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280 Contos Minilua: A casa dos contos #67

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Pois é, e para encerrarmos bem, um conto que engloba todos os contos do Minilua. Uma boa leitura a todos! Ah, e-mail de participação: Jeff.gothic@gmail.com

A Casa dos Contos

Por: Wagner Cezário

Eu e meus amigos queríamos atravessar a porta do segundo andar daquela casa que todos diziam ser assombrada. Fantasmas, demônios, almas e outras coisas que aconteciam em “Supernatural”, pareciam ser mais do que boatos. Então todas aquelas temporadas assistindo ao Dean e ao Sam tinham que valer a pena. Mas antes disso o medroso do Wesley mais uma vez vacilou. Mandou um SMS para Laura com as seguintes palavras:

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Sem ele, entramos na casa. Estava um breu. De repente, nós seis sentimos arrepios que percorreram pelos nossos corpos. A escuridão e a morte se aproximavam, mas não naquele momento. Acendemos nossas lanternas. Logo de cara vimos um quadro com uma moça dentro de um veículo. “A Mulher do Ônibus", esse era o nome do tal quadro. Nele estava representada a nossa cidade, porém de uma forma devastada. Aquilo seria o nosso futuro? Encontramos outros quadros por lá, mas nenhum exceto o primeiro nos chamou atenção.

A casa era enorme, demoraríamos horas até chegar ao segundo andar. Acabávamos de terminar o ensino médio e cada um tomaria um rumo diferente… A última aventura antes de alguém ser o primeiro contratado ou se tornar universitário. Portanto, a demora era a última coisa que devíamos nos preocupar.

Fabrício sentiu um cheiro insuportável vindo de um vestiário interno.

- Mas que criatura horrenda – Gritou.

- Horrenda é tua mãe, seu filho duma vaca!!! – Berrou Renata.

A criatura na verdade era um corpo em decomposição. Parecia ter tiros por todo corpo. Mais surpreendente que isso era que cada um do grupo enxergava o rosto de seu respectivo pai. Alguém naquela casa estava zoando com a nossa cara. O pior de tudo foi quando aquele bicho se levantou e mirou seus olhos brilhantes na gente.

- Pernas pra que te quero!!! – Quando percebi Beatriz já tinha se dirigido para longe dali. Corremos atrás dela e nos trancamos na cozinha, enquanto o monstro ficava arranhando a porta.

Resolvemos então procurar algo sobrenatural por lá mesmo. Facas voadoras, cozinheiras fantasmas… Alguma coisa que pudéssemos registrar. Encontramos uma folha que parecia ser uma receita de alguma bruxa. Não fazíamos ideia para quê servia aquilo.

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Resolvemos realizar tal maldição. Na cozinha tinha todos os ingredientes. Ainda bem, já que as meninas não tinham mais… Er… 15 anos.

Depois de pronta, ficamos na pedra-papel-tesoura para ver quem beberia. O azarado foi o Carlos Eduardo. De repente ele começou a ficar vermelho, soltou uns gritos fazendo-nos suspeitar de sua masculinidade, ajoelhou e quando estava quase se tornando um Super Saiyajin, Carlos peidou… Tínhamos esquecido que aquele dia não era de Lua cheia. A flatulência foi tão terrível, mas tão terrível que até o demônio do vestiário foi embora.

Livres, continuamos à procura do segundo andar. Dessa vez, mais devagar ainda. Renata estava atormentada e apavorada com os acontecimentos. Fabrício lhe deu algo que parecia com água, mas ela deixou o copo cair no chão. Do nada, queria se matar, então dissemos para ela que a morte não melhora ninguém. Resolvi acalmá-la. Esplendorosamente retirei meu incrível teatro de marionetes de dentro da bolsa.

Apresentei uma peça chamada de “Um doce céu de marmelada”, que estava delicioso por sinal. Quando parecia que Renata estava se divertindo, uma das marionetes criou vida! Na verdade, foram fantasmas de uma noite amarga que tomaram controle dela para nos passar a mensagem:

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Capivara albina? Joaquim Hamster? Quem seriam tais seres? Fiquei com a inconfundível certeza de que seriam as mesmas pessoas… Ou as mesmas capivaras. Enfim, alguma coisa do tipo. Voltamos à ativa.

- Você tem medo de fantasmas? Reza a lenda que o espírito atormentado é quem manda neste local. Talvez não passe de uma capivara assustada – Concluiu Laura. Carlos concordou. Ninguém dava muita bola para que esses dois, os indiferentes, falavam.

Nossa missão agora era capturar tal coisa e mostrar no Jornal Nacional como o mundo possui anormalidades e está sob o olhar do cão. Fomos atrás de mais pistas, até nos depararmos com o lobo que vigiava uma porta, o qual estava bebendo sangue de bonecas gigantes. Na verdade, eram mulheres no maior estilo de “A Casa de Cera” sendo devoradas por ele. Ao seu lado, estava um grande homem. Aquela porta deveria ser importante.

Beatriz, mais gostosa do que nunca, colocou a mão na perseguida e jogou seu charme pra cima do cara. Ela sabia fazer isso muito bem (e como sabia!). O enorme cara deu um tapa na cara da vadia. Foi tão forte o tabefe que ficou com uma marca enorme no rosto. Estava morrendo de dor e vingança era o seu único pensamento.

Quando decidiu bater nele também o lobo se transformou em uma mulher. Para passar por aquela porta, todos nós teríamos que elevar nossos cosmos e alcançar o sétimo sentido para derrotar o grande homem e a vigilante.Sacamos nossos anéis (exceto Beatriz) e gritamos:

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Mas para o nosso azar, os dois monstros usaram a coleção de bonecas. Pelo menos nosso Capitão conseguiu destruí-las antes de ser derrotado. Beatriz ainda queria a sua vingança noturna. Partiu novamente pra cima do cara e tomou outra bofetada. Carlos pegou sua câmera e começou a usá-la.

- Cê ta maluco? Tirando foto uma hora dessas? Faça algo de útil, seu bosta – Reclamou Laura.

Ao tirar a foto, o flash fez com que os monstros gritassem e sumissem da nossa da frente.

- Ahá! Não contavam com a minha astúcia! – Exclamou Carlos.

A fotografia mostrou um espírito amarelo que parecia estar gritando e agonizando. Pelo jeito, uma luz forte era o jeito mais fácil de derrotar os monstros daquela casa.

Aquela porta nos levou para a garagem. Tinha um ônibus lá, talvez encontrássemos algo dentro dele. No banco do ônibus encontramos sete preservativos. Três estavam lacrados e os quatro restantes estavam usados. Chegamos à conclusão que ali havia ocorrido uma orgia espectral de outro mundo. Beatriz colheu umas amostras… Aquela menina com certeza tinha um futuro promissor, se é que me entendem. Ela era daquelas pessoas que sonham sonhos quando estão acordadas, como se estivesse no país das maravilhas.

Achamos uma passagem estreita na garagem. Entramos em fila e Fabrício foi o último a passar por ela. Quase chegando ao fim, uma criança demoníaca puxou seu pé. Conseguiu se livrar dela. Por enquanto…

Estávamos em uma arena, tipo aquela que ocorre a tal manjada luta – livre. Cada vez ficávamos mais surpresos com a casa, que aparentava ser bem pequena do lado de fora. Vimos um livro em cima do ringue e nos dirigimos até lá para pegá-lo. Eis que surge a garotinha infernal bem no meio do ringue. Miramos as lanternas nela, porém era muito rápida e fugia para o breu… Ela era amiga da escuridão.

Percebemos que toda hora ia para o centro do ringue. Quando abaixamos as nossas lanternas, ela apontou para Fabrício. Parecia querer uma luta com ele. Topou o desafio. Fabrício sempre caçava brigas de rua, já que era do tipo de cara que vive em tédio. Quando nosso amigo subiu na arena, do outro lado apareceu um homem de capa preta, que parecia ter quase três metros, além de ser muito musculoso.

Gritamos para Fabrício descer de lá, mas uma grade apareceu e cercou o ringue, impossibilitando a nossa saída. Doces crianças, sempre enganando os mais velhos. E a luta começou com o soar de um gongo, apesar de não ter mais ninguém por lá. Talvez aquilo fosse paranoia minha.

Fabrício começou logo com uma voadora que acertaria os peitos do cara grande. Acertaria. Ele o segurou pelos pés e o arremessou contra a grade como se fosse um pedaço de pano qualquer. Começou a chutá-lo furiosamente Enquanto Fabrício tomava uma surra, Laura subiu no ringue e pegou o livro. Em suas páginas, relatava que quem estivesse com ele poderia realizar somente um pedido, o qual seria materializar alguém onde estivesse o objeto mágico. O autor era um tal de João Pedra. No momento pensamos em chamar alguém que fosse capaz de ajudar Fabrício.

- Chama o Bruce-Lee – Disse.

- Eu quero o Maicon Jequisson. UH TIC MOMO! Concorda comigo Carlos? – Perguntou Renata

- Não rapariga, vai ser só um desabafo de uma alma esquecida. Chama o Goku pra usar o Kamehameha! – Sonhou Carlos.

- Quem?- Disse Laura, sem entender nada.

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E com apenas um Hadouken, Ken conseguiu derrotar o homem da capa preta. Depois disso sumiu como um passe de mágica. Renata correu em direção do Fabrício para ajudá-lo. Ela se preocupava muito com ele e estavam no limite da amizade. Aquela vadia, depois de fazer tudo por ela nem me dava bola, ficava se esfregando em outros caras.

Naquele lugar achamos três portas. Decidimos nos separar em casais. Eu fui com Beatriz, Laura foi com Carlos e Renata foi com Fabrício. Estavam brincando com a gente. Os quatro últimos se reencontraram em um corredor em menos de cinco minutos, porém eu e Beatriz demoramos um pouco mais. No local havia três bolsas de sangue e um frasco ligado a uma porta. Do lado dos objetos, tinha um bilhete.

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Ficamos pasmos porque, mesmo com essa modernidade toda, os espíritos não sabiam sequer fazer uma rima decente.

Qual bolsa de sangue usar para resolver o caso O+ para que o demônio do quarto realmente pudesse nos ajudar? Por sorte, tirei um pé-de-cabra de dentro da minha bolsa e arrombamos a porta. Um fantasma de demônio apareceu e disse que faria a vingança no dia 7. Para nossa alegria, era dia 14.

Atravessando-a, encontramos uma escadaria que nos levaria para o segundo andar. Segundo as lendas, descobriríamos “nosso” amiguinho estranho que estava por trás daquilo tudo na parte de cima. Antes que subíssemos, apareceram Apolo e Selene, o casal de zumbis ingleses com poderes sobrenaturais no nível dos filmes de Resident Evil, interditando o nosso caminho.

Carlos havia guardado o livro de João. Ele pensou que seria um pedido por pessoa e realmente estava certo. Ele conseguiu chamar o Jeff – The Killer -, porém com apenas um movimento, Apolo causou a queda dele e Selene com seus poderes a lá Jean Grey, destruiu o livro.

- Let’s Play – Apolo ameaçou.

A casa começou a balançar e uma canção de ninar começou a ser tocada. Subitamente, saquei um inoxidável, gélido e fervoroso revólver de dentro da minha bolsa. Havia pegado do armário dos meus pais, caso tivesse mais nenhuma escolha. Atirei igual um louco.

Acabei matando-os e a casa deu um último balanço. Renata caiu em cima de mim. Ficamos assim por um tempão e ali foi a minha primeira vez. A primeira vez que atirava em alguém na vida real.

Subimos e acima de nós, escutamos um canto e vimos uma sombra fazendo anotações no corredor ao lado de uma gaiola vazia, sem seu passarinho. E era somente isso o que tinha lá... Sem portas, sem janelas, sem frestas. Apenas um corredor. A sombra desapareceu assim que nos viu. Pegamos seu caderninho e começamos a ler.

Descobrimos vários segredos por lá.

Descobrimos que todas as pessoas que visitaram a casa, morreram.

Descobrimos que o tempo passa muito devagar em seu interior.

Descobrimos que todas as almas e os demônios uma vez foram pessoas.

Descobrimos que aquela era a casa de Joachim Armster, assassinado por uma capivara albina.

Descobrimos que o Joachim adorava realizar pactos, até que tudo ficou fora de controle e anormalidades tomaram conta de sua casa.

Descobrimos que quem morria no corredor, deveria passar o bloco de anotações para frente e assim por diante, tornado o bloco cada vez maior.

Descobrimos que ficamos muito tempo falando “descobrimos”.

Descobrimos ainda que a última frase escrita era “Don’t look back”.

Assim que acabamos de ler as anotações, escutamos uma voz.

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Como curiosidade é da natureza do ser humano, nós olhamos. Vimos uma enorme cabeça flutuante que aos poucos ia criando corpo. Achei que esperaríamos nove meses, mas aquilo não se tratava de um feto. A área que uns segundos atrás era um estreito corredor, se transformou em um imenso jardim com vários corpos espalhados por ele. Um a um, meus amigos foram sendo mortos.

Fabrício foi esmagado com um soco pela enorme mão. Laura e Carlos foram apertados pela outra enorme mão. Renata foi esmagada pelo enorme pé do ser. E Beatriz foi estuprada pelo enorme pênis da estranha criatura. Vi um leve sorriso nela antes de sua morte. Pingos vermelhos se espalharam pelo local. Parecia uma neve sangrenta.

Eu fui o último a morrer. Simplesmente fui devorado pelo monstro e meus ossos serviram de palitos de dente para a aberração.

Muitos segredos ainda precisam ser contados, mas deixarei isso para a próxima pessoa. Pelos seus passos, já deve estar perto. Solto meu canário cantor para que ouçam o seu canto. Preciso escrever só mais uma frase.

Pronto. Largo meu caderno e agora vou embora, quem sabe minha alma finalmente ficará livre…

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-FIM-

Com as participações de:

Pedro (narrador): O cara da friendzone;

Renata: A "Arrasa-Corações";

Fabrício: O brigão;

Beatriz: A vadia;

Carlos e Laura: Os indiferentes (não achei outro sinônimo);

Wesley: O figurante medroso.

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Publicado em 1 de janeiro de 2013 (1 ano atrás)

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Publicado em 1 de janeiro de 2013 (1 ano atrás) por Jeff Dantas em "Assustador". Encontrou um erro? Clique aqui. Editar




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