Medieval presumivelmente decidiu que haviam muitos personagens na Bíblia e que as pessoas iriam confundir todas essas Marias, foi aí que lançaram um decreto oficial, no qual as três mulheres eram a mesma pessoa.

A Igreja voltou atrás dessa alegação em 1969, mas como a maioria das pessoas não acompanha as minúcias do dogma católico, o mito é que Maria Madalena é a única tal “mulher pecadora” que limpou os pés de Jesus com seus cabelos. Aliás, a Bíblia não especifica seu “pecado”, nem que ela era uma prostituta. No entanto, as pessoas têm assumido isso, o que diz muito sobre a nossa sociedade.

 

4. Os sete pecados capitais

Não precisa ser religioso para conhecer “os sete pecados capitais” que alguém pode cometer: gula, orgulho, luxúria, avareza, ira, preguiça e inveja.

Os sete pecados são tão amplos que incluem praticamente quase todo tipo de delito que você possa pensar. Eles não foram retirados da bíblia como os Dez Mandamentos e sim, formulados pela igreja Medieval como uma maneira mais fácil de classificar todos os pecados e consequentemente, um modo mais eficaz de manter seus seguidores dentro de uma disciplina almejada.

Esses pecados foram ditados pela primeira vez no século VI pelo Papa Gregório I, que tinha a intenção de chegar a uma pequena lista de elementos básicos que poderiam resultar na ira de Deus. Logo, esses pecados fizeram a transição da mitologia obscura para cânone da Bíblia quando Dante escreveu seu poema épico “A Divina Comédia”, mais conhecido por seu popular capítulo “Inferno”. Ele é dividido em sete círculos com base nos sete pecados mortais. Esses sete círculos, é claro, também estão longe de serem encontrados na Bíblia.

 

 

3. Purgatório 

O purgatório não é algo que a Bíblia descreve literalmente e sim, algo que a doutrina judaico-católica sugere que deva existir, a fim de explicar para onde as pessoas vão após a morte, caso os requisitos da entrada no céu ou inferno não fossem cumpridos.

Segundo a doutrina católica oficial, a existência do purgatório foi decidida durante o Concílio de Florença em 1431, porque a Bíblia não especifica seus termos de forma suficientemente clara (tipo, algumas pessoas decidiram que Deus não ficaria chateado se eles inventassem alguns detalhes para serem acrescentados no mundo que Ele criou).

Serve basicamente como um salão de embarque para o reino dos céus, mas que é necessário uma redenção para o merecimento do andar de cima.

Mas os teólogos logo levantaram a questão: para onde os bebês vão quando morrem antes de terem a chance de serem batizados? E o que acontece com as pessoas que viveram e morreram antes de Jesus nascer?

Não seria certo mandá-los direto para o inferno sem um julgamento justo, certo? Então, vem o conceito de limbo, que diferentemente do purgatório, é onde as almas daqueles que mereciam ir para o céu ficariam presas temporariamente, mas morreram antes da crucificação de Jesus ou eram demasiado ignorantes (por exemplo, bebês) para perceber que nasceram no pecado.

É dado que os conceitos de purgatório e limbo foram inventados depois que a Bíblia foi escrita e nunca entraram no discurso popular até Dante escrever sobre eles. É, parece que a galera gosta mais de espalhar a palavra de Dante que a de Jesus.

 

 

2. Satanás, o único inimigo de Deus

Satanás foi um dos primeiros anjos e originalmente um dos favoritos de Deus, até que se rebelou e foi expulso para a Terra, onde se tornou o príncipe das trevas e o principal antagonista do bem. Mesmo que você não seja muito religioso, provavelmente supõe que esse cara tem um papel significativo na Bíblia.

Quando Satanás aparece no livro do Apocalipse em uma grande batalha contra Deus, é uma das únicas vezes em que uma descrição física é feita de tal indivíduo. Diferentemente das versões do diabo com rabo, chifre, tridente, pele vermelha, que muitas pessoas ainda acreditam. Mas o que é falado desse Satanás? Que ele é um dragão. Diversas vezes, aliás. Uma delas é a citação: “Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos” Apocalipse 20:2.

A maioria das referências da Bíblia que remetemos a Satanás, provavelmente está se referindo a entidades completamente diferentes. Não é tudo uma criatura só. Como por exemplo, a serpente no Jardim do Éden que convence Eva a comer do fruto proibido era provavelmente apenas uma serpente falante ao invés de um demônio que muda de forma, como evidenciado por Deus amaldiçoando-o a rastejar em sua barriga pela eternidade.

O estranho é que em uma das poucas vezes que Satanás aparece com um papel na Bíblia, ele é visto como uma espécie de conselheiro de Deus. Na história de Jó, Satanás é um dos muitos anjos que frequentam o tribunal de Deus no reino celestial. Jó é o humano favorito de Deus devido ao seu senso de justiça, mas Satanás sugere que talvez ele não seria tão justo se Deus tirasse sua riqueza e família. Deus decide que Satanás tem um bom argumento e que seu conselho é uma boa ideia.

 

1. Sodoma e Gomorra foram destruídas por conta da homossexualidade

Se você pedir para alguém apontar a parte da Bíblia em que Deus condena a homossexualidade,  provavelmente irão encaminhá-lo para Gênesis 19, a história de Sodoma e Gomorra. A história conhecida é que Deus resolve aniquilar essas duas cidades por conta da homossexualidade sem pudores – inclusive daí que vem a palavra “sodomia”, que envia dois anjos para retirarem Ló de lá (o não praticante dos pecados abominados pelo criador).

Mas o que as pessoas não sabem, é que não existe referência alguma na bíblia que qualquer pessoa em Sodoma fosse homossexual e mesmo que houvesse, não seria o motivo para a destruição das cidades. Sodoma, tinha como pecado o ódio por pessoas de fora.

Na história, Deus envia dois anjos em forma humana para Sodoma para visitar Ló e informá-lo para arrumar suas coisas e preparar sua família e avisar que algo sério estava prestes a acontecer no dia seguinte.

Isso porque o povo de Sodoma era “mau” e os seus pecados eram “graves” – nada mais específico do que isso. Mas quando os vizinhos de Ló viram que ele tinha visitantes de fora da cidade, reuniram suas tochas e foram mostrar aos estrangeiros sua incrível hospitalidade (eles faziam isso, aparentemente, batendo e estuprando).

 

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